Economia cearense tem alta de 2,7% no quarto trimestre de 2014

23 de abril de 2015

A economia cearense apresentou uma taxa de crescimento de 2,70%, no quarto trimestre de 2014, se comparado a igual período de 2013. O desempenho volta a ser, pela décima nona vez consecutiva, superior ao índice da economia brasileira, que registrou 0,3% no último trimestre de 2014. O Ceará fechou o ano de 2014 com um crescimento de 4,36%. Os números fazem parte do documento Boletim da Conjuntura Econômica Cearense – 4º Trimestre de 2014, elaborado pela equipe de técnica do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (IPECE), e apresentado à imprensa na tarde desta quinta-feira, dia 23/04, pelo diretor-geral da instituição, professor Flávio Ataliba. No documento, os técnicos apresentam análises dos cenários econômico internacional e nacional, que servem de parâmetros para o desempenho da atividade econômica estadual. Para Flávio Ataliba, o Boletim, com 60 páginas, é rico de informações e análises econômicas. “O interesse do Ipece é que esse trabalho sirva de consulta para setores empresariais, acadêmicos e demais interessados no assunto”, pontuou o Diretor-Geral do Instituto.   

 

Segundo dados do Boletim, o crescimento econômico mundial foi de 3,3% em 2014, de acordo com o Fundo Monetário Nacional (FMI). O resultado foi gerado, principalmente, pelo desempenho a economia americana, cuja expansão foi de 2,4%. Já a economia brasileira apresentou uma leve alta em 2014 (0,1%), o que acabou se configurando em um cenário de estagnação. É o mais baixo resultado para a economia nacional desde a crise internacional de 2009, quando foi registrado recuo de 0,2%. No quarto trimestre do ano, o crescimento foi de 0,3%, puxado pelo setor agropecuário, que cresceu 1,8%. O documento destaca ainda que a agropecuária cearense no ano de 2014 obteve ganhos e perdas, comportamento esse muito relacionado ao período de estiagem que vem ocorrendo em todo o Nordeste. Assim, a vantagem do período de chuva de 2014 sobre 2013 está relacionada a uma melhora da distribuição temporal, favorecendo assim a produção de algumas culturas temporárias desenvolvidas no Ceará. A indústria de transformação cearense voltou a apresentar resultados negativos no quarto trimestre de 2014, fechando com uma redução de 5,4% na produção quando comparada ao mesmo período de 2013, de acordo com o indicador de produção física da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. O resultado intensificou a queda já observada nos períodos anteriores e se constituiu no terceiro período seguido de retração neste tipo de comparação.

 

O resultado registrado no setor de serviços cearense no ano de 2014 mostrou um crescimento de 8,0%, inferior ao obtido no mesmo período do ano anterior (expansão de 13,0%). Por outro lado, o desempenho estadual foi superior ao registrado pelo país (6,0%), e superior ao observado nas principais economias do Nordeste, Bahia (7,0%) e Pernambuco (3,9%).

 

No varejo comum, os resultados do terceiro e quarto trimestres de 2014 das taxas de crescimento observadas ficaram abaixo daquelas registradas em igual período de 2013 confirmando, dessa forma, uma desaceleração no ritmo de vendas no varejo local. Todavia, não foi observada no varejo ampliado nenhuma queda trimestral ao longo do ano de 2014. A queda da renda real por conta da alta inflacionária e o menor nível de atividade econômica têm provocado uma dinâmica particular no mercado de trabalho tanto no país como no Ceará. De fato, em dezembro de 2013, a taxa de participação na RMF era de 56,8% da população acima de 10 anos, aumentando esse índice para 58,2% até dezembro de 2014, o que revela aumento do total de pessoas ocupadas e em busca de emprego.

 

No mercado formal, a economia cearense registrou um saldo positivo de 12.403 novos empregos com carteira assinada no quarto trimestre de 2014. Esse número foi metade do registrado no terceiro trimestre do mesmo ano e também inferior à criação de novos empregos no quarto trimestre de 2013, quando foram gerados 16.797 novos postos de trabalho com carteira assinada.

 

O saldo da balança comercial cearense totalizou um déficit de US$ 1,53 bilhão em 2014, mantendo a trajetória de saldo negativo dos últimos anos. Adicionalmente, com o movimento das exportações e importações, a corrente de comércio exterior do Ceará encerrou o ano de 2014 com o valor de US$ 4,47 bilhões, com retração de 5,28% frente ao ano de 2013. A queda das receitas orçamentárias observada no último trimestre de 2014 sinaliza para maiores restrições orçamentárias que o Estado deverá enfrentar no ano de 2015, cujas expectativas iniciais apontam para queda de receitas na arrecadação federal que, por consequência, deverão afetar os repasses do FPE para os estados.

 

 

23.04.2015

 

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