Cagece prioriza gestão de estratégias para garantir abastecimento

29 de setembro de 2017 # # # # #

Jilwesley Almeida - Assessoria da Cagece
Deivyson Teixeira - Fotos

Na terceira e última matéria da série Ceará Transparente de setembro, vamos mostrar o trabalho da Cagece para reduzir perdas e conscientizar a população da necessidade da redução do consumo

O uso responsável da água é prioridade para a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), especialmente diante do cenário de seca dos últimos seis anos. Para garantir água à população, a companhia tem adotado um modelo de gestão cada vez mais eficiente, investindo em ações de combate ao desperdício, perdas e em novas alternativas de abastecimento.

Para o presidente da Cagece, Neuri Freitas, entre as principais ações colocadas em prática, no âmbito do Plano de Segurança Hídrica da Região Metropolitana de Fortaleza, destacam-se a Tarifa de Contingência e o esforço contínuo na retirada de vazamentos.

Adotada como medida estratégica para a redução do consumo de água em Fortaleza e RMF, somente no primeiro semestre de 2017, a Tarifa de Contingência contribuiu para uma economia de 8,4 milhões de metros cúbicos de água.

De acordo com Freitas, considerando o período de 2014 até o momento atual, houve uma redução de aproximadamente 20% no consumo médio de água. “A Tarifa de Contingência é uma ação de sucesso e que precisa continuar até que a gente tenha a recuperação dos nossos mananciais”, afirma.

Dados da Cagece sinalizam que, nos últimos dois anos, o número de clientes tarifados caiu 7,5%. Para o presidente da companhia, os resultados refletem uma mudança no comportamento do consumo por parte da população. “A gente percebe que por ser um mecanismo que possui um impacto financeiro no orçamento familiar, as pessoas tendem a se reorganizar e acabam realmente eliminando desperdícios e diminuindo o consumo, optando por utilizar apenas o que de fato for essencial”, ressalta.

A Tarifa de Contingência é um dispositivo de gestão assegurado pela Lei de Saneamento (n° 11.445/07). Em Fortaleza e RMF, o mecanismo tarifário estipula uma meta de redução de 20%, com base no histórico de consumo de cada cliente da Cagece. Aqueles que não atingem a meta, são tarifados em 120% pelos metros cúbicos que deveriam ter sido economizados.

No primeiro semestre de 2017, aproximadamente 234 mil clientes pagaram a tarifa de contingência. No total, foram arrecadados cerca de R$ 43 milhões por meio dela.
A tarifa de contingência é um dispositivo de gestão assegurado pela Lei de Saneamento (n° 11.445/07). Em Fortaleza e RMF, o mecanismo tarifário estipula uma meta de redução de 20%, com base no histórico de consumo de cada cliente da Cagece. Aqueles que não atingem a meta são tarifados pelos metros cúbicos que deveriam ter sido economizados.

No primeiro semestre de 2017, aproximadamente 234 mil clientes pagaram a tarifa de contingência. No total, foram arrecadados cerca de R$ 43 milhões por meio dela.

O dinheiro arrecadado com a Tarifa de Contingência é destinado exclusivamente na implementação de ações de combate à seca. A aplicação do mesmo passa, inclusive, pela fiscalização das agências reguladoras.

Entre as principais ações e obras realizadas pela Cagece que contaram com o recurso da tarifa de contingência está o sistema de reúso das águas de lavagem de filtros da ETA Gavião, que contou com cerca de R$ 3 milhões e o reforço no combate a vazamentos, que em um ano, contou com um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões.

Atentos à economia

Medidas adotadas no Condomínio Vale dos Reis, localizado no bairro Dionísio Torres em Fortaleza, por exemplo, comprovam que de fato a população tem buscado economizar. Há dois anos, algumas mudanças em relação ao uso da água têm ajudado os condôminos a manter o consumo estável, atendendo a meta de redução de 20% da tarifa de contingência.

Segundo o síndico Francisco das Chagas Júnior, o registro do medidor de água no edifício fica aberto somente das 19h às 7h. “Aqui a gente utiliza a água da Cagece até atingirmos a nossa cota que é de 330m³. Quando precisamos de mais água, recorremos a um poço que temos nas dependências do prédio”, pontua.

Para administrar a cota de 330m³ entre os 32 apartamentos e mais um salão de festas, o condomínio adotou um caderno de controle diário para registrar o quanto vai sendo consumido ao longo do mês. “Além de controlar a entrada de água pelo registro, a gente optou também por colocar garrafas pets nas caixas dos vasos sanitários e encontramos na internet a ideia de instalar botões de camisa nas torneiras da cozinha para reduzir a quantidade de água que sai”, destaca o síndico.

 

Eficiência no combate a vazamentos

Outro ponto estratégico na economia de água em Fortaleza e Região Metropolitana está na retirada de vazamentos. Um problema comum, mas complexo, no setor de saneamento, os vazamentos são ocasionados tanto pelo tempo das redes quanto pela pressão.

“Temos reforçado o combate aos vazamentos, onde a companhia conseguiu intensificar o tempo de solução das ocorrências com a contratação de equipes exclusivas para caça e retirada desses vazamentos”, afirma Claudia Caixeta, diretora de Mercado e de Unidade de Negócio da Capital da Cagece.

As agências reguladoras estipulam um prazo de até 24h para retirar um vazamento. No entanto, com o incremento de equipes, a companhia tem realizado este serviço num tempo médio de 13h. Para o presidente da empresa, Neuri Freitas, isso é muito significativo, pois na medida que se retira um vazamento, sobra mais água na rede para abastecer a população.

Atualmente, a Capital e parte da RMF contam com o aumento de 56 equipes exclusivas de caça e retirada de vazamentos. Em um ano, o reforço no combate aos vilões da economia de água contribuíram para uma economia de 228 litros por segundo, benefício maior do que o esperado pela Cagece.

Além dos novos grupos, o apoio da população também é de extrema importância para dar maior celeridade aos serviços de retirada de vazamentos. A orientação é de que ao identificar um vazamento, a população entre, imediatamente, em contato com a companhia por meio dos canais de atendimento disponíveis, que são: a Central de Atendimento (0800.275.0195), o aplicativo Cagece Mobile (disponível para Android e iOS) ou por meio do chat online, no próprio portal da Cagece (www.cagece.com.br).

Confira:

 

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