Dragão do Mar: Programação cultural de 26 a 31 de janeiro de 2016

22 de janeiro de 2016

FUNCIONAMENTO DO DRAGÃO DO MAR

// Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. // Bilheterias: de terça a domingo, das 14h às 20h.

// Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco: de terça a domingo, das 14h às 22h.

// Museus e Multigaleria: terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

// Atenção: às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria nem bilheterias.

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? Teatro da Terça [Temporada de Arte Cearense] [ÚLTIMA SEMANA]

BR Trans
Coletivo Artístico As Travestidas – Com Silvero Pereira

BR – TRANS é resultante de um processo de pesquisa cênica desenvolvido através do Edital Interações Estéticas 2012 (FUNARTE/MINC), em residência no SOMOS Pontão de Cultura LGBT (POA/RS) e idealizado pelo ator Silvero Pereira (Fortaleza/CE), dentro do COLETIVO ARTÍSTICO AS TRAVESTIDAS (CE), em compartilhamento com outros profissionais das Artes Cênicas do Rio Grande do Sul. Tendo como interesse temático o universo de travestis, transexuais e artistas transformistas, a pesquisa atua na perspectiva do Teatro enquanto instrumento de transformação social e, também, da Arte Transformista enquanto legítima linguagem cênica e manifestação própria da Cultura LGBT.

Criado a partir de fragmentos de vida reais, coletados através de conversas com travestis, transexuais e transformistas da cidade de Porto Alegre, BR – TRANS traz à cena histórias sobre exclusão e violência presentes no cotidiano desta população e vivenciadas de norte a sul deste país. Entretanto, subvertendo estas tristes histórias, a obra vai além ao abordar narrativas de superação e transformação.

O Projeto BR conflui com as questões suscitadas pelo Mapeamento Cultural LGBT, realizado pelo SOMOS (Pontão de Cultura LGBT/MINC), projeto com o objetivo de documentar manifestações artísticas LGBT brasileiras. A pesquisa que trouxe dados importantes sobre este cenário, também revelou a Arte Transformista como sua manifestação mais singular e de maior relevância. Também reafirmou suas raízes no Teatro e revelou uma série de dificuldades marcadas por inúmeras formas de discriminação.

Assim, BR – TRANS reafirma a potência da arte enquanto subversão e transformação ao levar aos palcos a vida de travestis e transexuais, reconfigurando cenas sobre preconceito em histórias de superação.  Sua construção se faz necessária à medida que foca na sensibilização através da arte e no seu reconhecimento enquanto meio de transformação social e de enfrentamento frente a um cenário marcado pelo preconceito e pela discriminação.

Após oito meses de estreia, o espetáculo realizou mais de 40 apresentações, passou por 4 estados (SP, RS, RN e CE), 4 Festivais Nacionais, 2 Seminários Internacionais e, em Março de 2014, integrou a programação do Festival Nacional de Teatro de Curitiba.

Dia 26 de janeiro de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). 14 anos.

Contato: Lukas Nóbrega (98832-5407 / lukasnobrega@gmail.com)

? Debate com Ginga

Realização: Grupo Capoeira Brasil

Com o tema “A importância da hidratação e alimentação para os praticantes de Capoeira, o debate contará com a presença dos nutricionistas Luciana Radeke e Marcelo Felipe, que compartilharão suas pesquisas e vivências sobre a temática.

Dia 27 de janeiro de 2016, às 19h, no Auditório. Gratuito.

Contato: Luciano Hebert (8845-0743 / 8711-4900 / hebert.capoeira@gmail.com)

? Tango na Praça

Venha trocar ideias e dançar junto de admiradores do tango argentino. O projeto mensal traz a prática do tango ao alcance de todos.

Dia 27 de janeiro de 2016, das 19h às 21h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

Contato: Raquel (racheldimamima@hotmail.com)

? Espetáculo “De Sucupira à Asa Branca”

O coletivo realizou uma imersão no universo cômico a partir da adaptação das peças “O Bem Amado” e “O Berço do Herói”, de Dias Gomes, para chegar à construção do experimento cênico “De Sucupira à Asa Branca – uma sátira brasileira”. A dramaturgia e direção é de Fernando Lira que contou com uma equipe de 38 profissionais envolvidos entre elenco, cenografia, figurino, iluminação e sonoplastia, na orientação de ex-alunos dos

percursos da área de teatro da escola Porto Iracema das Artes.

Dia 27 de janeiro de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Livre.

Contato: Andressa Rizzon (997912238/ andressarizzon1@gmail.com)

? Quinta com Dança Experimental [Temporada de Arte Cearense] [ÚLTIMA SEMANA]

Bendito
Grupo Teruá

“Bendito” é um trabalho que retrata um pouco das pesquisas do Grupo Teruá sobre a cultura popular. Nele bois, reisados, cavalo-marinho e outras manifestações são caminho que o corpo percorre para falar sobre a ancestralidade e para festejar a matéria de que somos feitos.

O espetáculo traz um pouco das experiências sensórias e dançantes de Liana Cavalcante e Gleilton Silva, agregando suas experiências diferenciadas ao trabalho, em que a música é também feita ao vivo, através de instrumentos e objetos sonoros. “Bendito” é pra a rua e para o palco. É pros terreiros e para as salas de espetáculo, e deve permitir ao espectador um encontro com suas raízes, ancestralidades e humanidade.

Contato: Liana (98690-0037 / liana_pequena@hotmail.com)

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? Quinta com Dança [Temporada de Arte Cearense] [ÚLTIMA SEMANA]

Vagabundos

Uma coleção de histórias transformada numa coleção de gestos misturada com uma lista de músicas composta por um coletivo de bombas exposto numa rua sem começo e sem fim. Uma multidão de amores que vai e volta num espiral, muitos gritos, muitos sustos, muitos saltos, muitos mundos.

Trata-se tão hipoteticamente de cavar um buraco para cair/errar ou construir o 14-bis para alçar voo/desviar. Viver outro tempo dentro desse tempo que nos é oferecido. Refletir a vida, não somente os fatos, refletir a construção, sem esquecimentos.

A proposta de VAGABUNDOS nasce dentro uma disciplina do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Ceará em 2013 e ganha vida para além dos muros institucionais, abrindo espaço a atores advindos de outras instâncias e grupos, formando um elenco de 24 pessoas e mais de 24 mil narrações.

Movidos pelos desesperos que nos rondam – os quais insistimos em considerar fracos –, pela juventude que pulsa em nossos sonhos e pela força dos gigantes da mitologia que são os inimigos dos deuses supremos, decidimos ensaiar estas cenas que tecem uma dramaturgia composta pelos elementos de um presente-passado-futuro desinteressados na ordem crescente dos números.

Aqui, certamente não seremos nós dois, mas só um mesmo, não daremos conta de ser o discurso do mundo, nem mesmo a exibição violenta dos seus gestos. Pode ser que nessa busca de manifestação política, artística e viril, encontremos gritos de um incêndio que não estará satisfeito em queimar registros de nascimento, apagar nossos nomes. Talvez, se nos for dada a sorte do bom discurso, consigamos, depois de tudo, dizer para um o homem que ELE NUNCA conseguirá amar se não existir outro homem.  

Hoje, enlouquecidos com um amontoado de coisas, fedidos como viajantes pobres, desejamos uma pausa para encher o pulmão de ar, ou uma observação com o pensamento, ou um ir embora rapidamente.

Direção: Andréia Pires

Elenco: Amanda Freires, Bruna Pessoa, Clara Monteiro, Débora Ingrid, Gabriela Santos, Gabriella Ribeiro, Gabriela Jardim, Geane Albuquerque, Georgia Dielle, Gil Rodriguês, Iago Domingos, Israel Diogo, Karen Cristini, Karla Fonseca, Leonardo William, Leuise Furtado, Löe, Lucas Duarte, Lucas Galvino, Luiz Otávio, Marcos Paulo, Michell Barros, Nataly Barbosa, Pedro Matheus, Rodrigo Ferrera, Sérgio Cavalcanti. | Textos: Grupo | Orientação de figurinos: Rodrigo Ferrera | Trilha: Andréia Pires | Iluminação: Andréia Pires | Registro audiovisual e Técnica: Lucas Girino | Produção de cena: Eli Sousa | Produção executiva: Michell Barros

Dia 28 de janeiro de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Livre.

Contato: Michell (99635-9536 / michellbarrosteatro@gmail.com)

? Bloco Chão da Praça 2016 – Especial Baile à Fantasia

Com DJ Alan Morais, Os Transacionais e os convidados Nayra Costa, Artur Menezes, Daniel Groove e Verónica Valenttino

Foram três noites tomadas por Carnaval. Sucesso de público, mais de 20 mil foliões já passaram pela Praça Verde durante as apresentações do Bloco Chão da Praça, neste ano.  Para encerrar o Pré-Carnaval do Dragão com vibrações ainda mais carnavalescas, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura realiza o especial Baile à Fantasia na próxima quinta-feira (28), última noite desta edição do Bloco Chão da Praça.

A exemplo do ano passado, quando reuniu 6,5 mil pessoas, o Baile à Fantasia convida os foliões a usarem a criatividade para levar à festa seus mais divertidos personagens. A noite começa às 19h, na Praça Verde, com o DJ Alan Morais, combinando os vinis de Carnaval para aquecer quem for chegando. Depois, tem Os Transacionais com participações que prometem fechar em grande estilo a temporada: Nayra Costa, Artur Menezes, Daniel Groove e Verónica Valenttino.

A quarta edição consecutiva do Bloco Chão da Praça realiza um verdadeiro Carnaval todas as quintas-feiras de janeiro. Esta é a primeira vez que o bloco sai do Espaço Rogaciano Leite Filho para pousar definitivamente na Praça Verde. Mudança necessária devido à presença crescente do número de pessoas.  Seguindo a ideia de sucesso de 2015, a festa traz, a cada quinta, convidados para esquentar ainda mais o Pré-Carnaval do Dragão. Neste ano, já passaram pelo Chão da Praça Saulo Duarte, Soledad, Daniel Groove, Mel Mattos, Clayton Barros (ex-Cordel do Fogo Encantado), Daniel Peixoto, Verónica Valenttino e Bloco Luxo da Aldeia.

O repertório que cativa a multidão une o Brasil das décadas passadas através do frevo, galopes, afoxés, marchinhas e cirandas. Será uma verdadeira peregrinação carnavalesca que vai de Olinda a Salvador, passando pelos bailes cariocas e pelas praias do Ceará.

Sobre os Transacionais

Surgem com a proposta de resgatar o melhor da música brasileira produzida nas décadas de 1960 e 1970, indo do iê-iê-iê ao rock psicodélico, passeando pelo samba-rock e carimbó, unindo a peculiaridade do brega à descontração da guitarrada. Os Transacionais têm, em seu currículo, apresentações em vários bares, casas noturnas de Fortaleza e festivais, como: “Abertura do Carnaval 2013”, “Mostra SESC Cariri de Culturas”, “Festival Internacional de Biografias”, “Cine Ceará”, “Curta Canoa”, “Oktober Fest Guaramiranga”, “Abertura das Férias”, “Festival Nordestino de Teatro – Guaramiranga”, “FUI 2009 – Ibiapaba”, “BNB Rock Cordel”, Carnaval de Fortaleza (2010/2011/2012)”, “Festival das Juventudes” (Fortaleza e Quixadá), entre outros, além de fazer a abertura de shows de artistas de renome nacional como Alceu Valença, Crioulo, Guilherme Arantes, Sidney Magal e etc. Recentemente, diversas são as temáticas dos espetáculos musicais dos Transacionais, realizando shows em homenagem ao Rei Roberto Carlos, Arraiá Transacional e Carnaval Transacional.

 

SERVIÇO

Bloco Chão da Praça – Baile à Fantasia

Com DJ Alan Morais e Os Transacionais + Nayra Costa, Artur Menezes, Daniel Groove e Verónica Valenttino

Quando: dia 28 de janeiro de 2016 (quinta-feira)

Hora: das 19h às 22h30

Onde: Praça Verde

Acesso gratuito

Contato: Jolson (99747-2862 / 98782-5011 / jolsonproducao@gmail.com)

? Mostra Cinema em Transe

De 21 a 27 de janeiro, o Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco recebe a Mostra Cinema em Transe, composta por 11 filmes que figuram entre as melhores estreias de todo o mundo em 2014 e 2015 e inéditos no circuito fortalezense. A programação é totalmente gratuita e se trata de uma oportunidade única para conferir grandes produções que não chegaram à cidade, em uma homenagem ao que melhor representa o cinema contemporâneo. A mostra faz parte da Temporada de Arte Cearense, fruto dos Editais Culturais 2015/2016 do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com realização da Praia a Noite.

Para a mostra, foram selecionados títulos que representam um salto na linguagem audiovisual. “Todos os anos muito filmes excelentes não chegam aqui, filmes que não sabemos que existem ou que não temos a oportunidade de ver. São pequenas obras de arte que mostram o cinema mais lúcido, arriscado, poético e artístico que está sendo realizado hoje em dia”, aponta o curador da mostra, Pablo Arellano.

O objetivo da programação não é apenas trazer onze filmes exitosos escolhidos aleatoriamente. Na seleção, há uma tentativa de alcançar um equilíbrio entre trabalhos de grandes cineastas e obras de realizadores principiantes. O cineasta cearense Samuel Brasileiro também assina a curadoria e comenta: “A mostra possui a ideia de movimentar o espaço exibidor dando acesso a trabalhos pouco vistos pelo público local. Os filmes são muito diferentes entre si, mas todos possuem apostas na experimentação da linguagem cinematográfica. Vários deles ganharam prêmios em importantes festivais. Infelizmente, eles acabam ficando restritos a um circuito de Festivais, que Fortaleza não é contemplada. A mostra tem a vontade de dar acesso a esses filmes, afinal muitos são obras contempladas em listas de melhores do ano”.

Entre as obras, filmes de diretores consagrados, que triunfaram em grandes festivais, como “Um pombo posou num galho refletindo sobre a existência”, de Roy Andersson, ganhador do Festival de Veneza de 2014. O único longa-metragem brasileiro s ser exibido é “Mate Me Por Favor”, de Anita Rocha, recém estreado no Festival de Veneza e ganhador do prêmio de melhor direção no Festival do Rio de Janeiro.

Em quatro dos sete dias de programação, o público poderá ainda participar de debates ao fim das projeções, moderados por cineastas, professores e artistas – um convite a mais à reflexão e à troca de opiniões.

Programação (retirada de ingressos 1h antes da sessão)

 

Quinta, 19h

– Cidade Nova, de Diego Hoefel (Brasil, 2015) – 14 min – 12 anos

– O Homem que virou Armário, de Marcelo Ikeda (Brasil, 2015) – 14 min – Livre

– Mate-me por favor, de Anita Rocha (Brasil/Argentina, 2015) – 100 min – 14 anos

– Debate

Sexta, 19h

– O Incompleto (The Incomplete), de Jan Soldat (Alemanha, 2013) – 48 min – 18 anos

– Leviatã (Leviathan), de Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel (EUA/Reino Unido/França, 2012) – 87 min – 10 anos

– Debate

Sábado, 18h20

– O Pequeno Quinquin (P´tit Quinquin), de Bruno Dumont (França, 2014) – 200 min – 14 anos

Domingo, 19h

– Nova Dubai (Brasil, 2014) – 56 min – 18 anos

– Filme para Poeta Cego (Film for Blind Poet), de Gustavo Vinagre (Brasil, 2012) – 26 min – 18 anos

– Debate

 Segunda, 19h

– Ao Vento, de Yuri Yamamoto (Brasil) – 9 min  

– O Presidente (The President), de Mohsen Makhmalbaf (Alemanha/França/Geórgia/Reino Unido, 2014) – 105 min – 14 anos

– Debate

Terça, 19h

– É Difícil ser um Deus (Hard to be a God), de Aleksei German (Rússia, 2013) – 210 min – 16 anos

Quarta, 19h

– Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência (A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence), de Roy Andersson (Suécia/Alemanha/Noruega/França, 2014) – 101 min – 16 anos

Contato: Sarah Coelho (Assessoria de Comunicação da Mostra) (85) 98861.2111

? Espetáculo Palíndromo [ÚLTIMA SEMANA]

Grupo Panelinha de Teatro

O grupo cearense Panelinha de Teatro apresenta nos dias 22, 23, 29 e 30 de janeiro, a temporada do espetáculo Palíndromo, criado a partir de uma miscelânea de referências audiovisuais e literárias, como a dramaturgia de Caio Fernando Abreu, com o conto ‘O Ovo Apunhalado’ e dramaturgias criadas pelo grupo a partir de depoimentos e exercícios, os curtas ‘Palíndromo’ do diretor brasileiro Philippe Barcinski e ‘Terminus’ do diretor canadense Trevos Cawood. A atração ocupa o Teatro Dragão do Mar situado à Rua Dragão do Mar, 81, na Praia de Iracema, sempre às 20 horas. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Com direção e atuação do ator Dyego Stefann, o monólogo Palíndromo retrata a história de um ser envolto com profundos questionamentos acerca da existência física, cognitiva e temporal. Um texto que revela provocações sobre o medo, a frustração, a falsa ideia de esperança ou felicidade, o desejo por algo, mas tudo inalcançável.

Com classificação indicativa de 12 anos, o espetáculo faz uma abordagem irreverente e contextualiza o enredo dentro da realidade local e propõe um diálogo sobre as possibilidades que a cidade de Fortaleza oferece aos seus cidadãos.

Para elaborar o conceito cênico da peça, o grupo levantou questões como: O que Fortaleza tem para nós? O que nos esconde? O que podemos dar a ela? Existem vilões? O que tem para comer? O que tem para comer de vida? O que move o ovo que move o corpo que é um ovo que chama de novo? Pa-drão, padrões! Patrões!

A obra foi projetada com cenas que acontecem num corredor livre que divide a plateia em duas partes. O personagem central transita neste espaço numa interação sutil com o público que, indiretamente, torna-se elemento para construções cênicas. Ao fundo uma projeção com vídeo-instalação do pesquisador e bailarino Felipe Damasceno também dialoga com as sequências cênicas de Palíndromo.

Idealização do espetáculo

A partir dessas e de outras questões o Grupo Panelinha de Teatro começou suas investigações. Entre referências e o cotidiano essas questões começaram a ganhar forma. O texto O Ovo Apunhalado de Caio Fernando Abre surtiu um pontapé inicial para a construção de alguns alicerces possíveis para dialogar com essas questões. Um texto desbravador e potencializado por imagens que chega a gerar dor, risos, amores, medo.

Outra referência fundamental foi o curta de Philippe Barcinski (Palíndromo) que aborda a loucura, a sutileza e a agressividade da vida. “É um roteiro que nos fez lembrar o texto do Caio. O filme chegou como um presente ao processo. Indagamos a solidão, os nossos medos. Questionamos o reality show da vida real. É uma obra que discorre também sobre aspectos da Esquizofrenia. Medo do que nessa selva de pedras? Dessa forma, como metodologia de trabalho, o grupo se propõe a liquidificar essas referências”, explica o ator Dyego Stefann.

Palíndromo

Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades (como uma cadeia de ADN; Enzima de restrição) que tenha a propriedade de poder ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. Num palíndromo, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos (diacríticos ou de pontuação), assim como os espaços entre palavras. A palavra “palíndromo” vem das palavras gregas palin (“para trás”) e dromos (“corrida, pista”) – que corre em sentido inverso.

GRUPO PANELINHA DE TEATRO

O Grupo Panelinha de Teatro surgiu do encontro entre artistas interessados na pesquisa e no exercício da encenação e da interpretação. O que se pratica dentro da panelinha toma como base a (des)teatralização e a (des)construção dos conceitos padronizados do fazer teatral. Propõe-se que a essa panelinha os integrantes tragam referências pessoais, sejam elas cinematográ?cas, musicais ou estéticas e é com o ferver desses ingredientes que se vai chegando às obras em forma de peças teatrais, performances, happenings, intervenções e esquetes. O grupo atualmente é formado por Dyego Stefann, Guilherme Bruno, Gutto Moreira, Paulo Soares e Wládia Torres e tem como convidados os atores e pesquisadores Gil Rodrigues e Victor Abreu.

O ATOR

Ator, Dançarino, Diretor, Palhaço, Performer e Pesquisador. Formado na 4º Turma do Curso Técnico em Dança (Porto de Iracema/IACC) e formado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) no curso de Licenciatura em Teatro. Pesquisador do Grupo Panelinha de Teatro – com esse grupo dirigiu o esquete “O Tempo de um Cigarro” que ganhou o Prêmio Especial de Pesquisa (FESFORT 2013) e Especial de Iluminação (FECTA 2013) e concebeu a performance “O Nascimento do Homem”, projeto convidado para IV Mostrar de Mímica Contemporânea 2013 (SP).

Dias 29 e 30 de janeiro de 2016, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). 12 anos.

Contato: Dyego (grupopanelinhadeteatro@hotmail.com / (85) 9 9807-9583 / 9 8513-3441)

? Polifonias [Temporada de Arte Cearense]

Com DanChá e Daniel Medina

DanChá //

A banda DanChá, encontro de Danilo Guilherme com o trio Chacomdéga, nasce em 2012 com o intuito de produzir arranjos contemporâneos das mais recentes canções do compositor. Um encontro potente entre duas gerações da música cearense que apresentam juntos um repertório pop psicodélico, combinando harmonias sofisticadas, timbres espaciais e ritmos dançantes.

Contato: Bruno Rafael (99634-3195 / 98779-7787 / brunorafaeletal@gmail.com)

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Daniel Medina – com o show Medina //

“Apesar dos perigos / Nós estamos vivos / Nós ao vivo”

Como lançamento de seu single de estreia intitulado “Nós Ao Vivo”, o compositor e ator Daniel Medina apresenta o show homônimo “Medina”.

Com direção musical do guitarrista Bruno Rafael e arranjos coletivos, a banda é composta ainda por Milton Ferreira no baixo, Igor Ribeiro na bateria e Rodrigo Colares nos teclados e sintetizadores. No repertório, canções inventivas de Medina ganham vida através de timbres elétricos e acústico somados a uma interpretação singular do próprio autor.

Contato: Daniel (99978-6878 / 3246-4796 / medina@nossalira.com)

Dia 29 de janeiro de 2016, às 20h, no Anfiteatro. Gratuito.

? Artur Menezes e André de Sousa [shows]

Às 20h, André de Sousa //

Guitarrista, compositor, arranjador e professor de música de Teresina, Piauí, André de Sousa dedica-se profissionalmente a seu belo ofício desde 1996. Considerado o maior expoente da guitarra blues do Piauí e um dos maiores do Nordeste, André de Sousa atuou como sideman de incontáveis artistas e bandas, subiu no palco ao lado de músicos do mundo inteiro nas mais diversas ocasiões, em shows e festivais, sobretudo no Nordeste brasileiro. O popular Andrezinho é artista plural, virtuose, sensível e extremamente produtivo e, por causa desta vasta produção, é que se torna difícil citar seu currículo em poucas palavras. Foi músico de confiança do grande pianista brasileiro Luizão Paiva, com quem iniciou os estudos de jazz e a música brasileira e lhe deu a chance de se apresentar ao lado de craques como Pascoal Meireles, Ney Conceição e Nélio Costa.

Só que o blues sempre foi o grande pride and joy do artista, o que o levou a tocar com grandes músicos de cunho nacional e internacional, como Kenny Brown (EUA), Jefferson Gonçalves, Fernando Noronha, Andreas Kisser, Vasco Fae, Donny Nichilo (EUA), Celso Blues Boy, André Matos, Atiba Taylor (EUA), Greg Wilson (Blues Etílicos), Danny Vincent, só pra citar alguns. Participou juntamente com os grandes guitarristas Artur Menezes (CE), Fernando Noronha (RS) e Fred Sun Walk (SP) do Guitar Night, dentro da programação do OI Blues by Night, no Órbita Bar, em Fortaleza (CE).

Já participou de importantes festivais no Piauí e Ceará, entre eles o “Teresina é Pop”, “Teresina Rock”, “Rock Cordel Teresina”, “Rock Cordel Ceará”, realizado em Fortaleza no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar, em janeiro de 2012; “Barra Jazz & Blues Festival” e o “Festival da Música Instrumental de Fortaleza” no CCBNB; foi headline da edição 2014 do “Festival de Inverno de Pedro II”, realizado na cidade de Pedro II, Piauí. Participou também da edição de agosto de 2014 do “Casa do Blues”, no Estoril e do “Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga” de 2015, na famosa serra no Ceará; e do “Fest Bossa & Jazz”, em agosto de 2015, no Rio Grande do Norte. Preocupado em assumir o sotaque local no blues, lançou em agosto de 2012 o seu primeiro CD gravado ao vivo no Palácio da Música, em Teresina-PI.  O repertório do CD é formado de composições de própria autoria, além de releituras inusitadas como “Respeita Januário”, do mestre do baião Luiz Gonzaga. O segundo CD – e primeiro de estúdio – chamado “Mojo Blues e Patuá” está em fase de finalização e será lançado em janeiro de 2016.

Às 21h15, Artur Menezes //

DRIVE ME é o terceiro álbum de Artur Menezes. Após o sucesso de “#2” – seu disco anterior, que foi pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira de 2013 na categoria de “Melhor Disco em Língua Estrangeira” – Artur continua no caminho de mesclar suas influências com o blues, definindo um estilo mais moderno e verdadeiro.

Com “Drive Me”, Artur Menezes deixa claro que não é mais um “guitarrista que canta”, mas sim um guitarrista, cantor e compositor. O disco mostra também uma evolução na técnica e nos arranjos. As músicas são muito bem construídas e criativas. As letras estão cada vez mais maduras, mas sem perder o caráter sexy, romântico, irônico e brincalhão que sempre são presentes em seus discos. Na última faixa, temos uma surpresa: Artur Menezes canta em português. Versão acústica de “Cartão Postal”, música de Rita Lee e Paulo Coelho.

Em 2015, dentre outros festivais e shows, destaca-se o lançamento do disco em Fortaleza (sua terra natal) no Anfiteatro do Dragão do Mar; participou do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (considerado o maior festival do gênero na América Latina) onde faz dois shows: um fechando a noite de sexta-feira no palco principal (Costa Azul) e no dia seguinte em Iriry, reunindo em ambos, milhares de pessoas.

Em 2016, continua com a turnê de Drive Me, com sua carreira internacional e seu projeto de música instrumental. Aos 30 anos de idade e treze de carreira, Artur Menezes não só toca guitarra, mas compõe e interpreta de uma forma tão peculiar que impressiona até os grandes mestres.

Dia 30 de janeiro de 2016, às 20h, no Anfiteatro. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia).

Contato: Erika Breno (+55 11 99555 5579 / erika@erikabreno.com.br)

? Espetáculo Malasombro [ÚLTIMA SEMANA]

Cia Cearense de Molecagem – Direção: Carri Costa

Anoitece na mansão dos Vampetas. A penumbra vem acompanhada de um toró sem proporções. Tábata e Cunha, funcionários da obscura casa, se desdobram em satisfazer às necessidades malucas de seu morador ilustre. Em meio a falcatruas e revelações, todos vão convivendo da pior forma possivel, até que, em meio a uma manifestação da elite do bairro, um casal de “black blocs”, Waldisney e Britiney, invadem o velho casarão. A esculhambação come de esmola. Em meio ao clima de sustos e malassombros, os jovens se entregam às delícias obscuras do terror, sem saber que rumam para um fatídico destino nos dentes do coxinha Vampeta.

Dia 30 de janeiro de 2016, às 22h30; e dia 31, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia). 16 anos.

Contato: Carri (85) 3219 9493 / (85) 98517 2301 / carricosta@hotmail.com)

? Bailinho de Carnaval

Com Circo Alegria, Baile da Zefinha e Pintando no Dragão

A criançada também tem direito à festa à fantasia no Dragão do Mar. O tradicional Bailinho Infantil do Dragão será realizado no dia 31 de janeiro, na Praça Verde, com muito confete, serpentina, brincadeiras e um repertório animado de canções infantis de Carnaval. Quem fará a festa é o Grupo Garajal, com o espetáculo Circo Alegria, e a banda Dona Zefinha, com o Baile da Zefinha. Gratuita, a programação começa às 16h, com atividades de pintura do Pintando no Dragão.

Depois, às 16h30, o Grupo Garajal faz um verdadeiro circo com malabares, pernas de pau, pirofagia, acrobacia e a palhaçaria popular, proporcionando ao público o resgate e a magia do picadeiro. Revelam-se grandes surpresas e uma verdadeira brincadeira de trapaças e confusões entre os palhaços, relembrando as tradicionais companhias de circo.

Em seguida, no Baile da Zefinha, com o grupo Dona Zefinha, diversão é palavra de ordem. O repertório é composto por marchinhas e músicas infantis. Uma festa para foliões de todas as idades que brincam ao som de frevo, samba, maracatu, carimbó e versões de clássicos para a criançada.

Dia 31 de janeiro de 2016, das 16h às 20h, na Praça Verde. Gratuito.

? Teatro Infantil [Temporada de Arte Cearense] [ÚLTIMA SEMANA]

O Pequeno Ogum
Edivaldo Batista

O ator, diretor e pesquisador Edivaldo Batista e a cantora Juliana Roza compõem o elenco do espetáculo para crianças “O Pequeno Ogum”. O espetáculo estreou em 2014, a partir da pesquisa do ator Edivaldo Batista, com base nas matrizes mitológicas dos oriás, da nação keto. A pesquisa tem como ponto de interesse a ideia de ancestralidade contida na estrutura narrativa das divindades africanas, aqui conhecidas como orixás.

O trabalho tem como alicerce a figura do guerreiro/herói em três movimentos: partida, conquista e regresso, utilizando-se de uma dramaturgia própria, construída a partir das lendas do orixá ogum, retiradas do livro “Mitologia dos Orixás”, de Reginaldo Prand. Tem como concepção cênica figuras do reisado do interior do Ceará: o guerreiro brincante, a burrinha, a figura da velha. A encenação é acompanhada por musica ao vivo, executada pela cantora Juliana Roza.

Ficha técnica

Atuação, encenação, direção: Edivaldo batista

Musica: composição e execução: Juliana Roza

Adereços e figurino: Reisado Nossa Senhora da Saúde

Iluminação: concepção e operação: Wallece Rios

Produção: Edivaldo Batista

Dia 31 de janeiro de 2016, às 17h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Livre.

Contato: Edivaldo (99619-5634 / Divaldo_tista@yahoo.com.br)

? CantArte

O projeto mensal tem o objetivo de oferecer música de vários estilos diferentes e aproximar a população da arte de cantar. As apresentações serão sempre gratuitas e acontecerão nas dependências do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Os artistas serão os alunos profissionais e amadores da Escola de Canto Maninha Motta, criando-se uma oportunidade para novos talentos cearenses. A estreia do CantArte foi no dia 19 de dezembro. O  projeto apresenta, nesta edição, obras de Mozart, Rendel, Puccini, Vivaldi, Gound, Bizet etc.

O CanArte faz interseção também com o Projeto Vivência, ao levar ao palco as crianças atendidas pelo programa social. O projeto solidário acolhe crianças de 4 a 12 anos do bairro Vicente Pinzon, oferecendo orientação gratuita na Escola de Canto Maninha Motta, uma vez por semana. Desde a sua criação, em 2014, o projeto já atendeu cerca de 500 crianças carentes.

A Escola

A realização do projeto CantArte é da Escola de Música Maninha Motta, que existe há 32 anos, em Fortaleza. Dirigida pela professora Maninha Motta, formada em canto lírico pela Universidade Federal da Paraíba, é a única escola de canto específico da Capital cearense. Talentos revelados pela escola: Paulo José, Déborah Cidrack, Nayra Costa, Cainã Cavalcante, Carol Damasceno, Joyce Malcoms, Giovana Bezerra, Gustavo Cerpa, Rafael Maia, entre outros, foram ou ainda são alunos de Maninha Motta.

Dia 31 de janeiro de 2016, às 17h, no Auditório. Gratuito.

? Recital e Feira Cordel com a Corda Toda

Realização: Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará. Tão característica da cultura nordestina, a literatura de cordel tem lugar no Dragão do Mar. Venha conhecer clássicos e novos escritores, em recitais e feira.

Dia 31 de janeiro de 2016, às 17h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Gratuito.

Contato: Klevisson Viana (3217-2891 | 9675-1099 | 8515-8028 / aestrofe@gmail.com)

? Orquestra Filarmônica do Ceará – Cartola, Lupicínio e Noel Rosa In Concert

Os grandes sambistas clássicos do Brasil serão homenageados com arranjos para orquestra em mais uma grande apresentação tributo da Orquestra Filarmônica do Ceará.

Sobre a Orquestra

A Orquestra Filarmônica do Ceará é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em 22 de maio de 1998 pelo Maestro Gladson Carvalho, discípulo e amigo do grande maestro cearense Eleazar de Carvalho. A Orquestra Filarmônica do Ceará surge com o objetivo de descobrir e reunir em torno de um ousado e necessário projeto artístico-cultural os melhores músicos em atuação no Estado, valorizando os que sempre aqui estiveram, mas que, por diversas razões, nunca compuseram um todo harmônico profissional. A Orquestra nasce, enfim, para materializar o grande sonho dos cearenses: poder contar com uma Orquestra Sinfônica ou Filarmônica em nosso Estado.

Numa iniciativa do maestro Gladson Carvalho, seu diretor artístico e regente titular, a Orquestra Filarmônica do Ceará surgiu em 1998, com o intuito de reunir os melhores músicos do estado em um trabalho ousado, promovendo formação de plateias, laboratório profissionalizante e geração de trabalho e renda para cerca de 70 pessoas, entre músicos e técnicos de áreas afins, implicados na produção dos espetáculos.

A Filarmônica do Ceará colabora para conter o constante fluxo de talentos musicais que o Ceará perdia para outras terras, pela falta de uma orquestra. Hoje composta por 40 músicos, entre profissionais e estudantes, firma-se no cenário musical do Ceará e do Brasil, realizando concertos de porte nacional e internacional, sempre com sucesso de público, que apoia essa causa, reconhecendo na Filarmônica do Ceará um instrumento de valorização da cultura cearense.

Assim como as filarmônicas do mundo inteiro, a Filarmônica do Ceará é mantida pela iniciativa privada, mediante doações, patrocínios e projetos culturais incentivados pela Lei Rouanet (ou lei Mecenato Estadual) e em seus 17 anos de existência tem enfrentado muitos desafios para manter-se em atividade. Impõe-se a sensibilização dos empresários e da sociedade, para que esse projeto continue descobrindo talentos e dando trabalho e dignidade a esses jovens e dedicados profissionais.

Dia 31 de janeiro de 2016, às 19h30, no Anfiteatro. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia).

Contato: Maestro Gladson (98899-0644 / 99618-5840 / gladsonmaestro@yahoo.com.br)

// TODA SEMANA NO DRAGÃO

? Feira Dragão Arte

Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.

Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D’Água. Acesso gratuito.

? Planeta Hip Hop

Grupos promovem exibições de dança e música hip hop.

Todo sábado, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

? Fuxico no Dragão

Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos agitam as tardes deste final de semana. A Temporada de Arte Cearense também leva para o projeto dominical performances e atrações musicais. Confira na programação acima.

Excepcionalmente em janeiro, todos os sábados e domingos, das 16h às 20h. Gratuito.

// PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO

Planetário Rubens de Azevedo é um espaço de entretenimento e formação pedagógica através de caráter transdisciplinar em Astronomia.

Ingressos: R$ 8 e R$ 4 (meia).

Sessões às sextas-feiras, aos sábados e domingos:

O ABC do Sistema Solar, sempre às 19h

Três crianças estão observando as estrelas quando percebem uma “estrela cadente” e logo uma delas faz um pedido: o desejo de fazer uma viagem até a Lua. De repente, as crianças são teletransportadas para uma nave espacial chamada “Observador”. Após superar o medo inicial, elas fazem uma rica viagem pelo Sistema Solar visitando os planetas. Durante a viagem, elas são teletransportadas para Marte e também Vênus, e passam por dentro dos anéis de Saturno. No final, fazem uma perigosa aproximação do Sol.

Origens da Vida, sempre às 20h

Apresenta as recentes descobertas sobre os princípios químicos da origem do Universo através do Big Bang. Trata das questões biológicas da origem da vida na Terra e das pesquisas sobre vida extraterrestre. Com linguagem simples e fantásticas imagens, a sessão apresenta os novos conhecimentos sobre o nascimento, vida e morte das estrelas e dos sistemas planetários. Traz um olhar sobre o início da vida na Terra e a extinção dos dinossauros. “Origens da Vida” é uma viagem fantástica através do tempo, mostrando muitas descobertas feitas no passado recente e faz uma alerta para nossa consciência planetária.

// EXPOSIÇÕES EM CARTAZ

// MUSEU DA CULTURA CEARENSE

? Exposição A Palavra e o Traço

Com curadoria da historiadora Valéria Laena, retrata vida e obra do arquiteto, urbanista e compositor cearense Fausto Nilo. Autor de mais de 400 composições interpretadas por grandes nomes da música brasileira – como Moraes Moreira, Gal Costa e Fagner –, Fausto Nilo é também o responsável, junto de Delberg Ponce de Leon, pelo projeto do Centro Dragão do Mar.

No Piso Superior do Museu da Cultura Cearense. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

? Ocupação do Museu da Cultura Cearense [Temporada de Arte Cearense]

Exposição Zona de Litígio

Zona de Litígio é fruto de uma residência artística móvel realizada pelos artistas Adriele Freitas, Filipe Acácio, Júlia Braga, Juliane Peixoto, Patrícia Araujo e Samuel Tomé. Constituída por um conjunto de 16 obras, entre instalações, vídeos, fotografias, desenhos e registros de performances, a exposição entrou em cartaz no dia 17 de dezembro (quinta-feira).

Partindo de Fortaleza, o grupo percorreu quase 900km de estrada rumo a Oiticica, distrito de Crateús, que pertence a uma zona de disputa de terras entre os estados do Ceará e do Piauí. Um inventário poético foi desenvolvido durante a viagem a partir de observações, conversas e ações artísticas in loco. “O resultado é um processo compartilhado e ao mesmo tempo individual. A viagem foi um disparador de processo”, explica Patrícia Araujo. Tanto é que os artistas decidiram não assinar as obras. E para além do lugar em si, a exposição é sobre a potência desse mesmo lugar para gerar outras questões: fronteiras, limites, barreiras invisíveis que existem.

Entre as obras expostas, objetos coletados e dispostos como restos arqueológicos de um passado remoto, fotografias de ermas paisagens e experiências artísticas nascidas ao acaso, como a carne podre atirada ao léu e comida vorazmente por urubus.

Impasse

A faixa de terra entre Ceará e Piauí está em disputa desde 1880, quando Dom Pedro II assinou um decreto no qual o Ceará cedeu uma parte do seu mar para o Piauí. A questão afeta cerca de 13 municípios cearenses e 7 piauienses ao longo de uma faixa de aproximadamente 450 km. São inúmeras as burocracias necessárias para redefinir a divisão das terras, dependendo da aprovação de um projeto de lei federal que ponha fim ao impasse.

Sob o ponto de vista de uma história polifônica e múltipla, é possível a invenção e a ficcionalização da Zona de Litígio como um espaço do entre – que não pertence nem ao Ceará nem ao Piauí. Trata-se de uma região ambígua, de separação, de passagem e de desaparecimento: é aí onde reside seu potencial poético e o desejo de transpor fronteiras.

Com foco na ideia de limite, Zona de litígio busca discutir pontos importantes para a arte contemporânea: quais impasses políticos estão envolvidos na zona litigiosa? Como falar de um corpo exposto à margem? De que margem estamos falando? Como alargar as bordas que separam essas fronteiras? Que outras tensões e contextos esse lugar traz à tona?

Movidos por essas questões, os artistas assumiram o gesto de “permanecer”, de “se demorar”, como fio condutor para observar, fruir, questionar e causar embates, incitando processos artísticos (e, portanto, políticos).

No Piso Intermediário do Museu da Cultura Cearense. Em cartaz até dia 17 de fevereiro. Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 21h30). Gratuito. Livre.

? Vaqueiros [Exposição de Longa Duração]

Em exibição no Museu da Cultura Cearense desde 1998, a Exposição Vaqueiros arrebata o público que nela identifica traços de sua cultura e costumes. A exposição ao longo dos anos enriquece os saberes, instiga reflexões, desperta emoções. Nela revelam-se inúmeros elementos que possibilitam rememorar e reconstruir o que se compreende como o universo sertanejo.

Na exposição, você conhecerá o vaqueiro como profissional, sertanejo, trabalhador, conhecedor de inúmeras funções e do meio em que habita, capaz de inúmeros feitos, viajará pelas humildes manifestações do cotidiano, religiosidade e festividades e testemunhará particularidades como a habilidade com o artesanato do couro, as práticas da derrubada e da cria do gado, dentre outras.

No Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 21h30). Gratuito. Livre.

// MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

? Exposição dos Laboratórios de Artes Visuais

O Instituto Dragão do Mar através do Porto Iracema das Artes e do Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE) apresenta o resultado dos projetos de pesquisa desenvolvidos em 2015: “Corpo Móvel”, de Sabyne Cavalcante com colaboração de Ramirez Gurgel, sob a orientação de Mariza Mokarzel; “Degenero”, de Henrique Viudez com colaboração de Ana Claúdia Araujo, sob a orientação de Cauê Alves; “Práticas de Fronteira”, de Flora Paim e Ivana Amorim, sob orientação de Ricardo Basbaum e “Notas para um atravessamento cartográfico”, de Haroldo Saboia com colaboração de Wanessa Malta, sob a orientação de Júlio Martins.

Corpo Móvel

artista Sabyne Cavalcanti

colaborador Ramirez Gurgel

tutora Marisa Mokarzel  

Sabyne Cavalcanti franqueia o lugar onde mora, deixa abertas as portas do Mataquiri Museu para que a “relação com o plural do outro” torne-se plena, e assim estabeleça as trocas, possíveis no campo do afeto e da arte. Artista e mobílias integram-se na imaterialidade da memória, no cotidiano que se tece aberto ao fluxo de pessoas, sabedor da passagem do tempo.

Degenero

artista Luis Henrique Viudez

colaboradora Ana Claudia Araújo

tutor Cauê Alves

Tendo sexualidade e seus desdobramentos como eixo central, Luis Henrique Viudez desconstrói noções binárias e normativas através de relatos e pinturas. O artista nos apresenta representações, onde gênero e identidade se confundem ou se desfazem.

Práticas de Fronteira

artistas Flora Paim e Ivana Amorim

tutor Ricardo Basbaum

O projeto consiste em uma investigação artística a partir das atividades da Feira na Rua José Avelino que ocorre no Centro da cidade de Fortaleza/CE. As artistas articulam sua pesquisa, enquanto práticas de fronteira, mobilizando a intervenção na produção de passagens entre os dois territórios (Feira e Museu) para aí abrir brechas, curto-circuitos e misturas.

Notas para um atravessamento cartográfico

artista Haroldo Saboia

colaboradora Wanessa Malta

tutor Júlio Martins

Em “Notas para um atravessamento cartográfico”, o artista Haroldo Saboia elege palavras que nomeiam localidades cearenses e cujas possibilidades de significado irão acompanhar seu olhar pelas travessias e visitas que realiza. As viagens a VENTURA, SOLIDÃO e DESERTO, no interior do Ceará, são tentativas de desbravar os significados das palavras como se fossem geografias desconhecidas.

Em cartaz até dia 14 de fevereiro. Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 21h30). Gratuito. Livre.

Contato: Assessoria de Imprensa do Porto Iracema: Ana Alice Nogueira 3219.5842 // 85 99938.3310.

? Exposição Agricultura da Imagem

De Rodrigo Braga

O conceito cunhado pelo renomado artista canadense Jeff Wall que divide os fotógrafos em duas categorias, caçadores e agricultores, serviu de inspiração para o título da exposição de Rodrigo Braga, Agricultura da Imagem. Idealizada pelo ICCo – Instituto de Cultura Contemporânea e com curadoria de Daniel Rangel, a mostra estará em cartaz de 29 de outubro de 2015 a 24 de janeiro de 2016, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

A mostra itinerante foi considerada sucesso de público e de crítica em sua estreia no Sesc Belenzinho, São Paulo, tendo recebido cerca de 200.000 pessoas entre setembro e novembro de 2014, período em que ficou exposta.

“Segundo Wall o fotógrafo caçador captura imagens que encontra no mundo, já o agricultor constrói a imagem antes de fotografa-la. Um processo de trabalho realizado constantemente por Rodrigo que parece estar buscando imagens que já existem em sua cabeça, um eterno deja vu imagético”, destaca o curador.

Rodrigo nasceu no Amazonas em 1976, mudou-se para Pernambuco aos dois anos e vive no Rio de Janeiro desde 2011. O deslocamento entre esses três estados nos últimos quatro anos e sua experiência com os diferentes biomas e culturas de cada um é material para a maior exposição de sua carreira, com 30 fotografias, três vídeos e objetos encontrados nas investigações em campo.

Filho de biólogo, o artista se utiliza de um peculiar método de criação que marca sua trajetória artística: ele mergulha na natureza local mais inóspita em busca de cenários e elementos para compor suas fotos e realizar seus vídeos. A imersão em cada lugar dura geralmente um mês, em solidão, quando, como um bom agricultor de imagens, ele “aduba” as paisagens que vão compor as fotografias com elementos que encontra pelo caminho, como folhas, pedras e flores, e outros que compra em mercados e feiras locais, como carcaças de animais.

“Minhas fotos são fictícias, totalmente produzidas”, explica Braga, vencedor do Prêmio MASP Artista Emergente de 2013. “Exploro a região para encontrar inspiração e faço desenhos em meu caderno de croquis, que no futuro se transformarão no trabalho final”. Esses rascunhos estarão presentes na mostra, numa espécie de gabinete do artista, onde os visitantes descobrirão como funciona o processo criativo do artista.

Para a exposição, o fotógrafo explorou o Rio Negro, o litoral de Pernambuco e os cursos d’água do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Trabalho com o conceito da mimesis, que significa representação em grego”, conta. Durante a concepção das fotografias, ele mistura os elementos e mostra como se complementam e se assemelham. “Um peixe pode se transformar numa folha, assim como uma folha pode se parecer com um peixe”, diz. Para a nova exposição, ele recolheu peixes descartados por pescadores ou encontrados na maré baixa. O uso das carcaças, uma marca em seu trabalho, também o ajuda a retratar o sentido cíclico da morte, de transformação e integração, tão marcante na natureza e presente nas obras de Agricultura da Imagem a partir de outubro.

Além das fotografias e do gabinete do artista, que de certa forma exibem este processo de construção de imagens de Rodrigo, três vídeos fazem parte da mostra. Segundo Rangel, “a relação de Rodrigo com a natureza é ainda mais direta na sua produção audiovisual. Ao fazer suas ações performáticas, que dão origem aos vídeos, ele busca um dialogo direto entre homem e natureza”.  

Sobre Rodrigo Braga

Nascido em Manaus, viveu em Recife, onde se graduou em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE. Possui obras em acervos como o do Museu de Arte Moderna do Rio, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) de Pernambuco, no Museu de Arte Contemporânea do Paraná e na Maison Européene de la Photographie de Paris.

Seu trabalho transita entre a performance, a fotografia e o vídeo, onde frequentemente se coloca como personagem principal de sua obra, que tem forte relação com a natureza. Braga participou das últimas edições da Bienal Internacional de São Paulo e da Bienal de Cerveira, em Portugal. Em 2012, venceu o prêmio Pipa de Artes Visuais na categoria Voto Popular Exposição. Entre agosto e outubro de 2013, realizou uma residência artística na Residency Unlimited, no bairro do Brooklyn, em Nova York, como prêmio da bolsa ICCo/SP-Arte 2013.

Em cartaz até dia 14 de fevereiro. Visitação aberta ao público, de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

// MULTIGALERIA

? Artes Visuais no Dragão – Ocupação da Multigaleria [Temporada de Arte Cearense]

Exposição Rasgados e Colados

Artista: Júnior Erre // Curadoria: Otília Aparecida

A exposição se propõe a questionar os valores e o comportamento do homem moderno em relação à vida, à morte e ao universo de coisas que o cerca … como a arte, a natureza, a política e suas consequências. Tudo que compõe de forma trágica e bela o tempo e o mundo em que vivemos. Por isso, a circulação e registro da série “RASGADOS E COLADOS”, além da pesquisa, que busca estabelecer uma relação entre o artista, sua obra e o público apreciador dela são de total relevância. Assim como é importante quando instituições podem oferecer ao público a chance de ‘penetrar no universo da arte’, pois só dessa maneira é possível aproximar o artista da sociedade e dos significados que circundam sua obra. É isso, portanto, que incita a curadoria a unir a arte com a pesquisa antropológica porque se desde os tempos mais remotos o homem utilizou a arte para se comunicar, é importante que essa comunicação continue a ser objeto de investigação e se constitua num instrumento – lúdico, prazeroso – de aproximação entre o investigador e o ‘objeto’ investigado.

Em cartaz na Multigaleria até 11 de fevereiro de 2016. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

// INTERVENÇÃO

? Intervenção em espaços externos – Fotografia [Temporada de Arte Cearense]

Epiceno

“O gênero se converte em inteligível através dos signos que indicam como o mesmo deveria ser lido ou compreendido. Estes indicadores corporais são os meios culturais através dos quais se lê o corpo sexuado”. (Judith Butler)

O que é o gênero? Como nós o construímos? Como o identificamos e assumimos? Quais os valores que associamos a ele? Essas perguntas permeiam as imagens produzidas. O projeto constitui um exercício em que cada um é convidado a refletir sobra sua identidade sexual. O resultado são fotografias que pertencem ao nosso imaginário coletivo e conformam uma sátira ao mesmo. Ao isolar o par “masculino/feminino” de cada um em uma única imagem, se evidencia o quão arraigadas estão as condutas tradicionais de gênero.

Na Praça Verde. Gratuito. Visitação aberta.

Contato: Juliana Mota (99957-2690 / jumota13@hotmail.com)

22.01.2016

Luar Maria Brandão
Assessoria de Comunicação
Instituto Dragão do Mar (Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Centro Cultural Bom Jardim e Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho)
Telefones: +55 85 3488.8625/ +55 85 98970.8081

Giselle Dutra
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