Acolhimento Materno do César Cals favorece tratamento de bebês

5 de Janeiro de 2017

A jornada diária de Elize Gardênia Oliveira Rocha, doméstica de 34 anos, moradora da Barra do Ceará, começa às 5h20. Ela prepara o café e segue para o Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), da rede pública do Governo do Estado, por volta das 6h40. Após deixar tudo organizado em casa, ela chega ao hospital para a primeira dieta do filho, que começa antes das 8 horas. Tudo isso começou depois de dez dias de internação em que ela passou no Hospital César Cals, após o nascimento do filho Kaleb Oliveira de Paula, que veio ao mundo com apenas cinco meses. Desde o dia 27 de outubro de 2016, ele permanece na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, onde é acompanhado.

Para atravessar todos esses momentos, Elize e outras 19 mães têm o apoio que faz toda a diferença, é o serviço de Acolhimento Materno do HGCC, que acompanha as mães durante todo o tempo em que os filhos recém-nascidos permanecem internados por conta da prematuridade ou outros problemas. Todos os dias da semana, sem exceção, elas têm um local próprio para vir ao hospital, passar o dia, fazer suas atividades integradas e com isso acompanhar de perto todo o tratamento dos filhos. Durante esse tempo, elas contam com terapeutas ocupacionais, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, agentes administrativos, entre outros, profissionais que dão suporte técnico e emocional.

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A terapeuta ocupacional, Cláudia Hemerita, ressalta que as mães precisam de muita atenção por conta da tensão provocada ao ter um filho na UTI. Daí o sucesso das sessões de terapia ocupacional, momento em que todas participam das atividades de arte e educação, terapia com música, rodas de conversa, e outros momentos em que recebem orientações sobre os mais variados temas ligados à saúde e ao cuidado com o recém-nascido. “Durante as atividades, vários assuntos são abordados, como amamentação, relacionamento com os outros filhos em casa, relacionamento com o esposo, além de testemunhos e compartilhamento de experiências”, afirma Cláudia. Já Elize confirma as palavras da terapeuta e diz que poder participar do Acolhimento Materno “é como uma terapia para a cabeça, para a saúde”.

Assim como ela, Andreza Furtado de Oliveira, de 18 anos, mãe do pequeno Juan Riquelmei Oliveira da Silva, prematuro de seis meses, tem muito a agradecer pelo apoio encontrado no César Cals. O filho dela está na UTI neonatal desde o dia 2 de outubro de 2016. Ele nasceu pesando 650g e, com anemia, atualmente, ele está pesando 1,5kg e se recupera a cada dia. Segundo ela, o acolhimento é essencial para passarmos por esse momento. “Nós temos psicólogos, terapeutas ocupacionais, podemos compartilhar nossas experiências, trocar ideias e receber apoio uma das outras”, esclarece.

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São várias histórias, momentos especiais, vivências e experiências que conseguem mudar completamente a vida de muitas mulheres. Na manhã desta quinta-feira, 5, Kaleb, o filho de Elize deu mais um sinal de recuperação. Passou a respirar sem ajuda de aparelhos. “Ele sozinho tirou o tubo e começou a respirar”, conta. Para ela e tantas outras, as etapas a serem percorridas são difíceis e parecem sem fim, mas sabem que precisam continuar e ajudar nos cuidados com os filhos. “É difícil, a gente desanima, mas não podemos desistir. Aqui a gente não paga nada e tem tudo”, conclui.

O número de mães que participam do serviço varia sempre. Elas recebem alta, mas continuam vindo ao hospital e passam a fazer parte do cuidado com os bebês. Elas têm ainda apoio do banco de leite, onde fazem a ordenha do leite materno para levar aos filhos, das palestras informativas promovidas pelos profissionais da Residência Integrada em Saúde, do serviço do acolhimento e recebem quatro refeições diariamente. Atualmente, 20 mães são acompanhadas pelo Acolhimento Materno do Hospital Geral César Cals.

 

05.01.2017

Assessoria de Comunicação do HGCC
Wescley Jorge
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Expediente imprensa 05dez 2016-01