Profissionais discutem implementação de protocolo clínico de sepse

13 de outubro de 2016

A implementação de protocolos gerenciados no atendimento a pacientes com sepse e choque séptico nos hospitais da rede pública e particular é o objetivo do Seminário de Sepse que a Secretaria da Saúde do Estado realiza nesta quinta-feira (13), das 8 às 13 horas, no Auditório Waldir Arcoverde da Sesa. O seminário reunirá médicos e profissionais de enfermagem de UTIs e representantes das comissões de controle de infecção hospitalar, núcleos de segurança do paciente e núcleos de vigilância epidemiológica de hospitais públicos e privados de Fortaleza para discutir a implementação do protocolo clínico do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), revisado em março deste ano.

Conforme definição do ILAS, a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada. Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente. Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer.

Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil. Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Estima-se que ocorram cerca de 24 milhões de casos de sepse anualmente em todo o mundo, com mortalidade que ultrapassa 50%. No Brasil, a mortalidade é ainda maior, chegando a 65% dos casos.

No último dia 3 de setembro, um estudo sobre sepse realizado pelo Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), da rede de assistência do Governo do Estado, rendeu ao hospital o primeiro lugar no prêmio Melhores Práticas em Destaque 2016, entregue no Seminário Internacional da Organização Nacional de Acreditação (ONA), em São Paulo. O HGWA vem apresentando números positivos na taxa de vidas salvas entre pacientes com diagnósticos de sepse. De janeiro a julho deste ano, a taxa média de vidas salvas ficou em 55%, enquanto a taxa de mortalidade pela doença ficou em 45%.

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Serviço:

Seminário de Sepse

Data: 13 de outubro de 2016
Horário: 8 às 13 horas
Local: Auditório Waldir Arcoverde da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará
Av. Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema

13.10.2016

Assessoria de Comunicação da Sesa
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