Livro relata a experiência da primeira escola de educação em prisões do Ceará

10 de março de 2016

A Secretaria da Educação do Estado (Seduc) realizou, na tarde de ontem (9), o lançamento do livro “Primeira escola de educação em prisões do estado do Ceará: reflexões sobre a avaliação da aprendizagem”, da professora da rede estadual Carla Poennia Gadelha Soares.

 
O livro é resultado da pesquisa de mestrado concluído em janeiro de 2015, na Universidade Federal do Ceará (UFC). O estudo foi realizado nas salas de aulas do EEFM Aloísio Leo Arlindo Lorscheider, a primeira escola do estado do Ceará designada para atender exclusivamente à demanda de educação nos estabelecimentos penais da Região Metropolitana de Fortaleza.

O evento contou com a presença do titular da Seduc, Maurício Holanda, do secretário da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus), Hélio Leitão e da doutora em Educação Tânia Vicente.

 
O professor Maurício Holanda destacou a importância do trabalho. “Gostaria de parabenizá-la pela a iniciativa do seu trabalho, em analisar o papel da educação na vida dos apenados, destacando o potencial da escola no interior das unidades prisionais. Espero que outras atividades se sucedam sobre esse assunto. Conte com o nosso respeito, admiração e do nosso apoio na medida do possível”, disse.

 
De acordo com Tânia Vicente, é necessário investir mais na educação nas unidades prisionais. “Durante a elaboração do livro, uma das alunas nos relatou que a sociedade não perdoa o crime cometido. Que a pessoa sai da prisão, cumpre a pena, porém a comunidade fecha as portas da mesma maneira que fecham as grades da cela”, disse ela. Segundo o secretário da Sejus, Hélio Leitão, 29 internos conseguiram bolsas de estudos do Programa Universidade Para Todos (ProUni), através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Onze alunos foram aprovados em universidades públicas.

 
Os internos dependem de autorização judicial para cursar o ensino superior. A volta aos estudos é garantido aos internos do sistema prisional pela Constituição Federal, através da Lei de Execução Penal (LEP), Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394) e pelo Plano Nacional de Educação (PNE). O estudo também serve para diminuir a pena. A cada 12 horas de aulas, um dia é reduzido na condenação.

 
Atualmente, a autora do livro e professora, Carla Poennia, é coordenadora escolar da EEFM Aloísio Leo Arlindo Lorscheider e integra o Grupo de Estudos em Educação em Regimes de Privação da Liberdade, vinculado à Universidade de São Paulo (USP). “No livro eu abordo de forma geral a educação em prisões e do processo de avaliação do aprendizagem. É importante dizer que quando eu escrevi o livro, ainda não atuava como coordenadora da escola. Depois que concluí a obra, o diretor Raimundo Nonato acabou me convidando para fazer parte da equipe e percebi que seria uma grande oportunidade de me aprofundar nessa temática e de contribuir para as mudanças no espaço carcerário”, comenta Poennia.
 

10.03.2016

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