Doação de leite materno: quatro hospitais da rede estadual realizam coleta

25 de julho de 2016 # # # # # # #

A maternidade traz, além de muitas alegrias, a preocupação com o desenvolvimento do bebê. São meses sonhando com ele. Quando nasce e é apresentado à mãe na sala de parto, colocado nos braços dela, as emoções contagiam até os obstetras mais experientes. Na hora de amamentar, logo nas primeiras mamadas, o vínculo afetivo  entre mãe e filho cresce. O leite humano é o alimento natural mais completo para a criança nos primeiros meses de vida. Amamentar o bebê imediatamente após o nascimento pode reduzir 22% a mortalidade neonatal (que acontece até o 28º dia de vida). Segundo um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), no Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 1 ano, 69,3% ocorrem no período neonatal e 52,6%, na primeira semana de vida.

O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, principalmente para os que estão internados. Esse é o caso dos bebês internados nas Unidades de Terapia Intensiva da Neonatologia (UTI NEO) do Hospital Geral de Fortaleza, da rede pública do Governo do Estado. Em comum, os recém-nascidos dependem da doação de leite humano. De acordo com a coordenadora do Banco de Leite Humano do HGF, Lúcia Virgínia Aragão de Carvalho, o primeiro contato feito pele à pele, mãe com o bebê, é essencial para que se possa desenvolver a relação dos dois. “Aqui no HGF, nós focamos a importância de o filho ser colocado logo após o nascimento em contato pele a pele com a mãe, desde que a dupla esteja em boas condições de vitalidade. A mãe passa a atender os benefícios e acaba sendo o primeiro direito que o bebê tem na vida que é ser alimentado logo após o nascimento”, ressalta Virgínia.

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Desde 2005, o HGF ganhou título de Hospital Amigo da Criança, assumindo o compromisso de cumprir os 10 passos para o aleitamento materno. Os 10 passos, se referem às unidades materno infantil que trabalham em prol da amamentação, para apoiar, promover e incentivar o aleitamento por onde perpassam a mulher e o bebê. O Banco de Leite Humano ajuda no trabalho de coleta e orientação às mães. Cem mães são cadastradas e doadoras de leite. Por semana, são necessários cerca de 18 litros de leite humano pasteurizados para alimentar e manter os bebês prematuros que estão internados.

As mães não estão sozinhas no processo de amamentação. Os pais também vão atrás de orientações para ajudar com os cuidados dos filhos. Há poucos meses, o neurologista João Paulo Campos, teve iniciativa e foi em busca de ajuda para a esposa que não estava conseguindo fazer a amamentação correta da filha. “A minha esposa estava tendo muita dificuldade na amamentação, ela estava ansiosa, com muita dor e achava que o bebê não se saciava com o leite, estávamos dando complemento para ele pode comer melhor, mas não funcionava. Foi quando procurei o banco de leite do HGF e lá elas limparam todo esse sistema que nós estávamos dando e focaram no uso do leite materno com a técnica mais adequada. Elas ensinaram o manejo correto de como amamentar e fazer a ordenha. Hoje, minha filha está muito bem, ela cresceu 4 centímetros e ganhou peso na medida esperada”, conta.

A participação de pais, como o João Paulo Campos, é uma demonstração clara que o compromisso com o aleitamento vai muito além da mãe. Alimentar o bebê com leite materno é um dever de toda a família.

Acolhimento

O serviço de neonatologia do HGF funciona atualmente com 18 leitos de alto risco, 16 de médio risco e uma unidade Mãe Canguru. Na unidade neonatal, as mães são contempladas com uma sala de ordenha que funciona 24 horas, com uma profissional de enfermagem exclusiva para acompanhá-las e orientá-las na realização da ordenha mamária, onde coletam leite materno destinado para o consumo do filho internado e/ou para doação. O Banco de Leite do Hospital Geral de Fortaleza tem uma equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fonoaudiológicos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistente social, nutricionista e psicóloga envolvidos com a promoção do aleitamento materno. As mães, após alta hospitalar da maternidade, já saem com o primeiro retorno agendado para o Núcleo de Aleitamento Materno, onde continuam recebendo apoio para manter amamentação.

Coleta em casa

Toda mãe que amamenta pode ajudar a manter o estoque do Banco de Leite Humano do HGF e ajudar os pequenos. O processo de captação é simples e rápido. Para doar leite humano, a mamãe pode vir até o banco de leite do hospital ou ligar para o 85. 31013335 e solicitar a coleta do leite na própria residência. O HGF conta com um veículo que recolhe o leite todos os dias da semana, em dois turnos. As equipes levam às mães um kit doação para realizar a ordenha de forma correta.

Opções para doar

Na rede pública do Governo do Estado, há quatro hospitais com bancos de leite humano. Além do HGF, na capital, tem o banco de leite humano no Hospital Geral César Cals, que funciona 24 horas, de domingo a domingo, e atende pelo telefone 08002865678, e o Hospital Infantil Albert Sabin, que atende de segunda a sexta-feira, pelo 0882804169. No interior, o Hospital Regional Norte, em Sobral, dá orientações e recebe doações pelo 88.3677.9467.

Fotos: Assessoria de Comunicação do HGF

25.07.2016

Assessoria de Comunicação do HGF
Débora Morais
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