A vida sobre os trilhos: conheça a rotina dos profissionais condutores dos trens

21 de outubro de 2015

Profissão antiga e repleta de memória, a condução de veículos sobre trilhos evolui na medida do desenvolvimento do transporte ferroviário. Ano após ano, maquinistas assistiram a locomotivas transformarem-se em trens; e trens transformados em metrôs. Francisco Wellington da Silva, um dos maquinistas da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), é um desses personagens que fazem parte da história do transporte ferroviário. Em um quarto de século na profissão, ele trocou o já aposentado maquinário das locomotivas da extinta Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) pelo computador de tela touchscreen dos trens elétricos que circulam na linha Sul.

Ao entrar na cabine de operação para mais uma viagem, no último dia 20 – Dia do Maquinista – ele apresenta com orgulho sua ferramenta de trabalho. Começa ajustando o brilho da tela, em seguida, mostra todos os itens do software: as câmeras de monitoramento informam como estão os vagões e monitoram embarque e desembarque de passageiros; outros ícones mostram se as portas estão abertas ou fechadas, a condição do ar condicionado e demais elementos que asseguram as condições gerais da viagem.

R IMG 20151020Após checagem cuidadosa de todos os itens, é hora de partir. No começo da viagem, saindo da Estação Central Chico da Silva, no bairro Moura Brasil, vê-se apenas o interior dos túneis estruturados sob o Centro de Fortaleza. Enquanto a cidade ferve na superfície, o metrô corta o Centro e o Benfica por baixo da terra, a 70 km/h. “Essa é a minha felicidade, quando eu consigo realizar um transporte rápido e seguro para os passageiros. Para mim, é algo muito gratificante saber que, de alguma forma, estou contribuindo para o transporte público. É um bem que eu faço à sociedade”, orgulha-se.

Os maquinistas são responsáveis pela parada dos trens elétricos e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) nas estações, além de acompanhar e controlar as condições gerais da viagem e o ambiente dentro dos vagões. “A única diferença para um carro, é que, no transporte sobre trilho, não há uma direção, não há como mudar de rota. O maquinista possui controle total sobre a operação”, explica Ademir Júnior, supervisor da Unidade de Tráfego da Metrofor. “Durante todo o dia , a gente sempre tem um maquinista na reserva, para uma eventualidade. E implantamos também um sistema de rodízio nessa função da reserva, para que os maquinistas não fiquem em operação durante a jornada completa de trabalho”, completa.

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De pai para filho
Como em outras profissões que atravessam o tempo, em muitos casos a relação com o transporte sobre trilhos é herdado na família. É o caso do Wellington, cujo pai também era maquinista. A família morava à beira do trilho, beneficiada pela concessão de residências da RFFSA, através de um programa de moradia para seus funcionários. “O trem passava a alguns metros do meu quarto. Hoje em dia, eu até brinco lembrando que, lá em casa, não precisava fazer força pra balançar a rede, era só esperar o trem passar”, relembra o maquinista, que hoje integra a equipe responsável pelo transporte de aproximadamente 490 mil pessoas a cada mês na Região Metropolitana de Fortaleza.

21.10.2015

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