#MêsdaMulher: Seminário lança projeto de saúde reprodutiva para mulheres em risco social

8 de março de 2017 # # # #

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Prioridade é o implante subdérmico, método contraceptivo reversível de longa duração

WEB MVS1381O projeto Saúde Reprodutiva em Mulheres em Condição de Vulnerabilidade foi apresentado nesta quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, durante o seminário Planejamento Sexual e Reprodutivo para Mulheres em Situação de Risco Social. Realizado em parceria pela Secretaria da Saúde do Ceará, Secretaria de Justiça e Cidadania, Programa Mais Infância Ceará e Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia (Socego), o seminário reuniu médicos e profissionais de enfermagem da atenção primária dos municípios e das maternidades de referência no Estado, além de integrantes dos movimentos sociais ligados às mulheres.

O planejamento reprodutivo, além de prevenir a gravidez não planejada, as gestações de alto risco e a promoção de maior intervalo entre os partos, proporciona às mulheres a independência quanto ao tempo dedicado à própria formação educacional e às escolhas profissionais. O desafio atual é garantir que a informação e as opções de planejamento reprodutivo cheguem às populações de mulheres vulneráveis como as adolescentes, as usuárias de drogas, as moradoras de rua e as presidiárias.

“É aí onde temos que chegar, nos lugares mais vulneráveis do Ceará”, convocou a Primeira-Dama do Ceará, Onélia Leite Santana, na abertura do seminário. Foi como presidente do Comitê Consultivo Intersetorial das Políticas de Desenvolvimento Infantil (CPDI) que Onélia Santana articulou a elaboração do projeto de Saúde Reprodutiva, depois de sua primeira visita a um abrigo infantil, onde conheceu o terceiro filho de uma usuária de drogas, com severas sequelas em consequência da condição de vida da mãe. “O Programa Mais Infância Ceará é para reunir as secretarias e assumir que o problema é nosso”, resumiu a Primeira-Dama.

O secretário adjunto da Secretaria da Saúde, Marcos Gadelha, observou que “a linha de cuidado materno-infantil começa com o planejamento familiar, enquanto que a vice-presidente da Socego, Liduína Rocha, reconheceu que “só o fato de sermos mulher já nos torna vulneráveis”. A supervisora do Núcleo de Atenção à Saúde da Mulher, Adolescente e Criança (Nusmac/Sesa), Silvana Napoleão, deu um recado direto aos profissionais de saúde participantes do seminário: “O papel de vocês será fomentar a cultura do planejamento reprodutivo como direito de escolha e de autonomia dessas mulheres”.
Projeto iniciado.

O Projeto Saúde Reprodutiva em Mulheres em Condição de Vulnerabilidade já foi iniciado no Presídio Feminino Auri Moura Costa, com 775 mulheres atendidas por profissionais já qualificados, e será estendido aos centros socioeducativos, dependentes químicas em situação de risco social e às adolescentes que realizaram o primeiro parto nas maternidades de referência do Estado. A iniciativa prevê a oferta de métodos contraceptivos gratuitos às mulheres assistidas, com prioridade para o implante subdérmico, método contraceptivo reversível de longa duração. O objetivo é reduzir a mortalidade materna e infantil no Ceará e a taxa de gravidez não planejada nas mulheres em situação de risco social, reduzir as gestações de alto risco, a taxa de aborto e diminuir a evasão escolar das adolescentes.

O Ceará registrou em 2015 um total de 24.265 mulheres de 10 a 19 anos grávidas. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), 57,4% das mulheres entre 18 e 49 anos no Estado evitam a gravidez com a utilização de métodos contraceptivos. Mesmo assim, 75,5% das mulheres nessa faixa etária já engravidaram e a idade média da primeira gravidez é de 20,7 anos.

No Brasil, a Política Nacional de Planejamento Familiar assegura a toda mulher em idade fértil (de 10 a 49 anos de idade) o acesso aos anticoncepcionais nas Unidades Básicas de Saúde. A escolha da metodologia mais adequada deverá ser feita pela paciente, após entender os prós e contras de cada um dos métodos. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), feita em 2006, revelou que 46% das gravidezes não são planejadas.
08.03.2017

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Fotos: Marcos Studart / Governo do Ceará

Expediente imprensa 09jan 2017-01