Reunião debate uso da ZPE Ceará para exportações nos setores têxtil e de vestuário

19 de janeiro de 2016

O secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Estado do Ceará, Antonio Balhmann, a secretária do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará, Nicole Barbosa e o presidente da ZPE Ceará, Mario Lima Júnior, apresentaram nesta terça-feira (19), aos representantes do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em geral no Estado do Ceará (Sinditêxtil), do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas de Homem e Vestuário no Estado do Ceará (Sindroupas) e do Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas e Chapéus no Estado do Ceará (Sindconfecções), as oportunidades que a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará), oferece para estímulo às exportações brasileiras nos setores têxtil e de confecções.

O encontro, que aconteceu durante almoço na sede da FIEC, reuniu representantes de órgãos públicos e do setor produtivo, além da secretária-executiva do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), Thaíse Dutra. Os diretores da ZPE Ceará, Ubiratan Teixeira (Administrativo), Roberto de Castro (Comercial) e Andréa Freitas (Técnica) também participaram do evento, além dos gerentes de recursos humanos e comercial da estatal. Na ocasião, foi discutida a possibilidade de implementar as exportações dos setores têxtil e de vestuário através da ZPE Ceará, única zona de processamento de exportação em operação no Brasil.

IMG 1197 1Para Balhmann, o modelo tributário brasileiro tem nas ZPEs uma excelente oportunidade de ganho de competitividade em termos de exportação, dado aos diversos gargalos que afetam a produtividade das empresas brasileiras. Mário Lima destacou que umas das exigências para se instalar na área da ZPE é exportar 80% do que produzem, porque de acordo com a legislação apenas 20% pode ser comercializado no mercado interno. “Além da infraestrutura, a ZPE Ceará oferece benefícios fiscais, cambiais e administrativos, além de facilidades logísticas, que são fatores muito importantes para esses investimentos”, explica.

Na visão do presidente do Sindiroupas, Aloisio Ramalho Filho, o Ceará já tem uma boa base para exportação no segmento de vestuário e têxtil, mas que com o tempo vem perdendo espaço em razão de diversas dificuldades. “No caso das exportações via ZPE, a alternativa seria viável, desde que fosse amadurecida a ideia no sentido de superar essas barreiras”, ressaltou. O encontro contou ainda com a presença do presidente da FIEC, Beto Studart e do presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Ferruccio Feitosa. Os representantes dos setores têxtil e vestuário agendaram para fevereiro uma reunião com a diretoria executiva da ZPE Ceará para juntos definirem uma agenda de trabalho para discutir as possibilidades e os gargalos destes segmentos empresariais no setor de exportação.

Fotos: Acervo / ZPE

19.01.2016

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