Bebês precisam da doação de leite materno. Doe pelo 0800.280.4169

15 de Janeiro de 2016

O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), da Secretaria Estadual do Ceará (Sesa), recebeu 948,457 litros de doação de leite de 457 mães diferentes em todo o ano de 2015. Apesar dos números expressivos, o Banco de Leite começa o ano de 2016 com estoque reduzido devido ao baixo volume de doações realizadas no período de festas. “Nós temos 34 bebês internados neste mês de janeiro que precisam do leite, mas nosso estoque está praticamente zerado. Precisamos das doações”, afirmou a enfermeira chefe do BLH, Iraneide Valença.

Entre as crianças internadas está o filho de Jôse Maria de Sousa. O menino José Denilson nasceu no dia 25 de dezembro, mas já passou por duas cirurgias. Segundo a equipe médica do HIAS, José Denilson nasceu com o abdômen agudo e uma perfuração intestinal. Atualmente, ele está colostomizado e não tem previsão de alta. “Eu fiquei muito angustiada quando eu soube, mas os médicos me explicaram que ele não era o único assim e que tinha jeito. O leite materno também pode auxiliar na recuperação meu filho”, disse a mãe do menino.

Com a internação, Jôse só pôde iniciar a amamentação do filho em 11 de janeiro. O tempo de espera, no entanto, fez com que o volume de leite produzido por ela diminuísse, sendo necessária uma complementação. “O médico disse que o ideal seria o leite humano, mas como está faltando, meu bebê está recebendo leite de fórmula”, explicou Jôse, complementando, “eu me preocupo muito. Cada criança pode melhorar através do leite do peito. Eu digo isso porque eu percebo isso no meu filho, ele melhorou com o meu leite”.

A preocupação da mãe de José Denilson é compartilhada pelo médico responsável pela Unidade de Médio Risco do Albert Sabin, Fernando Benevides. Segundo ele, atualmente, o Hospital Infantil Albert Sabin tem 22 bebês na ala de Médio Risco e 12 na UTI Neonatal. “Nós recebemos muitos bebês cirúrgicos. Pós-operatórios que necessitam exclusivamente do leite humano ou o leite da própria mãe. Também temos uma população de síndromes e de bebês prematuros (…) que precisam do leite humano como fonte importante para aumentar a resistência e para evitar uma coisa que hoje está muito frequente: a alergia à proteína do leite”, explicou.

De acordo com Fernando Benevides, os bebês pós-cirúrgicos e os bebês prematuros têm mais predisposição a desenvolver a alergia quando alimentados com leite de fórmula. O médico explica que o leite humano é um imunomodulador natural, ou seja, aumenta a imunidade e resistência dos bebês. “Não tenham dúvida de que a melhora deles é mais rápida com esse leite. Não só a melhora, como também o ganho de peso e o tempo da permanência hospitalar, que acaba sendo reduzido”, afirmou.

Internações

Em 2015, o BLH chegou a atender uma média de 43 bebês por mês. Segundo a enfermeira Iraneide Valença, para trabalhar confortavelmente atendendo todas as crianças durante o ano, seria necessária uma base de doações semanais que somassem 30 litros. O que equivaleria a 120 litros por mês. Em 2015, a média mensal foi de apenas 79 litros.

Como doar

O Banco de Leite Humano do Hospital Infantil Albert Sabin existe há 11 anos e conta com uma equipe disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, para atender gratuitamente às mães com dúvidas sobre amamentação e àquelas que desejam saber como doar o leite materno. As mães podem ligar para o 0800.280.4169  ou  3101.4189 e obter informações e orientações sobre como retirar, armazenar e doar o leite. A coleta do leite doado é feita gratuitamente em domicílio.

A maioria das mulheres que estão amamentando produz leite em excesso, especialmente do terceiro ao quinto dia após o parto. A produção do leite depende do esvaziamento da mama e, quanto mais a mulher esvazia as mamas, mais leite ela será capaz de produzir. Para estocar, podem ser utilizados vidros de café solúvel esterilizados. O leite deve ser conservado no congelador por até 10 dias. E caso seja descongelado, não pode ser congelado novamente.
Benefícios para a mãe e para o bebê

Na amamentação, os bebês recebem os anticorpos da mãe para proteção contra infecções, principalmente diarreia e pneumonia. O leite materno diminui ainda alergias e obesidade. Além disso, está relacionado ao desenvolvimento da inteligência do bebê. A amamentar também é importante para a saúde da mulher. O sangramento após o parto é menor, assim como os riscos de desenvolver anemia. A mulher também corre menos riscos de câncer de mama, ovário, e ainda de diabetes e infarto. Além da mulher, toda a rede familiar pode apoiar a amamentação.

15.01.2016

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