Ambulatório de pediatria do HGF discute autismo em crianças

30 de março de 2016

Com o objetivo de alertar sobre os sintomas e difundir os tratamentos do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), o Serviço de Pediatria do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) realiza, na próxima quinta-feira, 31, às 8 horas, no auditório principal do HGF, um encontro com o tema “Algo de novo no transtorno do espectro do autismo?”. No sábado, 2 de abril, é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. No encontro, profissionais de saúde de diversas especialidades debaterão sobre o assunto e irão explanar sobre a importância da multiprofissionalidade na atenção às crianças com autismo.  

A neuropediatra do HGF, Liana Coelho, explica que “o diagnóstico do transtorno além de não ser uma tarefa fácil, ainda é um desafio. Ela destaca que é muito importante a identificação precoce do autismo e a orientação para um bom tratamento, pois isso já pode fazer o diferencial na evolução da criança”.

Já o neuropediatra André Cabral fala que o autismo é uma condição que traz um conjunto de características que geralmente dificultam a socialização e a linguagem da criança: “O trabalho da gente é reconhecer as dificuldades, classificar, diagnosticar e orientar o tratamento dessas crianças”. Ele também reforça sobre a detecção cedo do Transtorno do Espectro do Autismo. “Quanto mais cedo for detectado, maior a chance de uma intervenção adequada. Estudos mostram que o tratamento antes dos 3 anos de idade traz uma melhor perspectiva ao paciente”, explica.

 
Sintomas

O Autismo atinge cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil e os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida. Liana Coelho ressalta que é preciso estudar profundamente cada caso. Muitas vezes os pais chegam ao consultório e relatam que os filhos são hiperativos. As dicas que os especialistas dão para poder identificar o transtorno é que os pais observem os critérios evolutivos da criança: aos três meses, o bebê normal já acompanha o olhar do cuidador. Aos seis meses, ele está apto a dar atenção às pessoas. Quando o bebê é autista, não há essa evolução. Ele não responde aos estímulos sonoros e geralmente presta mais atenção nos objetos, como os brinquedos, por exemplo.

                                  PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO

 

Horário

Atividade

8h

Abertura

8h15min

Diagnóstico Precoce do Transtorno do Espectro
do Autismo (TEA).

André Cabral – Neuropediatra

8h45min

Investigando o TEA
Liana Coelho – Neuropediatra

9h15min

Psicofarmacologia no TEA
Alexandre Aquino – Psiquiatra Infantil

10h

Intervalo

10h10min

Mesa redonda: A importância da multiprofissionalidade

10h20min

Avaliação neuropsicológica no TEA
Sarah Teófilo Roriz – Psicóloga

10h40min

Intervenção fonoaudiológica
Luciana Rodrigues Esmeraldo – Fonoaudióloga

11h

Como é feita a intervenção da Analise Comportamental Aplicada (ABA) com Autismo
Luciana Romano – Psicóloga

11h20min

Ação da Associação Fortaleza Azul (FAZ): Um “mundo” de possibilidades
Fernanda Mello Cavalieri – Pedagoga – Presidente da FAZ

11h40min

Direitos e políticas públicas para pessoas autistas
Beatriz Rego Xavier – Membro da Faz

12h

Debate

12h20min

Encerramento

 

 

Serviço: Algo de novo no transtorno do espectro do autismo?
Local: Auditório principal do HGF
Data: 31 de março de 2016
Horário: 8h às 12h20min

30.03.2016

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