Em parceria com a Fiec, Sejus capacita internos em tecelagem

7 de agosto de 2017 # #

Assessoria de Comunicação - Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará - (85) 3101-2862

Internos da Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes estão aprendendo a tecer tapetes. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) e o Sindicato das Indústrias de Redes do Estado do Ceará (Sindiredes). Na última sexta-feira (4), a unidade recebeu a visita do Conselho de Responsabilidade Social da Fiec (Cores) e do Sindredes para, além de conhecerem o presídio e os projetos que são executados pelos internos, visitarem o curso de tapeçaria kilim e verificar se o material produzido tem qualidade técnica para venda. Em caso positivo, há a possibilidade de transformar o curso em oficina permanente.

Para o professor Gilberto Brito, a grande importância desse curso é que os participantes estão “curados e inteiros”. “Fiquei impressionado quando cheguei aqui, porque o aprendizado foi tão rápido, isso é muito difícil de ver. Eles estão focados e por isso aprendem assim”, explica Brito. Ele também destaca que os que ganham liberdade já vão ter condições de tecer e ensinar a tecer.

É o que garante o interno Claudisson, que encontrou um novo ofício na tecelagem. “Tenho a oportunidade, com esse curso, de mostrar que eu errei, mas que eu quero esquecer tudo o que passou. Eu posso ajudar lá fora as pessoas, ensinando, da mesma forma que estou aprendendo aqui dentro”, comemora o interno.

Para Cristiane Gadelha, coordenadora de Inclusão Social do Preso e do Egresso, vender o material produzido na UP também está entre os objetivos do projeto. “O próximo passo é fazer parcerias com decoradores e arquitetos cearenses para que os tapetes possam ser vendidos e virem uma fonte de renda para os internos”, diz a coordenadora. Cristiane reforça que a capacitação nesse tipo de tapeçaria artesanal garante para eles uma vida mais digna e fora do crime.

Valorizar o interno e melhorar a sua autoestima também têm sido a função do curso. Para Wania Dummar, presidente do Cores, “as peças estão lindas e elogiá-los já garante um sorriso, uma alegria na vida deles. Todo mundo deveria vir aqui, visitar, entender a realidade deste lugar e desenvolver projetos, como faz a responsabilidade social da Fiec”.

Aloísio Ramalho, presidente do Sindredes, concorda e faz um apelo: “empresários, saiam das suas salas e venham ver o que se produz aqui!”. Para ele, a parceria já “é um sucesso e o produto de muita qualidade”. “Aqui no Imelda estão aproveitando todas as potencialidades dessas pessoas. Parece mais uma escola de formação em vários níveis”, ressalta Ramalho.

O curso conta hoje com 16 internos trabalhando em teares manuais e aprendendo uma técnica desenvolvida na Turquia.

07.08.2017