Webpalestra: infectologista tira dúvidas sobre chikungunya

1 de junho de 2017 # # #

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Com o objetivo de tirar dúvidas sobre os sintomas da chikungunya e sobre o manejo clínico dos pacientes e identificação dos aspectos de gravidade da doença, a infectologista Tânia Coelho, diretora do Hospital São José, ministrará nesta quinta-feira (1º), às 14 horas, webpalestra sobre a arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que registra maior número de casos confirmados no Ceará em 2017.

A transmissão da webpalestra será feita através do Telessaúde, que permite que seja repassada atualização à distância. Além da exposição da palestrante, haverá interação entre os participantes por meio de perguntas e respostas. Para participar da webpalestra, basta clicar no link http://webconf2.rnp.br/rutehuwcufc.

Ao lado do também infectologista Afonso Bezerra Lima, a médica Tânia Coelho iniciou na terça-feira, 30 de maio, a capacitação promovida pela Secretaria da Saúde do Ceará que, até o dia 4 de julho, vai preparar 466 médicos da atenção primária e hospitais dos municípios para o manejo clínico de pacientes com dengue, chikungunya e zika.

A primeira oficina da Capacitação no Manejo Clínico das Arboviroses destinou-se a médicos indicados pela Prefeitura de Fortaleza. No dia 6 de junho, começam as oficinas macrorregionais, com duas vagas para médicos indicados por município para a capacitação.

A primeira oficina macrorregional acontecerá no Auditório Waldir Arcoverde, das 13 às 17 horas, para médicos dos municípios da Macrorregião de Saúde de Fortaleza. Em seguida acontecerão as oficinas das Macrorregiões Litoral Leste (13 de junho), Sobral (20 de junho), Cariri (27 de junho), e Sertão Central (4 de julho).

Dados epidemiológicos

Doença nova no Ceará, a chikungunya registra casos desde 2014 no Estado, por isso a população ainda é muito suscetível. Em 2016 houve transmissão sustentada da doença no Ceará, com 31.482 casos confirmados em 139 municípios. Este ano, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado, foram confirmados 20.515 casos até a semana epidemiológica 21, com 14 óbitos em consequência da doença. “É uma doença nova no Ceará, com manifestações clínicas atípicas, e é preciso fazer o profissional pensar em chikungunya diante de casos suspeitos”, diz a médica Tânia Coelho, infectologista do Hospital São José, unidade da rede pública de saúde do Ceará.

Arboviroses são as doenças causadas pelos arbovírus, que incluem os vírus da dengue, da febre chikungunya, da zika e da febre amarela. A classificação arbovírus engloba todos aqueles transmitidos por artrópodes, classificação de insetos e aracnídeos como mosquitos, carrapatos e aranhas. A cada ano, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo são infectadas e mais de um milhão morrem por doenças transmitidas por mosquitos, moscas, carrapatos e outros vetores.

São doenças que não passam diretamente de uma pessoa para outra, transmitidas geralmente por insetos, responsáveis pela veiculação biológica de parasitas e microrganismos ao homem e animais domésticos. No Brasil, inúmeras doenças são transmitidas por vetores, com destaque para dengue, malária, doença de Chagas e leishmaniose.

Para o enfrentamento às arboviroses em todo o Estado, a Sesa realizou visitas técnicas de apoio aos municípios, com fornecimento de material de apoio aos agentes de controles de endemias municipais, distribuição de dez mil rolos de telas para depósitos de água e pulverização espacial UBV (fumacê). Entre as ações que cabem aos municípios, de acordo com o Plano Estadual de Vigilância e Controle das Arboviroses 2017/2018, está a inclusão de casos suspeitos de arboviroses no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O cenário de cada município é avaliado e, a depender do caso, pode contar com medidas como visita técnica da equipe da Sesa e monitoramento do plano de ação para o combate ao mosquito. Um total de 130 municípios cearenses recebeu cartas de alerta da Secretaria sobre risco de epidemia em relação às arboviroses, dos quais 86 (66,1%) encaminharam plano emergencial para combate ao mosquito.

Combate ao mosquito

A maioria dos focos do Aedes aegypti são encontrados dentro de casa. É preciso manter os quintais sempre limpos, recolher, eliminar ou guardar longe da chuva todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. O lixo doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente, em depósitos fechados. Até a semana epidemiológica 21, o Ceará confirmou 9.047 casos de dengue, com 3 óbitos, e 144 casos de zika.

Para participar da webpalestra, basta clicar aqui.

Mais informações com o Núcleo de Telessaúde do Ceará: (85) 3219.5873 / telessaude.nuapce@gmail.com