Parcerias geram emprego para internos do sistema penitenciário

26 de abril de 2017 # # # #

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Francisco Aureliano, entre a colocação de um aviamento e outro, sentencia: “estou me sentindo novamente um cidadão”. O interno do Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis) está empregado em uma das empresas instaladas na unidade e já planeja uma vida nova quando sair do sistema prisional. “Não somos refugo da sociedade, tem gente aqui querendo recomeçar, como eu. Vou agarrar esta oportunidade”.

Inaugurado em novembro de 2016, o Cepis é a maior penitenciária do Ceará, com capacidade para 1.016 presos. O equipamento foi construído para ser uma unidade voltada para o trabalho e já dá sinais da sua vocação, com duas linhas de produção de confecção em atuação.

Uma delas é a Siker, que já está presente nas unidades há dois anos, quando passou pela Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL 2) e Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes. Recentemente se instalou no Cepis, de onde não deve mais sair. Para Carlos Galdino, diretor comercial da marca, a experiência dentro do sistema penitenciário tem sido enriquecedora e o modelo Cepis deveria ser estendido para outras unidades. “Para além do retorno financeiro, acreditamos que, ocupando os internos, abrimos caminho para a ressocialização”.

É no que acredita Edson Júnior, interno e funcionário da Siker. “Ocupo a minha mente e meu tempo com o trabalho, é melhor que ficar trancafiado”. Júnior indica que aprendeu um novo ofício trabalhando na fábrica e que pretende, ao sair da unidade, procurar emprego no ramo de confecção.

Os internos trabalham de 8h às 17h, com intervalo para almoço, e recebem como remuneração o valor de ¾ do salário mínimo vigente e o pagamento é depositado numa conta indicada pelo interno. O trabalho na unidade também auxilia na remição e três dias trabalhados correspondem a um a menos na pena.

Para Socorro França, secretária da Justiça e Cidadania, o trabalho dentro das unidades é, além da plena aplicação da Lei de Execução Penal, oportunidade de inclusão. “O trabalho para esses internos significa mais do que simplesmente receber um salário. É a sua reinserção, capacitação e preparação para quando saírem daqui”, diz a titular da pasta.

Outra empresa, do ramo de camisolas e baby dolls, também se instalou na Cepis há três semanas e já colhe frutos. “Nos surpreendemos com a qualidade das costuras feitas pelos internos e já esperamos uma produção de, em média, 300 peças por semana”, indica a encarregada pela produção da fábrica.

José Nilson, trabalhador da confecção, diz que pensa na remição e no salário, mas também pensa no respeito. “Eu melhorei a minha autoestima, estou mais confiante depois que comecei a trabalhar todos os dias. A ocupação diária me faz pensar que lá fora eu tenho chances”, diz.

As duas fábricas empregam 22 funcionários e outras empresas já realizam estudo de viabilidade junto à Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso da Sejus (Cispe) para se instalarem na unidade.

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