Dia Nacional do Diabetes é celebrado neste domingo (26)

25 de junho de 2016

“Como tudo que é novo, o diagnóstico da doença traz um pouco de medo”, diz Paulo Ribeiro de Oliveira, diagnosticado com diabetes aos 65 anos de idade. Paciente do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH) desde 1996, o aposentado, atualmente com 91 anos de idade, adotou hábitos saudáveis e não falta as consultas médicas. “O difícil é o começo. Não é fácil aceitar que sua alimentação vai mudar e que exercícios farão parte da sua rotina. Mas sabia que boa parte do tratamento dependia somente de mim e adotei a minha nova vida”, enfatiza. É essa reflexão que a CIDH, unidade da Secretaria da Saúde do Estado, quer estimular no Dia Nacional do Diabetes, comemorado no próximo domingo (26).

Caracterizado pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas (diabetes tipo 1) ou pela resistência à ação da insulina produzida (diabetes tipo 2), o diabetes é uma doença crônica e não tem cura. O problema se agrava ainda devido à falta de sintomas na fase inicial. “Eu comecei a sentir muita vontade de urinar e muita sede e foi um colega de trabalho que me alertou para a possibilidade de estar diabético. Fui fazer os exames e só assim confirmei”, fala Paulo Ribeiro. Uma pessoa é considerada com diabetes quando apresenta valores glicêmicos de 126 mg/dl, em jejum; 200 mg/dl, após duas horas do teste oral de tolerância a glicose ou em qualquer ocasião na presença de sintomas ou HbA1c maior igual a 6,5%. “Uma nova coleta de exames deve ser feita para que seja confirmado o diagnóstico de diabetes”, explica Marcela França, endocrinologista do CIDH.

O diabetes controlado possibilita boa qualidade de vida, porém a falta de cuidados pode afetar todo o corpo. “O descuido com o controle pode levar o paciente a ter muitos problemas na visão, nos pés, rins e coração”, enfatiza a endocrinologista. “Quando comecei o tratamento era apenas diabético. Com o tempo fui adquirindo outros problemas. Hoje, além de diabético, sou hipertenso e cardíaco e também sigo à risca as recomendações que recebo no Centro”, diz Paulo. Atualmente o aposentado vai à unidade duas vezes por semana para fazer fisioterapia e sempre quando tem consulta. “Tenho amor à vida e sou um bom paciente. Não falto nunca”, sorri ao falar.
 

Cuidados

Manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e ir ao médico regularmente são importantes para manter a diabetes sob controle. A endocrinologista Marcela França dá algumas dicas:

– Tenha uma boa alimentação, rica em fibras, legumes, verduras e frutas. E com adequado teor de gordura e carboidratos.
– Faça exercícios. Pare de fumar.
– Examine os pés diariamente. Qualquer alteração, como rachaduras e feridas, o médico deve ser procurado.
– Controle da pressão arterial. “Reduzir a ingestão de sal aliado a prática de exercícios auxilia no controle”, diz a médica.
– Faça exames periódicos para avaliar o controle do diabetes assim como o rastreamento das complicações.
– Faça uso de medicamentos regularmente. Não interrompa sem autorização do médico.
– Controle seu colesterol.
 

CIDH

O Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH) é referência na assistência de nível secundário a pacientes com diabetes no Estado. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. Para primeira consulta no CIDH, é necessário que o paciente procure antes um posto de saúde para o agendamento e encaminhamento. Já as consultas de retorno, a marcação é feita diretamente no Centro.

Na unidade são atendidos 250 pacientes por dia; tem uma equipe multidisciplinar composta por nutricionistas, endocrinologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, cardiologistas, oftalmologistas e neurologistas. Somente no ano passado, 10.678 pacientes diabéticos receberam atendimento no CIDH.
 

 
25.06.2016

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