Pesquisa revela crescimento econômico na região do CIPP entre 2010 e 2015

22 de novembro de 2016

O estudo revelou crescimento real de salários da ordem de 23%, entre 2009 e 2015

“Com 22 grandes indústrias instaladas, oito em instalação e um porto, o CIPP (Complexo Industrial e Portuário do Pecém) é uma locomotiva de geração de empregos, o que torna a região muito importante para o Ceará, dada também a qualidade dos empregos gerados e a formalização, o que vem assegurando novos benefícios aos trabalhadores da região. E isso vem se consolidando e avançando, graças à integração do Governo do Ceará com as prefeituras da região e a iniciativa privada. Para termos uma ideia do que isso representa, de 2010 para 2015, essa política de ações integradas viabilizou o incremento de 29 mil para 45 mil empregos formais na área”. A declaração é do secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Josbertini Clementino, que, na manhã desta terça-feira (22), participou da apresentação do estudo O Mercado de Trabalho no entorno do CIPP – Dinâmica Recente. “A região representa cerca de 6% do PIB do Ceará e contempla também pouco mais de 6% da população estadual, então é bastante relevante”, complementa Josbertini.

Realizado em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) e a Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP), o estudo buscou dimensionar a oferta de força de trabalho, tanto presente quanto futura, no entorno do Complexo, considerando um grupo de sete municípios. Além disso, estimou, inicialmente, que a população de quinze anos ou mais de idade dessa região passou de 273 mil pessoas, em 2000, para 401 mil, em 2015, podendo chegar a algo próximo de 415 mil, em 2020.

O analista de Mercado de Trabalho do IDT, Mardônio Costa, reforça que a área tem forte dinamismo econômico e, consequentemente, forte potencial para geração de empregos para o Estado. “O estudo serve para subsidiar políticas do trabalho no âmbito do CIPP, assim como disponibiliza uma base de ações sistematizadas para a classe empresarial, especialmente para empresas que lá pretendem se instalar”, explica Costa.

O estudo revela ainda crescimento real de salários da ordem de 23%, entre 2009 e 2015, restrito ao mercado de trabalho urbano de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, o que contribuiu para o arrefecimento dos impactos da perda de dinamismo do mercado de trabalho no ano passado.

O aglomerado Caucaia/São Gonçalo do Amarante vem experimentando importantes transformações em decorrência de relevantes investimentos que ocorreram na região, em que são destaques o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a Zona de Processamento de Exportação e a siderúrgica, empreendimentos que atraíram diversas outras empresas contribuindo para incrementar a oferta de emprego, formalizar as relações de trabalho, reduzir o desemprego e elevar o nível de renda da população.

Empregos gerados

As análises dos números do emprego formal da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) não deixam dúvidas sobre o processo de estruturação pelo qual o mercado de trabalho da região passou nos últimos anos, quando foram gerados 21,6 mil empregos formais, nos anos de 2010 a 2014, contemplando todos os setores econômicos. Há fortes indícios de que esta dinâmica está demandando trabalhadores mais escolarizados, já que nove em cada dez empregos gerados foram ocupados por trabalhadores de nível médio ou superior, além da concentração da remuneração na faixa de um a três salários mínimos.

Por sua vez, os números da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMF), restritos às áreas urbanas do aglomerado Caucaia/São Gonçalo do Amarante, apontam para uma população em idade ativa próxima de 298 mil pessoas, em 2015. A população economicamente ativa contabilizava 162 mil pessoas, sendo 147 mil ocupadas e 15 mil desempregadas.

Rendimentos registraram ganhos reais

O rendimento médio real mensal dos trabalhadores do aglomerado Caucaia/São Gonçalo do Amarante logrou importantes ganhos reais, nos anos de 2009 a 2015 (23,0%), ressaltando-se que foram bem menores entre 2012 e 2015. Assim, em média, os trabalhadores de Caucaia e São Gonçalo do Amarante ainda tiveram seus salários reajustados acima dos níveis de inflação, em 2015, comparativamente a 2012, apesar da perda de dinamismo do mercado de trabalho local e da elevação do desemprego. Na margem, o rendimento médio real do trabalho registrou queda em 2015, em paralelo ao ano anterior, sendo estimado em R$ 1.138.

Estes ganhos reais beneficiaram quase todos os segmentos analisados, exceto os trabalhadores do comércio e reparação de veículos, onde o rendimento médio real apresentou oscilação negativa (-0,7%), entre 2012 e 2015. Destacam-se os ganhos reais das mulheres (24,2%), dos trabalhadores com escolaridade até o fundamental incompleto (42,6%), no setor da construção (6,7%), dos empregados do setor privado (17,9%) e dos autônomos (44,5%).

Estes ganhos reais possibilitaram a redução das desigualdades salariais existentes entre homens e mulheres, trabalhadores menos e mais escolarizados e com menores e maiores rendimentos. Mas mesmo não havendo grandes diferenças salariais entre os setores econômicos, os salários relativamente maiores foram encontrados nos setores de serviços (R$ 1.204) e da construção (R$ 1.197).

Participação de homens adultos

O estudo mostrou taxas de ocupação bem diferenciadas por sexo, o que explicita as dificuldades de acesso a uma oportunidade de trabalho, onde as mulheres, os mais jovens e os menos escolarizados apresentam maiores dificuldades.

Jornada de trabalho

Quanto à jornada de trabalho, o estudo revela forte convergência para o limite da jornada legal, na maioria dos setores, como estão a indicar as jornadas média (43 horas) e mediana (44 horas), muito influenciadas pela expansão do emprego formal. Há certa heterogeneidade na extensão da jornada de trabalho entre os setores econômicos e, notadamente, entre as diversas posições na ocupação, em decorrência da diversidade de formas de inserção laboral.

22.11.2016

Foto: José Wagner / Gestor / Célula de Fotografia

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