Saúde mostra sódio acima dos valores nos rótulos de temperos

22 de agosto de 2016

Com o objetivo de informar e orientar a população sobre a importância de verificar, ficar de olho nos rótulos dos produtos para evitar riscos à saúde, a Secretaria da Saúde do Estado divulga monitoramento do teor de sódio em temperos industrializados. Em 39% de um total de 46 amostras de temperos industrializados coletados pela vigilância sanitária em oito estabelecimentos de Fortaleza, a quantidade de sódio estava acima da declarada no rótulo. A variação do que aparece nos rótulos e as quantidades de sódio constatadas em exames feitos no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) é de 9,02% a 130.340%. A maior variação foi percebida em temperos industrializados em que o valor de sódio declarado nos rótulos era de 5mg e na análise no Lacen foram encontrados 6.522mg. O sódio é um mineral que, quando utilizado em excesso, prejudica a saúde, causando diversas doenças, entre elas a hipertensão arterial.  

O monitoramento do teor de sódio em temperos industrializados foi realizado pela vigilância sanitária no ano passado, seguido da fase de exames no Lacen e de prazos que os estabelecimentos têm para regularizarem os produtos. Dos oito estabelecimentos monitorados, a maioria, no total de cinco, regularizaram a situação, estão com os quantidades de sódio iguais as informadas nos rótulos.

“O consumidor, na hora de escolher os sabores para o paladar quando consome temperos, nunca deve esquecer de dar uma lida nos rótulos dos alimentos industrializados para ficar sabendo dos valores nutricionais e assim contribuir para a promoção da sua saúde, da sua qualidade de vida”, afirma o cardiologista e secretário adjunto da Secretaria da Saúde do Estado, Marcos Gadelha. Ele observa que o sódio é considerado um nutriente de preocupação para a saúde pública porque está relacionado diretamente ao aumento de risco de desenvolver ou agravar as doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão arterial, as doenças cardiovasculares e as doenças renais. O cardiologista alerta para a necessidade de mudança de hábitos: “reduzir o consumo de sal é uma proteção para o coração. O alto teor de sódio na circulação dificulta a passagem do sangue, trazendo uma sobrecarga para o músculo cardíaco”.

A nutricionista Rossana Meira, da vigilância sanitária do Estado, informa que os alimentos industrializados, principalmente os temperos adicionados à comida, que incluem o sal de cozinha, são a principal fonte de sódio. “O problema é que as pessoas que não têm o hábito de ler os rótulos dos alimentos, não desconfiam da quantidade de sódio, muitas vezes exagerada, que estão consumindo. Devem consumir com cautela”.

Só 5 gramas por dia

No Brasil, o consumo médio de sal é de 12 gramas per capita, por dia. Muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Segundo a OMS, o consumo diário de sal não deve ser maior do que 5 gramas. A nutricionista Rossana Meira esclarece que sal não é sinônimo de sódio e que cerca de 40 por cento da composição do sal é sódio.    

22.08.2016

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