Trabalho escravo: Coetrae prevê ações conjuntas com instituto InPacto e Sinait

17 de novembro de 2016

Nesta quinta-feira (17), a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Ceará (Coetrae/CE) recebeu representantes do Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPacto) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT).

A assessora especial do Sinait, Patrícia Maranhão, apresentou o conceito do Movimento Ação Integrada e a metodologia geral do programa demostrando as experiências exitosas pelo País.

O objetivo inicial foi apresentar a diversidade de iniciativas do Ação Integrada no combate ao trabalho escravo especialmente voltadas para assistência a vítimas e prevenção do trabalho escravo. Em todas as iniciativas foram destacadas as semelhanças e particularidades.

Para Patrícia Maranhão, é importante que os modelos existentes sejam repassados, mas que a instituição pense um modelo próprio em relação às necessidades específicas do Estado. “A partir da Coetrae está sendo apoiada a formação de uma iniciativa de ação integrada voltada para a cadeia produtiva da carnaúba, para os trabalhadores o que é algo extremamente inovador em relação as iniciativas que existem no País. É desafiante”, destacou.

Mércia Silva, diretora executiva do Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO), acredita que envolver o setor privado na mobilização, em estratégias de monitoramento, sensibilização e mobilização de toda a cadeia produtiva, fornecedores e clientes é necessário para que haja engajamento contra o trabalho escravo.

“Viemos ao Ceará para conversar com a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo para encontrarmos uma sinergia. O Ceará é um estado que tem uma produção integrada em uma agenda globalizada. Muitos produtos são para exportação, então estamos tentando trazer tanto essa visão de fora, de dentro das grandes multinacionais, com produção local de alguns dos insumos que o Estado exporta, como também a expertise na promoção de saberes de como combater o trabalho escravo e conseguir daqui pra frente estabelecer uma agenda com o Ceará”, concluiu.

Para o presidente da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo do Ceará (Coetrae/CE) e coordenador Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Estado do Ceará, Demitri Cruz, o diálogo permitiu grandes esclarecimentos para o planejamento de ações para 2017.

“Temos uma perspectiva de ter uma ação permanente de acompanhamento  dos trabalhadores resgatados e também em desenvolver atividades em algumas comunidades em situação de vulnerabilidade. Estamos compartilhando experiências e pensando como elaborar estratégias conjuntas, ações locais em conjunto com ações que essas instituições pensam em âmbito nacional”, finalizou.

 

 

17.11.2016

    

Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos
Ana Carolina Carvalho
Jornalista
3133 – 3717 / 3718

Expediente coordenadoria-01