Dragão do Mar é palco da potência criativa do Bom Jardim a partir desta sexta (7)

6 de julho de 2017 # # #

Luar Maria Brandão Assessoria de Comunicação do Instituto Dragão do Mar Telefones: +55 85 3488.8625/ +55 85 98970.8081

Realizado pelo Centro Cultural Bom Jardim, o projeto É Noiz Perifa encerra ações de tutoria artística com a Mostra Arena Dragão. De 7 a 9 de julho, serão dez apresentações de circo, audiovisual, dança, música e teatro de artistas do Bom Jardim orientados pelo projeto. Abertura da Mostra, nesta sexta-feira, terá pocket-show do grupo de rap Sem Saída e Fernando Catatau

A potência artística da região do Grande Bom Jardim desvelou-se num processo criativo que teve a tutoria de grandes artistas cearenses, no projeto É Noiz Perifa, realizado pelo Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), equipamento gerido pelo Instituto Dragão do Mar. Agora, o projeto convida o músico Fernando Catatau (Cidadão Instigado), um dos tutores, para abrir os shows da Mostra Arena Dragão junto do grupo de rap Sem Saída, num pocket show que materializa a arte do diálogo com os novos talentos do Bom Jardim, nesta sexta-feira (7), às 21h, na Arena Dragão do Mar. Antes, às 19h, tem a apresentação das peças “Censurados” e “Amor de Girassol”. Ainda na noite de abertura, o público poderá conferir show da banda convidada The Good Garden e discotecagem do projeto Catiguria DJs. A programação é gratuita e se inicia às 17h, com um feirinha de economia solidária e criativa de artesãos do Grande Bom Jardim.

Realizada de 7 a 9 de julho, em vários espaços do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a Mostra Arena Dragão é a culminância do projeto É Noiz Perifa, que aconteceu de janeiro a maio deste ano, no CCBJ. Segundo o presidente do Instituto Dragão do Mar, o antropólogo e jornalista Paulo Linhares, o objetivo era abrir perspectivas mais duradouras e agudas para as experiências artísticas que já estavam sendo realizadas no Grande Bom Jardim. “A partir da rica trajetória do Porto Iracema (escola de formação e criação artística do Instituto), pensamos num processo de criação artística, em diversas linguagens, que tivesse o acompanhamento de um tutor que seria não um mestre no sentido tradicional, mas um parceiro mais experiente no papel de incentivador de diálogos”, explica Linhares.

Como resultado desse processo, a Mostra Arena Dragão traz dez apresentações de artistas e grupos orientados pelo É Noiz Perifa. São espetáculos de circo, dança e teatro, além de shows e mostra fotográfica e audiovisual. Entre os tutores, estão Fernando Catatau e Felipe Cazaux, na música; Ernesto Gadelha e Andreia Pires, na dança; os grupos Pavilhão da Magnólia e Teatro de Caretas, no teatro; e o Coletivo Nigéria, no audiovisual. De acordo com Linhares, o processo de criação artística – que aconteceu juntos desses artistas/tutores – é a parte mais rica, transformadora e indelével de todos os momentos de uma carreira do campo cultural. “É um importante fator de afirmação e emponderamento dos criadores que habitam regiões onde o acesso a informações e imputes de acompanhamento crítico são mais difíceis e o tempo da cultura é mais raro”, diz.

Além da rica troca entre os artistas que hoje estão no centro da produção artística do Ceará e os artistas dessa periferia de Fortaleza, o projeto É Noiz Perifa aproxima centro e periferia também quando apresenta esses grupos num dos mais reconhecidos palcos da arte cearense, o Centro Dragão do Mar. Afinal, potencializar esse intercâmbio artístico também gera prestígio para esses grupos no mercado cultural. “É uma ascensão não só geográfica, mas sobretudo social”, define o bailarino e tutor Ernesto Gadelha.

Os projetos artísticos contemplados

O É Noiz Perifa é voltado para fomento, formação e difusão das produções culturais do Grande Bom Jardim (GBJ) e adjacências, região compreendida por cinco bairros da Regional 5 de Fortaleza: Siqueira, Granja Portugal, Canindezinho, Granja Lisboa e Bom Jardim. Com patrocínio da Cagece, o projeto “É Noiz Perifa – Ações de Difusão e Criação” é uma realização da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) e do Instituto Dragão do Mar, por meio do CCBJ.

No teatro, os coletivos Viv’Arte e Girassóis aprimoraram seus espetáculos “Censurados” e “Amor de Girassol”, respectivamente, sob a tutoria dos grupos Pavilhão da Magnólia e Teatro de Caretas; na música, os grupos Sem Saída (rap) e Caixeiros Viajantes (rock regional) tiveram orientação dos artistas Felipe Cazaux (banda Mad Monkees) e Fernando Catatau (banda Cidadão Instigado); no circo, os espetáculos “A mágica entre vassouradas e espanadores – Mágico Jeffy”, de Jefferson Alves e Samantha Macedo e “Não, coração”, de Lucas Gomes e Milene Rodrigues, tiveram orientação da Cia. Circo Lúdico Experimental – CLE.

No audiovisual, Rúbia Mércia, Victor Furtado e o Coletivo Nigéria orientaram a produção dos curtas “Toca Good Garden”, documentário de San Cruz e Gandhi Guimarães, e “A volta da perna cabeluda”, web-série do Grupo Ellus; e, finalmente, na dança, os espetáculos “Uma dança para meus pesares”, de Maria Epenefrina e Wellington Fonseca, e “Sandra Bar”, de Daniel Rufino, tiveram orientação dos bailarinos Ernesto Gadelha e Andreia Pires. Para todas as apresentações, também foram feitos figurinos artísticos, a partir do curso “Criação de Figurino”, coordenado pela estilista Ruth Aragão.

Além das apresentações artísticas dos grupos orientados por tutorias no projeto, a Arena Dragão se espalha pelos espaços do centro cultural. Entre os dias 7 e 31 de julho, a Multigaleria recebe a Exposição “Atravessando olhares: mulheres e suas narrativas”, com fotografias feitas por mulheres da região em oficina com a fotógrafa Jamile Queiroz; o espaço Arena do Dragão expõe a Feira da Economia Solidária e Criativa, de artesãos e empreendedoras(es) do GBJ, sexta e sábado, das 17h às 20h, além de alguns shows de artísticas da região, durante toda a programação.

Veja a programação completa no site do Dragão do Mar – Centro de Arte e Cultura