Setembro verde: Crianças transplantadas renovam esperança de viver com saúde

19 de setembro de 2017 # # # #

Assessoria de Comunicação do Hospital de Messejana Milena Fernandes (85) 3101-4092 / 988413091

 

Referência nas regiões Norte e Nordeste em transplantes cardíacos, o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, da rede pública do Governo do Ceará, realizou nos últimos 20 anos, 392 transplantes de coração. Só este ano, de janeiro a agosto, foram 22 transplantes cardíacos. Destes, cinco pediátricos. Um deles foi o da pequena Ana Kemely Albuquerque, de apenas dois anos, diagnosticada com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo, uma malformação cardíaca que leva a atrofia ou mau desenvolvimento das estruturas do lado esquerdo do coração.

Kemely é de Fortaleza e chegou ao Hospital de Messejana em estado grave, com apenas um mês de vida. Fez duas cirurgias e um cateterismo, mas nenhum dos procedimentos foi suficiente. A indicação para o caso dela foi mesmo o transplante. Ela entrou na fila e em maio deste ano, depois da terceira tentativa por negação da família doadora, Kemely ganhou um novo coração. A mãe, Ana Carolina Pereira, 29, conta que foram momentos de muita fé, oração e esperança. “Nós sempre acreditamos que essa vitória nós iríamos conquistar, nunca desistimos. Nós sabíamos que ela estava no limite dela. Não engatinhava, era roxinha, inchada, mas nunca perdeu o brilho no olhar”, conta Carolina muito emocionada.

O transplante foi realizado no dia 5 de maio. Atualmente, Kemely não precisa ficar internada. Ela só comparece ao Hospital de Messejana de quinze em quinze dias para realização de exames de rotina e para verificar se o órgão não está apresentando rejeição. Os últimos exames realizados comprovaram que ela está reagindo bem. “Depois desse transplante, parece que trocaram minha filha, foi uma nova vida. É uma felicidade sem fim vê-la respirar, poder escutar o coração novo batendo normalmente, parece um sonho!”, declara a mãe.

Ao lado do marido, o motorista José Kelvis Albuquerque, 26, Carolina faz um pedido antes de finalizar a entrevista: “por favor não deixe de colocar na matéria a nossa imensa gratidão à família doadora”. E o casal ressalta que o mais lindo da doação de órgãos é que “em um momento de tanta dor, uma família pensa em salvar uma outra vida”. José Kelvis e Carolina agora só têm a expectativa de ver a filha correr, estudar, brincar com outras crianças e continuar a sorrir com esse eterno brilho no olhar.

Paciente mais jovem já transplantada

Foi também no Hospital de Messejana que uma outra criança, recém-nascida, encontrou a chance de sobreviver. A pequena Ariele Vitória Rocha Silva foi transplantada em outubro de 2016, quando tinha apenas três meses. Ela é a paciente mais jovem já transplantada no Hospital de Messejana. Ariele é de Paraú, Rio Grande do Norte, e chegou ao Hospital de Messejana, em Fortaleza, com apenas 15 dias de vida. Aos dois meses, ela foi incluída na fila de espera pelo transplante de coração. “Ela nasceu com a síndrome do coração esquerdo hipoplásico e o tratamento convencional não apresentaria resultado. Assim, foi indicada ao transplante”, explica o cirurgião cardíaco Valdester Cavalcante.

Atualmente, Ariele tem um ano de idade e mora com a irmã, na capital cearense. A mãe de Ariele, Mírian da Silva Rocha, mora no interior do Rio Grande do Norte, onde cuida da outra filha, Adriely, que é irmã gêmea de Ariele. Ela lembra com muita emoção o dia em que o coração foi doado para a filha. “Foi uma espera interminável, mas foi o dia mais feliz da minha vida. A batalha foi grande, mas com a ajuda de Deus e desses profissionais tão competentes do Hospital de Messejana, nós conseguimos vencer. Hoje me sinto privilegiada pelo milagre da vida da Ariele. Tenho a esperança de que ela viva sempre bem, com muitas oportunidades e alegria”, comemora Mírian.

Todos os meses, Ariele realiza exames de rotina com a equipe multidisciplinar do Hospital de Messejana e está sempre acompanhada pela irmã, a geóloga Taiana Kezia Herculano, 27, que cuida dela aqui em Fortaleza. “Ela tem se desenvolvido super bem, não apresentou rejeição, não tem dores, nem febre, nenhum problema de saúde depois que realizou o transplante. Ariele é muito ativa, brinca, corre, aprende tudo rápido, se alimenta bem e dorme tranquilamente. Para nós que acompanhamos toda a espera pelo órgão é uma felicidade grandiosa vê-la tão bem, só temos a agradecer a Deus, aos profissionais do hospital e à família doadora, pois sem o ‘sim’ deles a nossa história poderia não teria um final feliz”, ressalta Kezia.