Artistas e produtores cearenses dialogaram com o ministro da Cultura, Juca Ferreira

11 de Março de 2015

A tarde desta terça-feira, 10/3, foi de diálogo direto entre artistas, produtores, educadores, articuladores e gestores culturais cearenses e o ministro da Cultura, Juca Ferreira, no auditório João Frederico Ferreira, da Assembleia Legislativa. A convite do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), o ministro participou do programa “Diálogos Culturais”, da Secult, em edição compartilhada com o programa “Roda de Conversa”, do MinC, respondendo perguntas, debatendo sugestões e propostas e também acolhendo críticas apresentadas pela comunidade artística e por representantes das mais diversas expressões do campo da cultura.

 

O diálogo com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Guilherme Sampaio, que nesta terça-feira entregaram à Assembleia Legislativa a proposta do novo Plano Estadual de Cultura, contou com centenas de participantes, presencialmente e através de transmissão online e pela emissora de TV do Poder Legislativo.

 

Em sua fala inicial, o ministro Juca Ferreira destacou a riqueza da cultura cearense, dizendo-se impressionado e citando como exemplos as experiências que conheceu nesta segunda-feira, na região do Cariri, onde visitou espaços como a Fundação Casa Grande e o ateliê de Mestre Espedito Seleiro, em Nova Olinda, e a Sociedade Lírica do Belmonte, no Crato.

 

RMinistro1“Os cearenses devem levar cada vez mais para o Brasil a força da sua arte e da sua cultura”, conclamou, destacando a importância do momento de diálogo direto com a população, para formulação das políticas culturais. Ao longo das atividades no Ceará, Juca Ferreira destacou o compromisso de modificar a legislação federal de incentivo à cultura, com a lei do Procultura (atualmente em tramitação no Congresso Nacional) substituindo e aperfeiçoando a Lei Rouanet.

 

O objetivo, de acordo com o gestor, é garantir uma divisão mais democrática dos recursos entre todos os estados brasileiros e assegurar que a seleção dos projetos culturais seja, de fato, pública, e não realizada pelos setores de marketing das grandes empresas, que apoiam preferencialmente projetos de grande visibilidade no circuito comercial e no eixo Rio-São Paulo.

 

O ministro também se comprometeu a retomar e reforçar o Programa Cultura Viva, dos Pontos de Cultura (iniciativas culturais da sociedade civil espalhadas por todo o Brasil, reconhecidas e apoiadas pelo ministério e pelos governos estaduais). Resolver pendências jurídicas dos atuais Pontos e garantir o repasse de recursos devidos é prioridade, segundo Juca Ferreira, que destacou a presença da secretária nacional de Cidadania e Diversidade Cultural, do MinC, Ivana Bentes, diretamente responsável por essa tarefa.

 

Ampla participação

RMinistro3O debate com o ministro contou com ampla participação, reunindo protagonistas da cultura cearense. O cineasta e produtor cultural Wolney Oliveira, a escritora e produtora Cleudene Aragão, o produtor e gestor Teobaldo Silva, de Aracati, a videomaker, produtora e designer de games Mariana Ramalho e o escritor e editor Carlos Emílio Correia Lima foram alguns dos que fizeram perguntas a Juca Ferreira. Em pauta, mudanças na Lei Rouanet, melhor distribuição dos recursos federais para a cultura, o projeto Agentes de Leitura, apoio à produção de games e a revistas e sites literários.

 

O ator e produtor Abdiel, o dramaturgo, compositor, pesquisador e escritor Oswald Barroso, o intelectual José Trajano, o advogado e vereador Deodato Ramalho e o produtor cultural Ivan Ferraro, organizador da Feira da Música, também fizeram perguntas ao ministro. Apoio ao teatro de sincronização, Lei Rouanet, literatura de cordel, arte e cultura no Interior do Estado, arte e cultura do Ceará no currículo escolar e uma proposta de retorno da Feira Música Brasil foram os temas das intervenções.

 

O secretário adjunto da Cultura do Estado, Fabiano dos Santos Piúba, mediou o debate, que também contou com participantes como a produtora Wladiza Mesquita, o ator e diretor teatral Chico Isidório, a musicista Marivalda Kariri, do maracatu Candieiro Lumiar, os produtores Marcos Antônio, Odair Soares Amon e Emídio Sanderson, que entregou ao ministro Juca Ferreira a proposta de Plano Estadual de Cultura para a Infância, elaborada ao longo de 2014, com participação do Poder Público e de vários setores da sociedade.

 

 

11.03.2015
 

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