Escola Estadual de Barroquinha inova na construção de espaços sustentáveis

12 de Maio de 2016

Uma experiência realizada pela Escola de Ensino Fundamental e Médio Jaime Laurindo da Silva, em Barroquinha, município localizado a 420 quilômetros da Capital, vem mudando a forma de pensar de alunos, professores, gestores e comunidade sobre sustentabilidade. A partir do projeto João de Barro, a unidade desenvolve ações de permacultura, voltadas a estruturar  espaços, utilizando técnicas de bioconstrução, por meio do uso de materiais de baixo Rbarroquinha2impacto ambiental e de adequação da arquitetura ao clima e cultura locais. A iniciativa é  desenvolvida pela Secretaria da Educação (Seduc), em conjunto com a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 4.

O projeto nasceu da necessidade de ampliação da unidade escolar para receber os alunos do distrito de Araras. Com a expansão, a escola terá duas novas salas de aula e uma biblioteca construídas de forma sustentável. A estrutura utiliza materiais como barro, cal e objetos recicláveis, a exemplo de pneus e ferragens, oriundos do próprio município.

O diretor da Escola, Carlos Vinícius, diz que o projeto apresenta forte impacto no ambiente escolar e nas comunidades circunvizinhas. “Tem despertado em todos esses atores um sentimento de pertence, zelo e cuidado. Mais importante ainda, é a possibilidade de mostrarmos uma ‘escola de todos’, com atitude e ânimo para enfrentar os desafios do futuro, tendo mais autoconfiança, auto-organização e uma dinâmica coletiva”, assegura o gestor.

Para isso, há mutirões frequentes com o envolvimento da população, pais, alunos e profissionais da educação. O próximo encontro está marcado para o dia 21 de maio, com representantes da Comunidade de Timonha, localidade de Granja; alunos da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) do mesmo município; e de Barroquinha.

A aluna Francyelle Roberta de Brito de Lima, do 3º ano da EEFM Jaime Laurindo, acredita que os mutirões são um exemplo de integração social, por parte do corpo escolar e de outras instituições. “É uma atividade excepcional no quesito participação, pois os integrantes  têm a oportunidade de aprender, na prática, os princípios e objetivos do projeto João de Barro na escola”, explica.

De acordo com a Crede 4, o último mutirão aconteceu no dia 9 de abril passado, com a participação de 27 estudantes do 2º ano do curso de Meio Ambiente da EEEP Professor Emannuel Oliveira de Arruda Coelho, do município de Granja, e três professores da área. As tarefas foram acompanhadas pelos responsáveis, os professores Skye e Ivone Riquelme, além da arquiteta Marcela Fonseca. A atividade contou ainda com os auxiliares da obra.

Conforme Valdenice Barbalho Gomes, orientadora da Célula de Articulação de Projetos Estudantis (Ceape), da Seduc, ao mesmo tempo em que a obra acontece, é realizado um curso completo de permacultura para 60 estudantes. O objetivo é sensibilizar os gestores e professores a participarem da iniciativa e a trabalharem dentro de uma visão holística e de religação com a natureza, visando ações integrativas, cooperativas e que favoreçam a paz. “Além disso, o intuito é planejar uma “Escola Sustentável” de forma participativa”, assegura.

Nessa perspectiva, antes do mutirão, no dia 29 de março passado, foi realizada uma palestra com o tema “Introdução à Permacultura”, ministrada pelo consultor da Seduc, Skye, na EEEP de Granja.

Permacultura

Permacultura é um sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza.

12.05.2016

Assessoria de Comunicação da Seduc
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