Semana do Hospital: enfermeira acompanha histórias de superação no tratamento de doenças infecciosas

15 de julho de 2016 # # # # # # # # # #

Silvéria Lopes é estomaterapeuta e trabalha há 24 anos no Hospital São José. Unidade do sistema de saúde pública do Estado é referência no tratamento de doenças infecciosas

 

Logo nas primeiras horas da manhã, Silvéria Lopes e o residente de enfermagem Ocivan Furtado começam a ronda nas enfermarias e na UTI do Hospital São José de Doenças Infecciosas, da rede pública do Governo do Ceará. “Mesmo que os pacientes não possam falar ou pedir, eles precisam muito dos nossos cuidados”, diz a enfermeira estomaterapeuta ao preparar o material que vai ajudá-­la na prevenção e nos cuidados de feridas que causam sofrimento a homens e mulheres que muitas vezes mal conseguem se mover no leito.

A organização do material inclui a maleta cor ­de ­rosa personalizada onde estão os itens utilizados no trabalho rotineiro. “Esse é nosso ambiente de trabalho: familiar e humano. Quem está no Hospital São José faz tudo com respeito ao cidadão. Respeito que se transforma em amor no ato de cuidar” enfatiza Silvéria.

A conversa é o início da rotina cuidadosa e delicada nas unidades do Hospital São José. A dona de casa Bernardete Meireles é uma das primeiras a receber os cuidados. Acompanhada no ambulatório do Hospital São José há dez anos, ela está há 11 dias internada por conta de uma lesão infecciosa no calcanhar esquerdo. “Cheguei aqui com uma ferida grande e que só aumentava. Agora volto para casa e a enfermeira me disse que não tem mais porta aberta para infecções”, comemora, enquanto faz o último curativo antes da alta hospitalar. “Foram dias difíceis, pois a minha avó estava com medo de perder o pé. Vamos continuar o tratamento em casa como a enfermeira orientou”, diz a estudante Letícia Meireles que acompanhou dona Bernardete durante a internação.

A enfermeira Silvéria Lopes trabalha no Hospital São José há 24 anos. Atualmente, ela faz parte da equipe de estomaterapia, que tem ainda outras duas enfermeiras e profissionais residentes que fazem prevenção e tratamento desde a admissão do paciente. A estomaterapia é a área da saúde responsável por prevenir a perda da integridade da pele, realizar tratamento avançado de pessoas com feridas (agudas e crônicas), reabilitar as que possuem incontinências (urinária ou anal) e realizar cuidados com fístulas, cateteres, drenos e tubos.

Referência no tratamento de doenças infecciosas

Há 46 anos, o Hospital São José é referência no tratamento de doenças infecciosas na rede pública do Estado do Ceará. O hospital tem 120 leitos de internamento em enfermarias e oito leitos de UTI. Por mês, são atendidos em média seis mil pacientes na emergência e sete mil são acompanhados no ambulatório do hospital com consultas agendadas, exames e medicamentos. Atualmente, o Hospital São José tem 700 funcionários.

O trabalho de prevenção a úlceras é sistemático nos leitos e inclui verificação de mobilidade do paciente, condições de acomodação com superfícies de apoio para aliviar a pressão e outras situações que possam causar riscos de lesão. “O Seu Joaquim quase perdeu a perna. Ele ficou internado durante quatro meses na UTI. Não tinha mobilidade, então o risco de úlcera por pressão era grande e contínuo. Maior foi nosso zelo com ele. A lesão grave foi embora. Seu Joaquim aprendeu a andar de novo e foi pra casa com a perna saudável. A Dona Maria Natalense, de 92 anos, também voltou pra casa bem. Depois de quase um ano de tratamento, foi emocionante receber o abraço carinhoso do filho que não parava de agradecer”, conta a enfermeira Silvéria, ressaltando que essas são apenas algumas das muitas histórias de superação que ela acompanha no Hospital São José.

Atendimento Domiciliar

Além do tratamento no hospital, alguns pacientes continuam os cuidados em casa. Para isso, a equipe da estomaterapia do Hospital São José se une ao grupo do Programa de Atendimento Domiciliar ( PAD). “Sistematicamente, nossa equipe vai até a casa do paciente. E o tratamento muitas vezes é mais confortável, afinal o paciente está na casa dele, com o apoio da família e com os cuidados dos profissionais do Hospital São José”, reforça a coordenadora do PAD, Silvia Tavares.

O comerciante Antônio de Pádua chegou ao Hospital São José em fevereiro com uma lesão muito grave na perna por causa de leishmaniose. “Eu não tinha só medo de perder a perna, eu tinha medo de morrer”, lembra Antônio. Depois de 22 dias de internação, o comerciante continuou sendo acompanhado em casa até receber alta do tratamento no começo de junho. “Aquela família que fiz no hospital estará sempre no meu coração. Foram aquelas pessoas que fecharam minha ferida e abriram novos horizontes na minha vida”, diz emocionado o comerciante.

15.07.2016

 

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