Bons hábitos auxiliam no controle da hipertensão arterial

26 de abril de 2017

Assessoria de Imprensa – Lacen/ IPC / CIDH Suzana de Araújo Mont'Alverne (85) 3101-1488 suzana.alverne@lacen.ce.gov.br

No Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, o Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), do Governo do Ceará, faz um alerta para a prevenção e o controle da hipertensão arterial. Em relatório recente do Ministério da Saúde, através do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), ressaltou-se o aumento de doenças crônicas no período de uma década. A hipertensão arterial, por exemplo, apresentou um avanço de 14,2%. Passou de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. O melhor tratamento para as pessoas com hipertensão é a mudança no estilo de vida, com a adoção de uma dieta balanceada, aliada à prática de exercícios pelo menos três vezes na semana.

Caracterizada pela elevação da pressão do sangue nas artérias, a hipertensão arterial é uma doença crônica assintomática. “A hipertensão arterial normalmente não apresenta sintoma, a não ser que suba muita rapidamente e para valores muito elevados. Nesse caso, o paciente apresenta um quadro intitulado de ”crise hipertensiva” que pode ser caracterizado por dor de cabeça, náuseas, vômito e tontura”, explica a endocrinologista do CIDH, Adriana Forti. E foi assim que o aposentado José Valmir Rodrigues, de 66 anos, diagnosticado hipertenso desde 2007, descobriu que estava com o problema. “Eu bebia muito e consumia alimentos da rua, com sal e gordura. E o dia seguinte a essas noitadas eram terríveis. Sentia muita dor de cabeça, uma agonia como se me faltasse ar. Fui ao médico e foi assim que descobri que minha pressão estava bem acima do normal”, diz.
Incidência da doença

A hipertensão arterial é uma doença que atinge uma em quatro pessoas adultas no Brasil. A hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão. O diagnóstico precoce é muito importante. Uma pessoa é considerada hipertensa quando os níveis de pressão arterial estão acima de 14 por 9 (≥ 140 e/ou 90mmhg). “Entretanto, para se evitar a hipertensão do ‘jaleco branco’, ou seja, o aumento da pressão arterial somente quando o paciente está na presença do médico, para se fazer o diagnóstico de hipertensão deve se ter, pelo menos, duas medidas de 14 por 9, em ocasiões diferentes”, explica a endocrinologista. Os adultos devem medir a pressão a cada seis meses, principalmente quem tem casos de hipertensão na família.

A hipertensão não tem cura, mas tem controle. “Uma vez controlada, a pessoa com hipertensão vive bem e com qualidade”, diz a médica. Com idas regulares ao CIDH, José diz que mudou seu estilo de vida. “Hoje quase não bebo e me alimento bem, evito fritura e sal”, conta. Vários são os fatores de risco para a hipertensão arterial. Entre eles está a predisposição hereditária, a obesidade, o diabetes, o consumo excessivo de sal e álcool, o estresse e o sedentarismo.
Atendimento no CIDH

O paciente de primeira vez é encaminhado ao CIDH pelas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. O paciente inicialmente é atendido pelo setor de enfermagem, onde tem o histórico avaliado, além da medição da pressão, peso e a glicemia capilar, e logo é encaminhado para o médico. A depender da complicação que apresenta, ele poderá ser visto pelo clínico ou pelo especialista (cardiologista, nefrologista, vascular, neurologista, oftalmologista).

Também será encaminhado ao nutricionista, para orientações sobre os hábitos alimentares e ao fisioterapeuta, caso haja necessidade. Vale lembrar que os pacientes também serão atendidos na atenção primária, visto que a consulta no CIDH é complementar ao tratamento na atenção primária em saúde. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, de 7 às 17 horas.
Bons hábitos

O melhor tratamento para as pessoas com hipertensão é a mudança no estilo de vida, com a adoção de uma dieta balanceada, aliada à prática de exercícios pelo menos três vezes na semana. A endocrinologista do CIDH listou algumas dicas:

– Fracione a alimentação, ou seja, coma de três em três horas.
– Faça atividades físicas.
– Reduza o consumo de sal.
– Consumir carne vermelha no máximo duas vezes por semana. Dar prioridade às carnes brancas.
– Frutas e verduras devem ser prioridade na dieta.
– Por terem um alto teor de sódio, os alimentos industrializados devem ser evitados.
– Evite o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas, que muitas vezes causam o aumento da pressão.
– Refrigerantes devem ser evitados, por causa do excesso de açúcar e de sódio.
– O excesso de cafeína deve ser evitado.
– O consumo de castanhas, nozes e gergelim (todos sem sal) auxilia a baixar o mau colesterol (LDL) e a subir o bom colesterol (HDL).

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