Trabalho Escravo: Oficina de capacitação do Projeto Ação Integrada é realizada no Ceará

31 de agosto de 2016

A Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Ceará (Coetrae/Ce), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT), promoveu, na Universidade do Parlamento Cearense, nesta segunda (29) e terça-feira (30), a Oficina de Capacitação do Projeto Ação Integrada.

A oficina teve como objetivo apresentar o tema do trabalho escravo desde o conceito primário até a importância da transversalidade nas políticas públicas para o enfrentamento desse tipo de prática. Além disso buscou formar os diversos representantes de instituições do Governo do Ceará e sociedade civil para que desenvolvam, de acordo com a realidade e as necessidades locais, o projeto Ação Integrada, no acolhimento e atendimento aos trabalhadores vítimas do trabalho escravo.

O Projeto Ação Integrada teve início em Mato Grosso e é uma referência no Brasil. Ele já está sendo aplicado em outros estados além do Ceará. A proposta é unir esforços para promover a modificação social, educacional e econômica dos resgatados do trabalho escravo e vulneráveis. No Ceará, o piloto do Projeto Ação Integrada será implantado no município de Granja.

Patrícia Lima, consultora da OIT, convidada para conduzir a capacitação, acredita que os dois dias de oficina foram muito produtivos. “Dialogamos sobre o que é trabalho escravo, qual o motivo que faz esse projeto ser tão importante e essas pessoas estarem aqui reunidas. Aqui no Ceará existe a peculiaridade de ser coordenado pelo Governo do Estado de forma que possa vir a ser uma política pública. As pessoas estão envolvidas, muito dispostas a conhecer essa experiência e torná-la uma realidade que de fato venha a colaborar na mudança da vida desses trabalhadores”, destacou.

Com o encerramento da oficina a proposta é que o processo discutido durante os dois dias seja efetivado e a partir dele as atividades de ponta como, atendimento ao trabalhador resgatado, abordagem, inclusão sócio produtiva e geração de trabalho decente possa ser implantado.

Para Marilu Sousa, assessora da Secretaria de Mulheres da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece), esse momento foi de grande importância. “Essa oficina veio contribuir nos nossos conhecimentos sobre a questão do trabalho escravo e nos dá muita energia para abraçarmos com mais firmeza esse Projeto Ação Integrada no Estado do Ceará”, destacou.

Samuel Costa não tinha conhecimento aprofundado sobre o tema do trabalho escravo. Para ele a oficina proporcionou uma nova forma de ver a situação. “Acho de grande valia ser abordado dentro das instituições do Estado. Eu não tinha conhecimento do trabalho escravo então eu vou sair daqui com outro conhecimento, com outros desafios e acredito que deveríamos aprofundar esse tema também nas universidades”, concluiu.

Participaram da oficina representantes da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP) da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará, Coordenadoria de Cidadania (Cocid) da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraerce), Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) por meio da CAMC, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Ceará e OIT.

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31.08.2016

Ana Carolina Carvalho
Coordenadoria Especial de Políticas Públicas em Direitos Humanos
Gabinete do Governador
3133.3717 / 3133.3718

Fotos: Max Marduque / Governo do Ceará

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