Ministério da Saúde certifica mais uma sala de amamentação no Ceará

28 de janeiro de 2016

    O Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar, da rede pública do Governo do Estado, recebe nesta quinta-feira (28), às 10h, a certificação do Ministério da Saúde pela implantação da Sala de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta. Com a nova sala, o Ceará passa a contar com 12 Salas de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta, em organizações públicas e privadas da estrutura de saúde do Estado. A placa é uma comenda de reconhecimento da Sala de Apoio do Hospital José Martiniano como local que promove, protege e apoia o aleitamento das funcionárias nutrizes. Estarão presentes representantes do Ministério da Saúde e dos bancos de leite do Estado, além dos profissionais do hospital e de outras unidades de saúde.

    Valéria Nascimento, 37, trabalha há 11 anos nos serviços gerais do Hospital José Martiniano. Amamentando sua segunda filha, Maria Vivian, que tem 11 meses de vida, Valéria recebeu apoio e assistência da equipe profissional do posto de coleta de leite humano do hospital, que agora passa a ser também a Sala de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta. “Voltei ao trabalho depois de quatro meses de licença. Quando os seios ficavam cheios, doíam e as enfermeiras me ensinavam como dar massagens e fazer o desmame. Eu ia duas vezes ao dia, antes e depois do almoço. A equipe sempre me atendeu bem, me deu orientações. É muito importante ter um espaço como esse no ambiente de trabalho”, diz.

    Em grande parte, a amamentação depende do apoio e orientações adequadas à mulher e assim, facilitar a prática do aleitamento materno. As mães que trabalham e que amamentam nos primeiros seis meses têm direito, por lei, a duas pausas, de meia hora cada uma, para amamentar, ou a sair 1 hora mais cedo do trabalho, além da licença maternidade de 120 dias. A Sala de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta é um espaço adequado para fazer o desmame durante o expediente de trabalho e o acondicionamento e preservação do leite coletado para continuar a alimentação do filho com leite materno.

    Karine Aragão, enfermeira do posto de coleta, explica que a Sala de Apoio atenderá gestantes e mães que retornam da licença maternidade, um incentivo para que as funcionárias deem continuidade à amamentação e até mesmo, contribuam com doações aos bancos de leite do Estado. “Essa mãe poderá ser acompanhada de perto, ser acolhida e ficar mais tranquila para garantir a alimentação da criança com leite materno”, fala.

    Apoio à amamentação

    A primeira organização do Ceará, entre públicas e privadas, a assegurar um espaço de apoio à amamentação às funcionárias nutrizes foi o Hospital Infantil Albert Sabin, da rede pública estadual, em dezembro de 2012. O exemplo foi seguido pelo Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e pela Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Em 2015, o Ministério da Saúde fez a certificação da Secretaria da Saúde e de mais 10 hospitais do Ceará pela implantação de Salas de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta – Hospital Geral Dr. César Cals, Hospital Geral Waldemar Alcântara, Hospital Regional Unimed, Hospital São Camilo, Hosptial Regional Norte, em Sobral, Hospital Polo Jesus Maria José, de Quixadá, Hospital e Maternidade Fernando Raimundo de Sousa, de Horizonte, Hospital Municipal Dr. Amadeu Sá, do Eusébio, Hospital Polo São Vicente de Paula, de Barbalha, e Hospital Polo São Lucas, em Juazeiro do Norte.

    As salas de apoio à amamentação são espaços dentro do local de trabalho em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao filho. Esse leite é mantido em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia, com uma etiqueta identificando o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao seu filho na sua ausência, e também se desejar doá-lo para um Banco de Leite Humano. É uma estratégia do Ministério da Saúde que consiste em criar nas empresas públicas e privadas uma cultura de respeito e apoio à amamentação como forma de promover a saúde da mulher trabalhadora e do bebê.

    Para a instalação de sala de apoio à amamentação em empresas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta o o dimensionamento de 1,5m² por cadeira de coleta e instalação de um ponto de água fria e lavatório, para atender aos requisitos de cuidados de higiene das mãos e dos seios na coleta. Além do espaço necessário para a coleta do leite, a sala deve conter freezer com termômetro para monitoramento diário da temperatura.

    É importante que o ambiente destinado à sala de apoio à amamentação seja favorável ao reflexo da descida do leite, fundamental para uma boa ordenha. São facilitadores deste reflexo: ambiente tranquilo e confortável, que permita a adequada acomodação da nutriz, sem interrupções e interferências externas e, de preferência, que dê privacidade à mulher. Para atender a estas qualidades, o ambiente deve ser mobiliado com poltronas individualizadas que promovam melhor acolhimento e privacidade, podendo ser separadas por divisórias ou cortinas. Devem ser disponibilizados pelo serviço, ou pelas próprias trabalhadoras, frascos para a coleta e o armazenamento do leite e recipientes térmicos para o seu transporte.

28.01.2016

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