Ceará inova em técnica de transplantes de medula

9 de março de 2016

A aplasia medular é uma doença que provoca a falência da medula, ou seja, a produção das células do sangue deixam de existir. A doença pode ser adquirida ao longo da vida e as causas nem sempre são conhecidas.

O Ceará inova mais uma vez em transplantes de medula óssea. Durante um transplante de aplasia medular foi realizada a técnica de deseritrocitação, procedimento pioneiro no Estado, que torna possível o transplante em pessoas de diferentes tipos sanguíneos. Através da parceria do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará, Hemoce, da rede pública do Governo do Estado, com o Hospital Universitário Walter Cantídio, a técnica foi realizada com sucesso.

O paciente transplantado tem 43 anos e é natural de Juazeiro do Norte. Ele recebeu a medula de um irmão, que tem genética compatível e tipo de sangue diferente. De acordo com o chefe do núcleo de medula óssea do Hemoce, Fernando Barroso, a deseritrocitação é fundamental para garantir o sucesso do transplante . “Nesse caso, são retiradas as hemácias para que o paciente possa receber a medula de outro tipo sanguíneo. Sem essa técnica o paciente não poderia ser submetido ao transplante, apesar do doador compatível”, explica. O paciente continua internado, passa bem e deve receber alta em poucos dias.

A aplasia medular é uma doença que provoca a falência da medula, ou seja, a produção das células do sangue deixam de existir. A doença pode ser adquirida ao longo da vida e as causas nem sempre são conhecidas. Pode está relacionada a radiações, uso excessivo de agrotóxicos, infecções ou medicamentos.

Transplantes de medula

Este é o terceiro transplante de aplasia medular feito no Ceará, o primeiro aconteceu em dezembro de 2015. A parceria entre o Hemoce e o Hospital Universitário Walter Cantídio, em transplantes de medula, acontece desde 2008 e iniciou com a realização de transplantes de medula óssea autólogo, quando a medula transplantada é do próprio paciente. Em 2014, foi possível também garantir à população o transplante alogênico, quando o tecido transplantado provém de outra pessoa. Só neste ano, já foram realizados 14 transplantes de medula óssea no Estado, sendo 12 pela equipe do Hemoce e dois pelo Hospital da Unimed Fortaleza. No dia 17 de março, será feito o 15º transplante de medula óssea do ano no Ceará.

Desde 2000, o Hemoce já cadastrou mais de 157 mil pessoas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), um sistema criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), para registrar as informações de possíveis doadores. As chances de se encontrar um doador compatível entre irmãos é de 25 % Caso não seja encontrado entre familiares, procura-se um doador compatível inscrito no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).  
O Hemoce inova e traz benefícios para a população cearense em ritmo crescente. Além dos aumento nos números de transplantes, são oferecidos outros serviços pioneiros, como por exemplo o primeiro o Banco de Cordão Umbilical, que funciona desde junho de 2010 armazenado e congelado as células-tronco do cordão umbilical. O sangue pode ser utilizado para o transplante de medula óssea, além de outras doenças do sistema sanguíneo. (Confira aqui como realizar a doação do cordão umbilical)

Para se cadastrar como doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos, não ter tido câncer e apresentar documento de identidade e comprovante de endereço. O cadastro será concluído com a assinatura de um Termo de Consentimento e a coleta de uma amostra de sangue (10 ml). É importante sempre deixar seu cadastro atualizado para que o Hemoce tenha como localizar o doador. Para isso basta entrar em contato com o Núcleo de Medula Óssea, enviando as alterações de dados para o e-mail nucleo.medula@hemoce.ce.gov.br.

09.03.2016

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