Ipece publica Índice Municipal de Alerta

13 de setembro de 2017 # #

Maria Esther Frota Cristino Assessora Chefe da Assessoria de Desenvolvimento Institucional do IPECE 85 3101-3508

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) acaba de publicar o Índice Municipal de Alerta (Ima) – 2017 (janeiro a junho), que procura contribuir como instrumento para identificação dos municípios mais vulneráveis no tocante a questões climáticas, agrícolas e de assistência social. O trabalho, de autoria de Cleyber Nascimento de Medeiros e Cláudio André Gondim Nogueira, analistas do Instituto, já pode ser acessado no www.ipece.ce.gov.br. O Ipece é órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará.

De acordo com o documento, a quadra chuvosa (meses de fevereiro a maio) no Estado registrou em 2017, conforme informações da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), precipitação em torno da média histórica, detendo um desvio percentual de -7,7 por cento em relação à normal climatológica (1981-2010). Especificamente, durante a quadra chuvosa foi registrado o total de 554,5 mm de chuvas, sendo que a média se situa entre os limites 505,6 mm (inferior) e 695,8 mm (superior).

No entanto, a recarga ocorrida nos açudes monitorados pela Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (Cogerh), oriunda da quadra chuvosa de 2017, não foi suficiente para aumentar significativamente o volume acumulado de água nos reservatórios, que representa atualmente somente 11,3 por cento da capacidade total de armazenamento do Estado, calculada em 18,64 bilhões de m³, permanecendo assim a seca hidrológica.

O trabalho adverte que, com o fim da quadra chuvosa no mês de maio e com o baixo volume de água armazenado atualmente nos açudes, tem-se a tendência de piora do quadro da seca durante os próximos meses do ano, sobretudo, devido ao fato de que nestes meses não ocorrem chuvas significativas no Ceará. Neste contexto, reporta-se que muitas ações estão sendo desenvolvidas visando garantir a sustentabilidade econômica e a segurança hídrica da população no atual cenário de seca, por meio da concepção de políticas públicas emergenciais e estruturantes.

Desse modo, muitas ações estão sendo efetivadas para amenizar os efeitos da escassez hídrica no território cearense, como por exemplo, a construção de barragens e açudes, a instalação de adutoras, a perfuração e instalação de poços, a implantação de sistemas de abastecimento de água, a transposição do rio São Francisco, a integração de bacias hidrográficas por meio do projeto Cinturão das Águas, entre outras ações.