Cursos capacitam profissionais para o cuidado materno-infantil

1 de setembro de 2015

A atenção continuada do pré-natal ao parto, com o envolvimento dos profissionais de saúde até o desfecho da gravidez. Essa é a diretriz do curso Acolhimento, Vínculo e Responsabilização, que a Secretaria da Saúde do Estado está levando às regiões de saúde para fortalecer as redes de atenção materno-infantil pela capacitação dos profissionais de saúde da atenção primária, atenção secundária, hospitais de pequeno porte, hospitais polo Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e policlínicas regionais. O curso tem sequência nesta quarta e quinta-feira, 2 e 3 de setembro, com a realização do segundo módulo na rede de atenção materno-infantil da região de saúde de Caucaia. Nos dias 10 e 11 de setembro será realizado o primeiro módulo do curso na região de Tauá. Profissionais de saúde das regiões de Juazeiro do Norte, Crato, Cascavel e Fortaleza já concluíram o primeiro módulo do curso.

 

No Ceará, a Rede de Atenção Materno-infantil, também chamada Rede Cegonha, tem os serviços integrados em 17 redes nas 22 regiões de saúde. É um programa do Ministério da Saúde que tem o objetivo de atender todas as brasileiras pelo SUS, desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida da criança. É uma rede de cuidados que assegura às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo, à atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério e, às crianças, o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis. A proposta da Secretaria da Saúde do Estado é que, após o curso, os municípios elaborem seus planos de cuidado materno-infantil, envolvendo todos os pontos de atenção das redes.

 

A ideia e reforçar a qualidade da atenção, desde o acolhimento, com realização de bom atendimento, escuta qualificada e encaminhamento seguro, o que só é possível se a rede opera com base na linha do cuidado. Para tanto é necessário que os profissionais de saúde estabeleçam vínculos com as gestantes para acompanhá-las por dentro da rede, de modo que todos sejam responsáveis pelos resultados da gravidez, oferecendo atenção integral de qualidade não apenas do ponto de vista fisiológico, mas também social e emocional. O curso que a Secretaria da Saúde do Estado está levando às regiões de saúde oferece as ferramentas para que os profissionais de saúde atuem dessa forma, abordando no primeiro módulo o pré-natal e, no segundo módulo, as boas práticas em parto e nascimento.

 

Em 2014 o Ceará registrou sensível redução da mortalidade materna. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) diminuiu em 26,8%, com redução de 82,5 óbitos por 100 mil nascidos vivos em 2013 para 60,4 no ano passado. Em números absolutos, o total de óbitos maternos por causas obstétricas em 2014 foi de 77 mortes em 54 municípios. Nos últimos anos esse número foi de 87 óbitos maternos em 2011, 115 em 2012 e, em 2013, de 109. Foram notificados no ano passado 2.534 óbitos de mulheres em idade fértil e investigados 77,1%. Os indicadores estão no informe epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna – 28 de maio.

 

 

01.09.2015

 

 

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