Secretaria das Cidades conclui investimentos no Geopark Araripe

4 de julho de 2016

A Secretaria das Cidades está concluindo os investimentos no Geopark Araripe, localizado na região do Cariri. As ações, coordenadas pela Unidade de Gerenciamento de Projetos – Cariri Central, somam um total aproximado de R$ 10 milhões de reais por meio do Banco Mundial (Bird), e consistem em obras de infraestrutura e melhoria, capacitação técnica, diagnósticos, publicações, além da elaboração de um Plano de Negócios para o local.

 

Os nove geossítios do Gepark Araripe receberam um investimento de R$ 2.843.190,49 destinados às obras de infraestrutura e melhorias. As intervenções tiveram como objetivo tornar os espaços mais atrativos aos visitantes e oferecer bem estar e segurança para a contemplação da natureza dentro do Geopark.

 

Após a conclusão das obras, os geossítios passaram a contar com salas multiuso, café, estacionamento, banheiros, abrigos, lixeiras, bancos e bicicletários, escadas, pavimentação e guarda-corpos. Em 2012, ainda através da Secretaria das Cidades, os locais receberam nova sinalização para melhorar a identificação da localização, contendo informações aos turistas sobre os acessos urbanos e trilhas existentes. O investimento foi de R$ 792.201,12.

 

Segundo Marília Gouveia, coordenadora do projeto, as intervenções tiveram o objetivo de dotar o Geopark de uma infraestrutura capaz de atrair visitantes e possibilitar o contato com a natureza e a história da região. “Os Geossítios são locais que apresentam elevado interesse geológico e possuem um valor singular no aspecto científico, pedagógico, econômico, histórico, cultural e estético para região. Ao receber essas obras, o Geopark ganha mais visibilidade e pode atrair cada vez mais visitantes em busca desse tipo de turismo”, afirma.

 

Os geossítios do Geopark Araripe são: Geossítio Riacho do Meio, em Barbalha; Geossítio Pontal de Santa Cruz, em Santana do Cariri; Geossítio Parque dos Pterossauros, em Santana do Cariri; Geossítio Colina do Horto, em Juazeiro do Norte; Geossítio de Cachoeira de Missão Velha, em Missão Velha; Geossítio Pedra Cariri, em Nova Olinda; Geossítio Batateiras Sítio Fundão, no Crato; Geossítio Floresta Petrificada, em Missão Velha; Geossítio Ponte de Pedra, em Nova Olinda.

 

Plano de Negócios

 

Dentro das ações direcionadas ao Geopark Araripe, a Secretaria das Cidades também elaborou um Plano de Negócios para a identificação de atividades que visam a promover o local como destino turístico nos mercados regional, nacional e internacional.

 

O Plano mapeou os principais vetores estratégicos, identificando atividades realizadas na região com maior potencial turístico como artesanato, turismo de aventura, geodiversidade local, cultura e gastronomia. A partir do mapeamento foram estabelecidos possíveis rotas turísticas.

 

“Localizado numa área rica em belezas naturais e atrativos culturais, o Geopark Araripe tem potencial para se destacar no sul do Ceará como uma área atraente aos turistas que buscam conhecimento, aventura e ecoturismo, além de mergulhar na cultura local”, destaca Marília.

 

Geopark Araripe

 

O Geopark Araripe foi o primeiro geopark das Américas e do Hemisfério Sul reconhecido pela GGN (Global Geoparks Network) ou Rede Global de Geoparques. A GGN é uma organização internacional, não-governamental, sem fins lucrativos que fornece uma plataforma de cooperação entre os geoparques, reunindo órgãos governamentais, ONGs e cientistas, em uma parceria única no mundo, operando de acordo com os regulamentos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

 

Único geoparque do Brasil, ele é composto por nove geossítios que estão distribuídos em seis municípios da Região do Cariri, na Chapada do Araripe, em uma área de 3.441km². Este território esta inserido em uma região caracterizada pelo importante registro geológico, pois é reconhecido pela Unesco, como a maior reserva de registros fósseis do planeta do Período Cretáceo Inferior, com destaque para seu conteúdo paleontológico, com registros entre 150 e 90 milhões de anos, que apresenta um excepcional estado de preservação e revela uma enorme diversidade paleobiológica.

 

O parque preserva distintas áreas que abrangem estudos geológicos como, por exemplo, as rochas na Chapada que datam de 600 milhões de anos e paleontológicos com seus fósseis de dinossauros e pterossauros, em excelente estado de conservação, estando entre os mais estudados do mundo.

 

04.07.2016

 

Giuliano Vandson
Jornalista
988010041 / 999613132

 

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