Dia Mundial da Saúde promove alimentação saudável

6 de abril de 2015

No Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, a Secretaria da Saúde do Estado estará na Praça do Ferreira, das 9 às 16 horas, para promover o consumo de alimentos saudáveis e de qualidade. Durante a ação, quem passar pela praça poderá ver como anda a saúde, com serviços de verificação de pressão arterial, do Índice Massa Corporal (IMC), além de receber orientações sobre alimentação saudável e nutricional. Também na praça, as pessoas vão aprender dicas de como conservar e higienizar alimentos, em especial frutas e verduras. Vão ser alertados sobre os riscos da má alimentação para a saúde e qualidade de vida.

 

Em Fortaleza, conforme o Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizado pelo Ministério da Saúde, 29,7% da população de 18 a 24 anos estão com excesso de peso, 6,3% são obesos, 38,9% comem carne com excesso de gordura, 18,9% consomem alimentos doces em cinco ou mais dias da semana, 19,5% consomem refrigerantes em cinco ou mais dias da semana, 14,8% substituem o almoço ou o jantar por lanches sete ou mais vezes por semana e 16,4% consideram seu consumo de sal alto ou muito alto.

 

A segurança dos alimentos é o tema definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Saúde 2015. De acordo com a OMS, alimentos não seguros estão ligados à morte de cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Os alimentos que contêm bactérias nocivas, vírus, parasitas ou substâncias químicas são responsáveis por mais de 200 doenças, que vão desde diarreia ao câncer. As ameaças à segurança dos alimentos surgem com as alterações na produção, distribuição e consumo de alimentos, alterações no ambiente, novos e emergentes patógenos e resistência antimicrobiana. A OMS ainda alerta que o aumento das viagens e do comércio internacional aumentam a probabilidade de determinada contaminação se espalhar pelo mundo. Por isso a OMS está promovendo esforços para melhorar a segurança dos alimentos, do campo ao prato. A segurança alimentar é uma responsabilidade partilhada por toda a cadeia de produção de alimentos – dos agricultores e fabricantes a fornecedores e consumidores.

 

Brasil

No Brasil, a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006), define como Segurança Alimentar e Nutricional a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. No país, a comprovação da segurança de uso de determinados alimentos é uma exigência legal, estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), com o objetivo de proteger a saúde da população e reduzir os riscos associados ao consumo, em resposta às constantes inovações tecnológicas e ao aumento do comércio internacional.

 

Já o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) é uma das diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), que integra a Política Nacional de Saúde. A PNAN compõe o conjunto das políticas de governo voltadas à concretização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Esta política tem como propósito a garantia da qualidade dos alimentos colocados para consumo no País, a promoção de práticas alimentares saudáveis e a prevenção e o controle dos distúrbios nutricionais, bem como o estímulo às ações intersetoriais que propiciem o acesso universal aos alimentos.

 

Na saúde, o Sisvan é o instrumento para obtenção de dados de monitoramento do Estado Nutricional e do Consumo Alimentar das pessoas que frequentam as unidades básicas do SUS. Dessa forma, oferecem os subsídios que orientam as voltadas para a melhoria do estado nutricional da comunidade. No seminário da Secretaria da Saúde do Estado, os participantes serão orientados sobre a institucionalização das ações de alimentação e nutrição nos municípios, especialmente na Atenção Básica.

 

Guia Alimentar

O Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado pelo Ministério da Saúde em novembro do ano passado, apresenta um conjunto de recomendações sobre alimentação que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias e comunidades. As recomendações do Guia Alimentar estão baseadas em conhecimentos gerados por diferentes modalidades de estudos experimentais, clínicos e populacionais, incluindo os experimentos naturais implícitos no processo de seleção de padrões de alimentação desenvolvidos e transmitidos ao longo de gerações.

 

As recomendações do Guia Alimentar são resumidas em “Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável”:

 

1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação;

2. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;

3. Limitar o consumo de alimentos processados;

4. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados;

5. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;

6. Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados;

7. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;

8. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;

9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora; e

10. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.             

 

 

06.04.2015

 

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