Hospital Regional Norte sensibiliza famílias sobre doação de órgãos

14 de setembro de 2016

“Doe órgãos, salve vidas”. É com o lema da Campanha Nacional de Doação de Órgãos que o Ceará participa do Setembro Verde, mês dedicado à sensibilização da importância da doação de órgãos e tecidos para transplantes. Na segunda-feira, 12 de setembro, uma família disse “sim” para a doação de órgãos e tecidos no Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, unidade da rede pública do Governo do Ceará. Após a constatação da morte encefálica de um paciente de 46 anos, no início da tarde de domingo, 11, em decorrência de trauma crânio encefálico, foi comunicado à Central de Transplantes do Estado que a família havia autorizado a doação dos órgãos e tecidos. Foram doados os rins, córneas e fígado.

Ainda na segunda-feira, foi enviada uma aeronave para Sobral com uma equipe do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) para receber os órgãos e tecidos. Desde 2008, o Governo do Estado garante aeronaves para o transporte aéreo de órgãos. Tempo é fundamental para o aproveitamento dos órgãos e a efetividade das doações. Por isso a necessidade do transporte aéreo. De 2014 até setembro deste ano foram feitas 65 notificações de potenciais doadores no HRN e efetivadas 23 doações de múltiplos órgãos e tecidos.

O Hospital Regional Norte conta com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), equipe multidisciplinar que realiza a identificação e notificação de potenciais doadores. Os profissionais que compõe essa comissão realizam o trabalho de acompanhamento do estado clínico do paciente e o amparo aos familiares, para que durante todo o período que o paciente esteja sob os cuidados do HRN seja oferecido o melhor atendimento possível. A comissão, que faz a entrevista familiar para a doação, é responsável pela identificação e manutenção de potenciais doadores.

CIHDOTT

Segundo a coordenadora do núcleo de psicologia do HRN e integrante da CIHDOTT, Raíza Souza, o acompanhamento das famílias pela psicologia hospitalar é feito desde a chegada do paciente ao hospital. “Ter um parente na UTI ou na emergência traz à família um sofrimento muito grande. Por isso, nós prestamos um apoio aos familiares em todo período que o paciente fica internado no hospital”, ressalta.

A psicóloga destaca ainda que quando a família enfrenta a possibilidade da perda, a situação exige presteza da equipe. “Isso já muda a percepção a respeito da situação que eles estão vivendo. Então, a gente faz o acompanhamento de perto. Quando a gente lida com um caso de morte encefálica é uma situação em que os familiares precisam muito do nosso apoio”, conclui.

Segundo o médico Olon Leite, membro da CIDOHTT, o processo de captação se inicia quando a equipe médica identifica um potencial doador. “Quando nós analisamos o quadro clínico de um paciente e observamos a probabilidade de morte encefálica, nós chamamos a família e explicamos os exames que serão feitos para confirmar ou não se houve morte cerebral”, explica.

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes conta também com o apoio do serviço social. “Quando estamos em contato com as famílias que têm seus parentes na UTI, nos preocupamos em ajudar da melhor maneira. Geralmente, as visitas para esse setor são apenas de uma pessoa por dia, mas quando o estado de saúde é delicado, procuramos abrir para um número maior de visitas. Também ficamos à disposição dos acompanhantes para auxiliar eles no que precisarem”, destaca a assistente social Kátia Thuanny.

14.09.2016

Assessor de Imprensa do Hospital Regional Norte
Thiago Conrado
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Expediente imprensa2-01