Secretaria da Saúde debate sobre modelo de atenção em saúde mental

16 de Maio de 2016

O preconceito ainda é uma realidade que afeta aqueles que sofrem algum tipo de transtorno mental. Construir possibilidades de convívio com as diferenças é um desafio para portadores de sofrimento mental, familiares, profissionais da saúde e instituições assistenciais. Para debater sobre a “Cultura Contemporânea e o Impacto na Reforma Psiquiátrica”, a Secretaria da Saúde do Estado, através do Núcleo de Atenção à Saúde Mental (Nusam), da Coordenadoria de Políticas e Atenção à Saúde, realiza na terça-feira (17), das 9 às 12 horas, o I Ciclo de Debates – Diálogos em Saúde Mental, no Auditório Waldir Arcoverde. O ciclo de debates ocorrerá uma vez ao mês.

O encontro, em alusão ao Dia da Luta Antimanicomial, comemorado em 18 de maio, terá a participação de trabalhadores e gestores da Saúde Mental, profissionais da Atenção Primária, trabalhadores da Sesa, usuários do SUS, estudantes, Ministério Público e conselhos municipais e estaduais de saúde. A palestrante será a médica psiquiatra Marluce Oliveira. A psicóloga Andréia Sampaio, assessora técnica do Nusam, explica que ainda há muito preconceito em torno dos portadores de transtornos mentais, sendo uma das diretrizes da Reforma Psiquiátrica o combate ao estigma e o estímulo de práticas que promovam a inclusão social, a começar pelo tratamento aberto, de base comunitária. “Entendemos que uma das melhores formas de reduzir o preconceito se dá pela difusão de informações adequadas. Ações como essa do ciclo de debates visam exatamente desvelar essa questão, fomentando o debate junto aos diversos segmentos da sociedade, desde os futuros trabalhadores da saúde, convidando as universidades para a discussão, bem como aqueles trabalhadores que já se encontram no sistema”, destaca.

A reorientação do modelo da atenção em saúde mental é amparada pela Lei 10.216/01, do Ministério da Saúde, que redireciona o modelo assistencial em saúde mental e garante os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental. O processo social da Reforma Psiquiátrica significa a mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio na família e na comunidade. “Dentre os desafios da Reforma, existe a necessidade de trabalhar junto à sociedade o fato de que como todo cidadão, os portadores de sofrimento mental tem o direito fundamental à liberdade, a viver em sociedade, além do direito de receber cuidado e tratamento sem ter que dispensar seu lugar de cidadão”, diz a psicóloga.

O Governo do Estado é o articulador das políticas de Saúde Mental e os municípios são executores. A promoção da saúde é realizada pelos municípios através das Redes de Saúde. “O trabalho em rede vem sendo estruturado em um esforço coletivo entre o Estado, as Regionais de Saúde e os respectivos municípios, no sentido de implementar as 18 Redes de Atenção Psicossociais do Estado do Ceará, já pactuadas em CIB (Comissão Intergestores Bipartite)”, fala Andréa Sampaio. De acordo com ela, o intuito é possibilitar e estruturar pontos resolutivos de atenção para as necessidades locais dos usuários, garantindo a integralidade do cuidado de forma articulada e descentralizada.

Serviço:

I Ciclo de Debates – Diálogos em Saúde Mental
Dia: 17 de maio de 2016
Horário: 9 às 12 horas
Local: Secretaria da Saúde do Estado (Auditório Waldir Arcoverde) – Av. Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema.

 

 

 

16.05.2016

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