Dia mundial sem tabaco: o alerta sobre os perigos do cigarro

30 de Maio de 2016

De acordo com o Ministério da Saúde, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes todos os anos no Brasil, sendo 25% delas por angina e infarto do miocárdio, 45% por infarto agudo do miocárdio (abaixo de 65 anos) e 85% das mortes por bronquite e enfisema pulmonar. O hábito também responde por 90% dos casos de câncer de pulmão no país. Entre os 10% restantes, um terço dos casos ocorre em fumantes passivos. Esse tipo de tumor é considerado o mais letal e umas das principais causas de morte no Brasil.

E nesta terça-feira (31), Dia Mundial sem Tabaco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convida os países a mobilizarem a população sobre os riscos à saúde associados com o tabagismo e a adotar políticas públicas eficazes para reduzir o consumo. O tratamento do tabagismo no Brasil é desenvolvido com base nas diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelo PNCT. As orientações do programa seguem as principais diretrizes internacionais relacionadas ao tratamento do tabagismo. Assim, a rede pública oferece aos fumantes que desejam parar de fumar tratamento adequado, com metodologia baseada em evidências científicas.

Para quem quer deixar de fumar, na rede pública do Governo do Estado, há duas unidades referências no tratamento do tabagismo. Uma é o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart, que dispõe do Programa de Controle do Tabagismo. Há 13 anos ajuda pessoas que querem vencer o vício de fumar. Os pacientes são atendidos por uma equipe de profissionais especializados como médicos, enfermeiras e assistente social. O programa já atendeu três mil pacientes. O Programa de Controle do Tabagismo do Hospital de Messejana iniciou as atividades em 2002, sendo o primeiro tratamento público com distribuição gratuita de medicação para aliviar os sintomas de abstinência. O telefone do programa é o (85) 3101-4062.

A outra opção na rede pública do Governo do Estado para fumantes que querem fazer o tratamento gratuito contra o tabagismo é o Centro de Saúde do Meireles, da Secretaria da Saúde do Estado. Fica na Avenida Antônio Justa, 3113. Lá e no HM funcionam o Programa de Controle do tabagismo, que trata os fumantes com avaliação clínica, realiza abordagem mínima ou intensiva individual ou em grupo e, se preciso, com terapia medicamentosa.

O sucesso terapêutico do tratamento é elevado, com taxa de abstinência tabágica de 48% em pelo menos um ano. Uma vez inscrito no Programa de Controle do Tabagismo, o paciente passa por uma triagem médica para coleta de informações pessoais relativas ao estado psicológico e quanto à motivação para deixar o cigarro. Exames importantes são realizados para avaliar a saúde do paciente e seu grau de dependência à nicotina. Após a avaliação inicial, o paciente passa a fazer parte do grupo de apoio, no qual é realizado o tratamento padrão, baseado na abordagem comportamental e terapia medicamentosa.

O Dia Mundial Sem Fumo foi criado pela OMS em 1987 com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre os riscos do tabagismo e busca de vida mais saudável sem o fumo. O tabagismo mata anualmente cerca de seis milhões de pessoas no mundo, destes 600.000 são fumantes passivos e 200.000 são brasileiros. Esta taxa de mortalidade poderá alcançar oito milhões de pessoas até 2030, em caso de falha ou falta de implementação de medidas de impacto de redução da prevalência tabágica. Mais de 80% destas mortes preveníveis ocorrerão em pessoas de países de baixo poder aquisitivo.

Para o Dia Mundial Sem Tabaco de 2016, a OMS apela a todos os países para que se prepararem para adotar embalagens padronizadas de produtos do tabaco. Isso significa instituir regulamentações que restrinjam ou proíbam o uso de logotipos, cores, imagens de marca ou informações promocionais em maços e embalagens de produtos de tabaco. Segundo a OMS, essa é uma importante medida de redução da demanda, que diminui a atratividade dos produtos do tabaco, restringe o uso de embalagens como uma forma de publicidade e promoção e aumenta a eficácia das advertências sanitárias.

30.05.2016

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