67 municípios cumprem meta de vacinação contra HPV

2 de outubro de 2015

A Coordenação Estadual de Imunizações está convocando os 117 municípios que ainda não cumpriram a meta de vacinação das meninas de 9 a 11 anos de idade contra o papilomavírus humano (HPV) a intensificar as ações de imunização nas escolas, antes do encerramento das aulas do ano letivo escolar. Essa foi uma das estratégias usadas pelos 67 municípios cearenses que já cumpriram a meta de cobertura vacinal de 80%, estabelecida pelo Ministério da Saúde. Em todo o Estado a cobertura está em 62,67% da população de 238.818 meninas de 9 a 11, com 149.658 doses aplicadas. A vacina HPV faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível nas ações de rotina das unidades básicas de saúde desde março do ano passado, quando passaram a ser vacinadas meninas de 11 a 13 anos.

 

O Ministério da Saúde orienta a vacinar também as adolescentes de até 13 anos que ainda não tenham recebido a primeira dose. Devem ser também vacinadas de maneira diferenciada as mulheres de 9 a 26 anos de idade vivendo com HIV. Com a segunda dose devem ser vacinadas as adolescentes que já completaram 14 anos e já receberam a primeira dose, além das mulheres que receberam a primeira dose há mais de seis meses. Em 2014 o Ceará vacinou 267.886 meninas de 11 a 14 anos com a primeira dose, registrando a maior cobertura do Brasil, com 98,8% do público prioritário vacinado. A partir de 2016, serão vacinadas meninas de 9 anos de idade.

 

No esquema de vacinação estendido é fundamental garantir uma alta cobertura na segunda dose, seis meses após a primeira dose, para proporcionar a proteção necessária contra a infecção pelo vírus até que a adolescente receba a terceira dose, cinco anos após a primeira dose. A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual contra câncer de colo de útero. Embora a vacina faça parte do Calendário Nacional de Imunização, as adolescentes devem seguir o cronograma de intervalo entre uma dose e outra. A primeira dose sozinha não protege contra o vírus.

 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbm), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) divulgaram carta aberta aos médicos convocando os profissionais “a recomendar fortemente às suas pacientes a vacinação contra o HPV”. As entidades médicas ressaltam que, a cada ano, cerca de 5 mil mulheres brasileiras morrem de câncer de colo do útero. São cerca de 15 mil novos casos, com praticamente 100% causados pelo papilomavírus humano.

 

O câncer do colo do útero é uma doença grave que pode levar ao óbito. Estimativas mundiais apontam aproximadamente 530 mil casos novos e 265 mil mortes pela doença ao ano. No mundo e no Brasil é a terceira causa de morte por câncer entre mulheres. No Ceará, a taxa de incidência de câncer do colo do útero estimada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para 2014 era de 20,27 casos para cada 100 mil mulheres, com registro de 930 casos. A vacinação no presente, conjuntamente com as ações para o rastreamento do câncer do colo do útero a partir dos 25 anos, possibilitará a essa geração de meninas que estão recebendo a vacina HPV estarem praticamente livres do risco do câncer cervical.

 

 

02.20.2015

 

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