Curso forma coordenadores hospitalares de transplantes

27 de abril de 2017 # # # # #

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A Secretaria da Saúde do Ceará inicia nesta sexta-feira (28) o XV Curso de Coordenadores Hospitalares de Transplantes, ao oferecer o módulo básico para formação de 115 profissionais que atuam em hospitais e unidades de assistência de Fortaleza, Sobral e da região do Cariri. O curso será realizado das 8 às 17 horas, no Hotel Plaza Suítes, Rua Barão de Aracati, 94, Praia de Iracema. O objetivo é qualificar as atividades profissionais relacionadas à política de transplantes, através do desenvolvimento de competências gerais, como identificação e seleção de potencial doador de órgãos e tecidos para transplantes, manutenção do potencial doador, diagnóstico de morte encefálica, entrevista familiar e remoção de órgãos.

O Ceará tem 62 hospitais notificantes de potenciais doadores, públicos, privados e filantrópicos, cadastrados no Ministério da Saúde. Das 18 Comissões Intra-Hospitalares formalizadas no Estado, 14 delas funcionam em Fortaleza, duas em Sobral e duas no Cariri. As UPAs 24 horas também fazem a notificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos através dos hospitais notificantes.

O Brasil tem hoje o maior sistema público de transplantes do mundo, no qual cerca de 95% dos procedimentos e cirurgias são feitos com recursos públicos. O Ceará, anualmente, fica entre os Estados que mais realizam transplantes de órgãos no país, com recordes sucessivos. Em 2016, foram realizados 1.874 transplantes e, em 2015, 1.430. Além do elevado nível de especialização e excelência das equipes transplantadoras no Ceará e do trabalho das comissões intra-hospitalares, um dos principais fatores que contribuem para o crescimento no número de transplantes é a solidariedade dos cearenses. Para ser um doador não precisa deixar mais nada por escrito, basta avisar à família sobre a vontade de doar e ajudar a salvar vidas.

O processo de doação começa com a identificação e a manutenção dos potenciais doadores. O profissional da CIHDOTT realiza avaliação das condições clínicas do potencial doador, da viabilidade dos órgãos a serem extraídos e faz entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos. Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Transplantes, que repassa a notificação à CIHDOTT. Nos casos de recusa da doação, o processo é encerrado.

No primeiro trimestre deste ano, o Ceará superou em 8,69% o número de transplantes realizados no mesmo período do ano passado. Foram 375 transplantes realizados entre janeiro e março de 2017 e 345 nos três primeiros meses de 2016. Até o dia 26 de abril deste ano, a Central de Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado registrava um total de 438 transplantes realizados no ano – 62 de rim, 10 de coração, 62 de fígado, 20 de medula óssea, 283 de córnea e um de esclera.

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