Capacitação qualifica atenção a vítimas de animais peçonhentos

20 de novembro de 2015

Os acidentes por animais peçonhentos foram responsáveis, somente em 2014, por 170.148 mil registros em todo o Brasil, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). No Ceará, foram notificados entre 2007 e outubro deste ano 24.988 acidentes por animais peçonhentos, 14.247 deles (57%) nos municípios de Fortaleza, Russas, Limoeiro do Norte, Sobral e Jaguaribe. Em 2014 foram notificados 4.379 acidentes. Para qualificar a atenção às vítimas, a Secretaria da Saúde do Estado promoverá nos dias 24 e 25 de novembro, no Auditório Waldir Arcoverde, Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema, a Capacitação para Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos. Serão capacitados cem médicos e profissionais de enfermagem da atenção básica de saúde dos municípios.

Animais peçonhentos são aqueles que produzem substância tóxica e apresentam um aparelho especializado para inoculação desta substância, que é o veneno, possuem glândulas que se comunicam com dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Os principais animais peçonhentos que causam acidentes no Brasil são algumas espécies de serpentes, de escorpiões, de aranhas, de lepidópteros (mariposas e suas larvas), de himenópteros (abelhas, formigas e vespas), de coleópteros (besouros), de quilópodes (lacraias), de peixes, de cnidários (águas-vivas e caravelas), entre outros. Os animais peçonhentos de interesse em saúde pública podem ser definidos como aqueles que causam acidentes classificados pelos médicos como moderados ou graves.

A melhor forma de evitar acidentes é adotar medidas de prevenção. Por isso é fundamental manter a casa e a área ao redor limpas, uma vez que o lixo e entulhos podem servir de abrigo para muitos destes animais. Também é importante ficar atento à limpeza de armários, já que ambientes escuros e úmidos servem de esconderijos para aranhas e escorpiões. Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meias-canas e rodapé, além de utilizar telas e vedantes em portas, janelas e ralos, são outras formas de evitar a presença dos animais peçonhentos. Moradores de área rural e trabalhadores da agricultura não podem deixar de usar luvas e botas ao entrar em matas ou plantações.

Os animais peçonhentos injetam veneno pelo ferrão, dente, aguilhão ou cerda urticante. Dependendo da espécie do animal, os acidentes podem até levar à morte, caso a pessoa não seja socorrida e tratada adequadamente, quando necessário, com soro específico. O Ministério da Saúde distribui soros antipeçonhentos para todo o país, que estão disponíveis na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A identificação do animal responsável pelo acidente facilita o diagnóstico e o tratamento.

Em caso de acidente, a pessoa deve ser encaminhada, o mais rápido possível, para o hospital. Durante o socorro, tem que se mover o mínimo possível. O membro atingido deve ser colocado numa posição mais elevada em relação ao corpo e o local da picada pode ser lavado apenas com água e sabão. Não é recomendável amarrar o membro acidentado, nem sugar o ferimento com a boca. Também não é indicada a aplicação de qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, urina, entre outros) na lesão. No momento do atendimento, é importante informar ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como espécie, cor e tamanho.

                              Acidente por animais peçonhentos segundo tipo de acidente; Ceará – 2007 a 2015

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20.11.2015

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