Cresce em 22% número de atendimentos em domicílio do Waldemar Alcântara

11 de janeiro de 2016

O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), do Hospital Geral Waldemar Alcântara, da rede pública do Governo do Estado, fechou o último ano com 174 pacientes em acompanhamento. O número é 22% superior ao total de 142 pacientes que foram atendidos pelo serviço em 2014. Criado em junho de 2003, o SAD tem a proposta de realizar a desospitalização de pacientes crônicos ou sequelados, que necessitam de apoio para retornar ao domicílio. O serviço é dividido em três núcleos de assistência: Programa de Assistência Domiciliar (PAD adulto), Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar (PAVD adulto) e o Programa de Assistência Domiciliar Pediátrico (PAD pediátrico). Segundo a coordenadora do programa, a médica Úrsula Wille, 1.450 pacientes já ingressaram no serviço.

Para ser incluído no Serviço de Atendimento Domiciliar o paciente deve estar internado, possuir domicílio em Fortaleza, ter a presença de um familiar ou cuidador responsável e ser dependente de cuidados especiais como: curativos complicados, sondas e estomas, fisioterapia, oxigenoterapia e suporte ventilatório invasivo e não-invasivo. “Todos os pacientes já devem estar internados em algum hospital para aderir ao programa”, explica a coordenadora. Para realizar a desospitalização, o Waldemar Alcântara tem parcerias com o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Instituto Dr. José Frota (IJF), Hospital Universitário Walter Cantídio (Hospital das Clínicas), Hospital São José, Hospital Infantil Albert Sabin e Hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (Hospital de Messejana).

O programa garante medicação, material médico-hospitalar e equipamentos necessários para o atendimento. Além do suporte físico, de acordo com Úrsula Wille, o Serviço de Atendimento Domiciliar dispõe atualmente de 35 profissionais, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e auxiliares. A coordenadora do SAD ressalta ainda a importância do cuidador no atendimento domiciliar. Geralmente, são pessoas da família do paciente, que recebem orientações e treinamentos de profissionais do hospital sobre como acompanhar o doente.

A cuidadora Nancy Andrade conta que a sobrinha, Aline Andrade, 30, é acompanhada pelos profissionais do Hospital Waldemar Alcântara há sete anos. Diagnosticada com meningite, Aline teve complicações e precisou ser submetida a uma traqueostomia. Desde então, ela recebe a visita de uma equipe clínica e a medicação necessária para garantir tratamento em domicílio. Além disso, a cuidadora também é orientada pela equipe sobre como dar banho, aspirar e evitar úlceras de pressão.

“A luta é muito grande, mas prazerosa, porque cada dia é uma vitória. O atendimento domiciliar do hospital é excelente. Digo sempre que os médicos do Waldemar não são pessoas, mas anjos enviados por Deus. São muito atenciosos. E sempre que precisamos, basta ligar”, diz.

Internações e cirurgias
banner raira paciente hgwaO Hospital Geral Waldemar Alcântara não possui serviço de emergência, entretanto, realiza, em média, 800 internações mensais em unidades abertas e unidades de terapia intensiva, cirurgias eletivas, atendimentos domiciliares e atendimentos ambulatoriais para pacientes egressos por mês. Em todo o ano de 2015, foram realizadas 8.359 internações e 3.638 cirurgias, segundo dados do Núcleo de Gestão e Segurança do Paciente (Nugesp).

A pequena Raíra Freitas, 8, está entre os 8.359 pacientes internados no último ano. A mãe dela, Valdilane Freitas, conta que a menina chegou à clínica pediátrica em dezembro, para tratar de diabetes. “Percebi que ela tinha diabetes quando perdeu peso muito rápido. Aqui no hospital, ela se recuperou logo”, disse Valdilane. Segundo a mãe, Raíra recebe acompanhamento especializado e alimentação adequada ao tratamento da doença. “Sempre é ruim estar em hospital, mas aqui é como se a gente estivesse em casa. É como se fosse a nossa mãe cuidando da gente”, compara. A filha também aprova a equipe de médicos e enfermeiros da pediatria. “São muito bons”, diz Raíra, que adora se divertir na brinquedoteca do hospital.

 

11.01.2016

 

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