Projeto inicia formação política com mulheres privadas de liberdade

6 de novembro de 2015

Desenvolver e promover a cidadania dentro das prisões é um dos desafios da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus). E é por meio de uma parceria com o Instituto Negra do Ceará (Inegra) que a Sejus busca dar voz e visibilidade às mulheres encarceradas do Estado. No próximo dia 11 (quarta), no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF), o Inegra dá início a uma formação política para 90 internas do sistema prisional, intitulada “Pelas Asas de Maat”.

Considerada a deusa egípcia da verdade e justiça, Maat dá nome ao projeto que tem como base a tolerância, o respeito e a igualdade em meio às desigualdades e contradições da atual sociedade brasileira. Ao todo, serão três turmas com 30 mulheres cada, em uma formação que dura aproximadamente três meses. A primeira e a segunda devem começar as atividades em novembro, a partir do dia 11. A terceira turma fica para fevereiro de 2016.

A formação tem duração aproximada de 42 horas de encontros divididos em sete módulos. As relações de gêneros, patriarcais, étnicas, raciais e as relações de classe serão abordadas nas conversas com as internas, assim como os temas dos direitos humanos, acesso à justiça e população carcerária. A metodologia da formação tem caráter participativo, com a partilha de saberes para uma construção coletiva.

O projeto foi aprovado e é apoiado financeiramente pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos. Além da parceria com a Sejus, a formação tem o apoio da Pastoral Carcerária, do Escritório Frei Tito de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e do Fórum Cearense de Mulheres. Colaboradores dessas entidades também estarão presentes na formação para abordar os temas selecionados em cada módulo.

Para a assessora especial de cidadania da Sejus, Lúcia Bertini, o projeto se difere dos demais por ser uma formação que não é voltada para o trabalho ou educação, mas para a cidadania. “É uma formação para o empoderamento delas como sujeitos de direitos”, pontua.

Uma das coordenadoras do projeto pelo Inegra, Iara, acredita que ao final da formação, será possível traçar um perfil qualitativo dessas mulheres. “Com a troca de experiências e o conhecimento compartilhado, nós pensamos em realizar seminários, audiências públicas e outras atividades que deem seguimento às discussões sobre a voz feminina dentro das prisões”, afirma. Uma cartilha com os direitos das mulheres encarceradas também será produzida e entregue no presídio feminino.

06.11.2015

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