Uso do capacete reduz em até 40% risco de morte de motociclistas

18 de novembro de 2015

O capacete é o item de segurança mais importante para os motociclistas. Mesmo assim, o seu uso ainda não recebe a devida importância por todos os condutores. No Ceará, 67,5% dos motociclistas sempre utilizam capacete, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento, 32,5% dos motociclistas do Estado não têm como hábito o uso do capacete, comportamento que revelado nas estatísticas de mortos e sequelados em acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Considerado pelo Governo do Estado item essencial de consumo da população, o capacete foi incluído na mensagem de nº 7.905, já em tramitação na Assembleia Legislativa, para redução da alíquota do ICMS de 12% para 7%, como forma de incrementar o uso pelos motociclistas.

Estudo sobre segurança no trânsito da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que usar capacete corretamente reduz em até 40% o risco de morte e em até 70% as chances de sofrer ferimentos graves na cabeça. O Ministério da Saúde, por sua vez, aponta estudos mostrando que o uso de capacetes pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. O capacete é um item de segurança obrigatório para os motociclistas, conforme o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), e é fundamental para evitar consequências mais graves em acidentes de trânsito. Quem não usa o capacete, além de colocar a própria vida em risco, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.

Em 2014 foram registrados no país mais de 127 mil internações por conta de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas, o que representou gasto de R$ 183,1 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). No Ceará foram 732 mortes. A partir de 2010, o maior número de óbitos ocorreu em 2012, com 841 mortes de motociclistas e garupeiros, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O Instituto Dr. José Frota (IJF), principal hospital de referência em traumas do Ceará, os atendimentos a acidentados com motocicletas somaram 7.382 pacientes no primeiro semestre de 2014 e 6.755 pacientes no mesmo período deste ano. No Hospital Regional do Cariri (HRC), do Governo do Estado referência em trauma para toda a macrorregião do Cariri, foram realizados 3.782 atendimentos a motociclistas acidentados em todo o ano de 2014, com 14 mortes, e 2.677 atendimentos até setembro deste ano, também com 14 óbitos.

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O jovem Wallison Rodrigues Rofino, 21 anos, morador de Juazeiro do Norte, está entre os 2.677 atendimentos feitos este ano no HRC. Ele já sofreu dois acidentes com a sua moto. Em um dos acidentes  ele conta que se não fosse o capacete teria morrido: “um carro me trancou no trânsito. A motorista ao me socorrer perguntou logo se eu não tinha machucado a cabeça, e respondi que não. Quando tirei o capacete percebi que bati sim a cabeça no chão. O capacete ficou bem destruído, mas eu não tive nada na cabeça”. Teve a perna quebrada. Ele faz um alerta: “todas as pessoas que usam moto tenham todo o cuidado do mundo, é preciso ter atenção com você e com as outras pessoas e, claro, sempre usar capacete afivelado”. Walisson Rodrigues Rofino está há 10 dias recebendo cuidados no HRC.  

Além de reduzir o imposto sobre o capacete dos motociclistas, o Governo do Estado iniciou este ano outras ações com o objetivo de reduzir os acidentes com motocicletas e suas consequências. Em março o Detran e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) deram início às operações de fiscalização desses condutores e, até junho, foram apreendidas 1.773 motocicletas e autuados 1.655 motociclistas com base na Lei Seca. Nas rodovias estaduais, o número de mortes em consequência de acidentes com motos diminuiu 11,26% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, foram 151 mortes nas CEs em 2014 e 134 neste ano.

18.11.2015

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