Chuvas no Ceará influenciam na queda do preço do tomate

25 de fevereiro de 2016

O tomate ocupa o segundo lugar no ranking de consumo entre as hortaliças comercializadas na Ceasa, ficando atrás apenas da batata inglesa.

As chuvas ocorridas durante o mês de janeiro no Ceará influenciaram positivamente no preço do tomate. A hortaliça-fruto, produzida na região da Ibiapaba, chegou a ser vendida na Ceasa, no início do ano, por R$ 6,40 o quilo e fechou o mês de janeiro com média de R$4,10. Agora em fevereiro, o tomate apresentou uma queda e esta semana está sendo vendido por R$2,00 o quilo, o que representa, se comparado a média do mês anterior, uma queda de 51,2%.

O tomate apresentou ainda uma maior redução no entreposto da Ceasa em Tinguá, região produtora da hortaliça, sendo comercializado, este mês, a um preço médio de R$ 1,40 o quilo. Em janeiro, ele era vendido em Tianguá por R$2,10 o quilo.

O analista de mercado da Ceasa, Odálio Girão, explica que a queda no valor do tomate deve-se, principalmente, à boa colheita na maior região produtora de hortaliças, a Serra de Ibiapaba, por meio dos municípios de Guaraciaba do Norte e Tianguá.

Ele cita também que a escassez hídrica no mês de dezembro enfraqueceu a produção local, gerando a necessidade da compra do tomate de outros estados, como Espírito Santo, Bahia e Santa Catarina. “Diante das distâncias destas regiões, o produto estava sendo comercializado a preços elevados na Ceasa. Além disto, havia pouca oferta no mercado e tomate de baixa qualidade”, frisa Odálio Girão.

O analista de mercado lembra que o tomate ocupa o segundo lugar no ranking de consumo entre as hortaliças da Ceasa, ficando atrás apenas da batata inglesa. Em 2015, foram comercializadas mais de 31 mil toneladas de tomate no entreposto de Maracanaú.

 

25.02.2016

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