CE Pacífico: Polícia Militar oferta aulas de música para crianças e adolescentes da Uniseg 1

24 de maio de 2017 # #

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Violões, flautas, folhas de partitura e a vontade de mudar o contexto social no qual muitas crianças e adolescentes estão inseridos. Esses são alguns dos instrumentos de trabalho utilizados pela Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE) no combate à violência na Unidade Integrada de Segurança 1 (Uniseg 1) de Fortaleza. A área faz parte do território de atuação das ações promovidas pelo Pacto por um Ceará Pacífico, programa do Governo do Ceará focado na implantação e na propagação de iniciativas pacificadoras e de cidadania dentro das comunidades.

A Unidade já conta com vários projetos sociais desenvolvidos pela PMCE a serviço da população. Mas, na noite de ontem (22), os moradores dos bairros Vicente Pinzon, Cais do Porto e Mucuripe (que compreendem a Uniseg 1) tomaram conhecimento de mais uma estratégia das forças de segurança no enfrentamento ao crime: o ‘Projeto Acord’Arte. O som da esperança!”.

“É a música utilizada como fomentação de valores sociais e éticos. Além da iniciativa oferecer oportunidade para desenvolver a habilidade musical, os alunos podem se profissionalizar na área”, explica o capitão da PM e comandante da área, Messias Mendes, sobre o Acord’Arte. Ele também conta que o projeto é realizado em parceria com o Pacto por um Ceará Pacífico como estratégia para afastar crianças e adolescentes da violência e das drogas, com ensinamentos musicais, de cidadania e respeito. A princípio, os interessados terão aulas de práticas de flauta, violão e teorias de partitura. O curso vai ser ministrado em vários pontos da Uniseg 1. A idéia é trazer a música à população tocada pelos próprios membros da comunidade, ocupando espaços públicos como o Mirante, por exemplo.

Para apresentar o novo projeto aos moradores, um encontro foi marcado entre os militares e dezenas de pais, mães, madrastas, avós e demais responsáveis pela garotada. “Quando olhei, a sala estava lotada”, comenta Mendes, ao relembrar a surpresa que teve com a aceitação imediata da população, e continua: “Eles veem na Polícia essa força amiga. Essa disposição. Minha preocupação é de passar para os pais o interesse da Polícia e do governo de propagar a boa cidadania”. Ele ainda avalia a juventude como um público com muito potencial para se trabalhar. Todos que têm entre 10 e 17 anos são convidados a participar do Acord’Arte.

Entre as 40 pessoas presentes na reunião, realizada no Serviluz, estava o casal Raquel Virgínia e Eliseu Cordeiro. Eles são pais de uma das crianças inscritas, Ana Júlia, de 8 anos. “Eu acho muito legal essa iniciativa. Na rua, eles (crianças) aprendem muitas coisas erradas. Com a mente ocupada, isso não acontece”, avalia Raquel, sobre o projeto. Ela e o marido, que moram no Serviluz, souberam da reunião graças à visita de policiais militares em sua casa, que foram com o objetivo de anunciar o curso.

Da mesma forma a notícia chegou à Denise Andrade, outra moradora do Serviluz e que inscreveu sua enteada, Raissa Victoria, de 13 anos. “Eu achei muito bom. Espero que ajude na educação dela”, estima, Denise. Ambas as meninas já começam as aulas nesta sexta (26). Raissa vai compor a turma da tarde e, Ana Júlia, a turma da manhã. Raquel ainda deixa um recado para os moradores de sua comunidade: “Que eles façam as inscrições dos filhos, que vai ser muito bom para eles. Temos que incentivar para que aprendam coisas boas”, sugere.

Com menos de 24 horas de divulgação, o Acord’Arte já apresenta resultados motivadores dentro do território onde irá atuar. Alguns interessados em participar, que estavam fora da escola, já procuraram instituições de ensino para se matricular e continuar os estudos. Pois uma das condições para participar do curso é ser devidamente matriculado em uma escola. Para ajudar, policiais que atuam no Ronda Escolar realizam contatos com as instituições na busca por vagas. “É uma força tarefa para melhorar a comunidade”, afirma Mendes.

O professor do curso de música é o sargento Erenilton da Silva, músico profissional há mais de 20 anos. Ele foi saxofonista da banda da Polícia Militar por seis anos e, desde os 12, participa do grupo musical da igreja da qual é membro, onde aprendeu a tocar e já formou outras duas bandas. Há quase 14 anos nos quadros da PM, o policial era lotado na 2ª Companhia do 17º Batalhão da PM (2ª Cia do 17º BPM), no Conjunto Ceará, e foi transferido especificamente para atuar no Acord’Arte. “Foi uma das transferências que eu mais desejei”, declara o sargento. Para ele, a reunião realizada ontem foi muito satisfatória. “É gratificante quando uma mãe chega e diz: ‘ensine meu filho’ (…). Eu acredito que esse projeto vai ser um piloto para a gente atingir muitas áreas e alcançar muito jovens”. Ele vai trabalhar na Uniseg 1, mas seus planos já ultrapassam as fronteiras do Ceará: “Além de formar cidadãos, a gente vai utilizar a música para que os alunos sejam profissionais para tocar em uma banda da Polícia, um dia, quem sabe, e até fazer apresentações fora do Estado”, almeja.

O curso vai começar com aulas de flauta e, em seguida, de violão. Mas o policial revela o desejo de inserir práticas de saxofone, trompete, trombone e instrumentos de percussão na grade de ensino.

A previsão é de que os ensinamentos comecem na próxima sexta (26), em horários durante a manhã e tarde, com 15 vagas por turno em cada dia. A meta é atingir o número de 60 inscritos para dar início ao trabalho. Para isso, a Uniseg conta com algumas flautas que são frutos de doações. Quem quiser ajudar e ofertar mais instrumentos, é só entrar em contato com a coordenação do projeto, que fica na 2ª Cia do 8º BPM, na Avenida Zezé Diogo, no Cais do Porto. O endereço é o mesmo destino para quem quer fazer sua inscrição no Acord’Arte. “A gente convida a todos a se inscrever para ajudar a construir nossa banda”, propõe o sargento Erenilton.