HGF comemora Setembro Verde com 564 transplantes realizados em 2016

19 de setembro de 2016

Negociar, vender, levar os filhos ao colégio são atividades simples de rotina que ganharam um significado especial para o piauiense Cícero Batista, de 43 anos, após um transplante de rim, no último dia 5 de setembro, realizado no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), da rede pública do Governo do Estado. Natural de Teresina, Cícero é representante comercial e há 10 anos foi diagnosticado com insuficiência imunoglubolina A, uma doença que causa mau funcionamento do sistema imunológico. Nos últimos quatro meses, os sintomas se agravaram e então, o transplante de rim foi necessário. “Foram 10 anos tomando medicamentos para controlar a doença até que o médico disse que os remédios não estavam mais fazendo efeito. Meu rim estava apenas com 10% de funcionamento. E lá em Teresina, eles não fazem o transplante de doador vivo, então tive que vir para Fortaleza realizar o transplante”, relembra.

banner transplantes hgf1 2016Com o apoio da família, Cícero não esperou muito. O rim da irmã era compatível. “Foi muito rápido e significativo. Minha irmã que havia sido a primeira a me demonstrar apoio realizou os exames para verificar a compatibilidade e logo recebemos o resultado positivo. Ela havia dito que estaria comigo para o que eu precisasse, e esteve. Graças a Deus, eu só tenho a agradecer à minha irmã que me doou um rim. Toda noite, eu rezo por ela”, diz.

São histórias como a de Cícero Batista que fazem do Setembro Verde, mês dedicado à campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, mais uma oportunidade para conscientizar e alertar a população sobre o tema. Para dar apoio à campanha nacional, o Hospital Geral de Fortaleza está com a fachada iliminada com a cor verde, em alusão à cor do laço como símbolo mundial da doação de órgãos e tecidos para transplantes. “É muito importante que o HGF se envolva numa campanha tão respeitável para a saúde, como está. A doação de órgãos é um ato humanitário, um legado e um gesto de amor”, ressalta João Batista, diretor geral do HGF.

Para a chefe do transplante hepático do HGF, Ivelise Brasil, a doação, do ponto de vista do profissional da saúde, é um dos maiores atos de caridade que pode existir no mundo. “Quando uma família compreende que aquele ato de doação será capaz de mudar várias vidas ao mesmo tempo, pois um doador pode beneficiar até oito pessoas, há uma compreensão daquela pessoa de que a vida dela é uma continuidade, onde você tem a oportunidade de eternizar quando você faz um ato de doação”, explica.

Para ser um doador de órgãos

O passo fundamental para se tornar um doador é conversar com a família e deixar bem claro esse desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Com a notificação de potencial doador, a doação só se concretiza após a autorização da família. O processo de doação começa com a identificação e manutenção dos potenciais doadores. Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), no Ceará a Central de Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado, que repassa a notificação à CIHDOTT. Nos casos de recusa da doação, o processo é encerrado.

19.09.2016

Assessoria de Comunicação do HGF
Débora Morais
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