Aniversário de Fortaleza: 289 anos de uma cidade de arte e cultura

13 de abril de 2015

Fortaleza, que comemora nesta segunda-feira, 13/4, seus 289 anos, se destaca, entre tantos atrativos, também pela diversidade cultural e artística, fruto do talento, da riqueza e da diversidade do povo cearense. Capital do primeiro estado a ter uma Secretaria de Cultura (criada em 1966) e uma Academia de Letras (fundada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras), Fortaleza contabiliza inúmeras contribuições à cultura, à arte, à história, ao patrimônio material e imaterial do Brasil.

 

A capital do Ceará, que foi também o primeiro estado a libertar seus escravos, também se antecipou ao modernismo nas artes, com a Padaria Espiritual, movimento literário fundado no Centro de Fortaleza por Antônio Sales e um grupo de jovens escritores que, ainda no final do século XIX, antecipariam as conquistas formais e as preocupações temáticas modernistas, que só na década de 20 do século seguinte ganhariam destaque no panorama nacional.

 

No entre-séculos, um fortalezense se destacaria como pai do nacionalismo na música erudita brasileira: Alberto Nepomuceno, autor compositor que musicou versos de José de Alencar, Machado de Assis e Olavo Bilac, reformou o Hino Nacional Brasileiro, incentivou compositores como Villa-Lobos e causou polêmica entre os críticos ao promover concertos de artistas populares no Instituto Nacional de Música, desafiando os limites da chamada “música séria”.

 

Já nos anos 30 outra escritora fortalezense, Rachel de Queiroz, chama atenção do País ao publicar “O Quinze”, romance fundamental para a reinvenção da prosa regionalista no Brasil. Rachel se tornaria a primeira mulher a ingressar na Academia Cearense de Letras, consagrando-se definitivamente como um dos maiores nomes da literatura brasileira em todos os tempos.

 

fortaleza4Nas artes visuais, o movimento modernista na capital cearense também atrairia destaque nacional, com nomes como o fortalezense Antônio Bandeira, um mestre das aquarelas e da pintura abstrata, que levaria à França o talento dos artistas cearenses. Décadas mais tardes, artistas como o também fortalezense Leonilson tornariam a chamar atenção, já no cenário nacional da arte contemporânea.

 

Na música popular, Fortaleza também chamaria atenção do País na primeira metade do século XX com Lauro Maia, o compositor que criou o balanceio, produziu clássicos da canção brasileira e, para muitos, dialogou com o iguatuense Humberto Teixeira na criação do baião.

 

O conjunto vocal Quatro Ases e um Coringa, formado por fortalezenses, também se destacou nacionalmente a partir do Rio de Janeiro, onde chegariam, décadas mais tarde, integrantes de outra geração que colocou Fortaleza em relevo no mapa musical brasileiro: o chamado “Pessoal do Ceará”, dos fortalezenses Ednardo, Fagner, Petrúcio Maia e Rodger Rogério, que junto a outros grandes cantores, compositores e instrumentistas conquistariam para os artistas cearenses um lugar na indústria fonográfica brasileira e abririam caminho para novas gerações.

 

Cidade de espaços culturais

fortaleza5Atualmente, Fortaleza conta com diversos equipamentos culturais e artísticos, espaços de salvaguarda da memória e da identidade cultural do povo cearense e vitrines para o trabalho de artistas de diferentes gerações.

 

Entre os equipamentos culturais da capital cearense, destacam-se aqueles mantidos pelo Governo do Estado do Ceará, como o Theatro José de Alencar (mais tradicional e simbólico palco das artes cearenses), o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (referência nacional em difusão cultural), o Arquivo Público do Estado do Ceará e o Arquivo Intermediário (com acervo de documentos de vários séculos), o Museu do Ceará e o Museu da Imagem e do Som do Ceará (ambos de visitação essencial para se conhecer a história do Estado e a forma como ela é recontada por diferentes olhares, em diversas épocas).

 

Também são equipamentos culturais do Governo do Estado localizados em Fortaleza o Teatro Carlos Câmara (antigo Teatrinho da Emcetur, onde estrearam muitos nomes da música e das artes cênicas, atualmente palco para novos valores), o Centro Cultural Bom Jardim (promovendo a descentralização da formação e da difusão cultural), o Sobrado Dr. José Lourenço (espaço das artes visuais e da fotografia), a Casa de Juvenal Galeno (sede de iniciativas literárias, musicais e de artes integradas), a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho (responsável por formar profissionais em diversos ramos específicos ligados às artes), o Cine-teatro São Luiz (reinaugurado em dezembro de 1914 e que em breve anunciará nova programação permanente) e a Escola Porto Iracema das Artes, espaço em sintonia com a formação de artistas e técnicos e o desenvolvimento de projetos artísticos contemporâneos, em linguagens como música, teatro e audiovisual.

 

fortaleza3Todos esses equipamentos oferecem aos moradores e turistas um convite permanente a descobrir uma Fortaleza artística e cultural, viva e pulsante, com uma programação diária e com entrada franca, na maioria das atividades. Para que Fortaleza, que nesta segunda-feira, 13/4, chega aos 289 anos, seja cada vez mais um espaço de pleno exercício dos direitos culturais, de forma democrática e inclusiva, para todos os cidadãos, e de reinvenção da cidade por meio da arte e da cultura.

 

Fotos: Felipe Abud

13.04.2015

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