Saúde divulga apresentação sobre chikungunya

6 de junho de 2016

Os números de casos e de óbitos de dengue caíram no Ceará este ano. De janeiro até o dia 3 de junho foram confirmados 11.187 casos de dengue. No ano passado, nesse mesmo período, o número de casos confirmados foi maior: 14.457. Em relação a óbitos foram confirmados quatro, o que significa uma redução de 71,4% em comparação ao mesmo período de 2015, quando foram confirmados 14 óbitos.

Ao mesmo tempo em que ocorre diminuição de casos e de mortes por dengue,  os gestores e profissionais da saúde se preocupam com o crescimento do número de casos da febre chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Este ano, de janeiro a 4 deste mês de junho foram confirmados 2.234 casos de chikungunya. Dos 135 municípios com casos suspeitos notificados, foram confirmados casos de febre chikungunya em 44 municípios.

A maioria dos casos confirmados ocorreu em adultos, na faixa etária de 51 a 60 anos, mas até em recém-nascidos foi confirmada a doença. Foram confirmados 14 casos em bebês com até 28 dias de vida. As mulheres foram predominantes em todas as faixas etárias, com exceção dos casos na faixa de 5 a 9 anos de idade, conforme informa o último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado, elaborado pela Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde.

Independentemente da idade e do sexo, gente que sofreu e que ainda pode estar sentindo dores nas articulações. Isso porque as dores nas articulações não vão embora logo, deixando pacientes, durante semanas e até meses, incapacitados até para tarefas do cotidiano, como cozinhar e dirigir. Há pacientes que têm manifestações clínicas da doença até cinco anos. A artralgia, como os médicos chamam as dores nas articulações, são mais comuns em mãos e pés, como destacou a infectologista Tânia Mara Coelho, diretora do Hospital São José, da rede pública do Governo do Estado, durante apresentação no Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, finalizado no último sábado, 4, no Centro de Eventos do Ceará. Para orientar os profissionais de saúde e os médicos, especialmente sobre o manejo clínico dos pacientes, clique aqui para acessar a apresentação.

Artralgia

– Poliartralgia (dores articulares)
– Frequentemente grave e debilitante
– Envolve múltiplas articulações
– Normalmente bilaterais e simétricas
– Mais comuns em mãos e pés
– Podem ocorrer edemas articulares, por vezes associados a tenossinovites(punhos e tornozelos)
– Com frequência os pacientes podem ficar incapacitados para tarefas cotidianas como cozinhar e dirigir.

Na prevenção, Tânia Mara Coelho fala em repelentes contra o mosquito Aedes aegypti, alertando que não podem ser utilizado em crianças com menos de dois anos. Entretanto, assim como todos os especialistas em arbovirores, ela destaca que os cuidados com a proliferação do mosquito devem ser permanentes e uma prática de todos dentro de casa, na escola, na empresa, na igreja. A Sesa lembra como cada um pode evitar que o mosquito se reproduza:

O que fazer para não deixar o mosquito nascer

– Manter a caixa d’água limpa e bem tampada.
– Limpar o quintal, no mínimo uma vez por semana, retirando todo o lixo.
– Não acumular nos quintais móveis velhos, eletrodomésticos ou qualquer objeto que possa acumular água.
– Colocar o lixo em saco. Amarrar o saco. Só colocar na calçada nos dias de coleta.
– Nunca jogar lixo nas ruas. Até numa tampinha de refrigerante o mosquito pode se multiplicar.
– Deixar as calhas sempre limpas.
– Os pneus usados devem ficar em locais cobertos para não juntar água.
– As garrafas devem ficar com a boca para baixo.
– Antes de armazenar água, lavar bem, com sabão e escova, os baldes, bacias e potes. É preciso tampar todos os depósitos de água.
– Evitar cultivo de plantas com água. Água acumulada, por menor que seja a quantidade, é um risco para a criação do mosquito.
– Limpar a bandeja que fica detrás da geladeira.
– Manter os ralos limpos telados, com os aparelhos sanitários sempre fechados.
– Receber o Agente de Endemias em sua residência.

06.06.2016

Assessoria de Comunicação da Sesa
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