Audiência de Custódia: Sejus atende mensalmente mais de três mil pessoas em encontros de grupos

31 de outubro de 2016

A cada mês, mais de três mil pessoas participam dos grupos reflexivos promovidos pela Central de Alternativa Penais (CAP), núcleo da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado que acompanha tornozelados e cumpridores de medidas cautelares. Oriundas das audiências de custódia, essas pessoas encontram nos grupos reflexivos uma forma de acolhimento e um momento para troca de experiências.

Luciana (nome fictício), todo mês, por medida judicial, assiste aos encontros na CAP. Para ela, que é monitorada por tornozeleira eletrônica, os grupos reflexivos são um momento de “fazer amizades e saber mais sobre o mundo”. “Aqui a gente fica entendendo que o mundo do crime não compensa mesmo, que a gente pode transformar um final triste em um final feliz”, conclui. Os grupos reflexivos realizados têm o objetivo de promover o desenvolvimento humano e a prevenção na reincidência de delitos.

Na CAP, além dos técnicos do setor e parceiros da própria Sejus, como os educadores físicos e o Programa de Ações Continuadas de Assistência aos Drogadictos do Sistema Penitenciário (Pacad), os grupos reflexivos são ministrados por ONGs, outras secretarias de Estado e organizações da sociedade civil. Entre eles estão Instituto Negra do Ceará (Inegra), Celebrando Restauração, Brahma Kumaris e Secretaria Especial de Políticas Públicas sobre Drogas.

Elton Gurgel, coordenador da CAP, destaca a importância e necessidade dessas parcerias, que são essenciais para atender às demandas dos assistidos. ”Os parceiros que conduzem os grupos reflexivos têm uma expertise, uma experiência e prática para assuntos tão específicos, que nós não teríamos”, diz o coordenador.

É como atua a Secretaria Especial de Políticas Públicas sobre Drogas, que disponibiliza técnicos que debatem a redução de danos entre os assistidos pelos grupos reflexivos.

Um desses profissionais, Driele Venâncio, explica que o principal objetivo é ter uma conversa sincera com os participantes. “Os nossos grupos aqui na CAP são focados nas técnicas de redução de danos e trocamos experiências sobre o que pode ser feito para amenizar os problemas com álcool e outras drogas”. Driele diz ainda que a redução de danos não é uma “prática moralista” e que “em cada reunião é possível descobrir novas possibilidades com eles. É uma construção”.

Segundo o coordenador da CAP, o atendimento hoje já ultrapassa o espaço físico da Central. “Hoje temos pessoas atendidas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), nos Vapt Vupt – no caso dos que cumprem medidas pelas leis de trânsito”, diz Elton. Recentemente foi iniciado atendimento no Napaz, entidade localizada no Serviluz, que conta com terapia comunitária e atividades diversas para esse público.

31.10.2016

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