Indústria cearense cresce 4,6% em agosto e tem o sétimo melhor desempenho

10 de outubro de 2017 # # # #

Pádua Martins - Assessoria de Imprensa do Ipece
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Marcos Studart - Foto

O crescimento da indústria cearense em agosto deste ano, de 4,6% em relação ao mesmo mês de 2016 – o sétimo melhor desempenho dentre os Estados pesquisados – conforme dados divulgados hoje (10) pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforça a tendência verificada pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) no trabalho Conjuntura Econômica, relativo ao segundo semestre de 2017, quando vários segmentos industriais do estado obtiveram resultado positivo na evolução de sua produção física.

De acordo com Adriano Sarquis Bezerra de Menezes, diretor de Estudos Econômicos do Ipece, dentre os 14 estados pesquisados pelo IBGE, o crescimento da indústria cearense somente foi superado por Mato Grosso, Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Amazonas e Santa Catarina. O desempenho do Ceará “se insere em um contexto de mudanças no panorama macroeconômico nacional, com sinais nítidos de recuperação cíclica em todos os setores da economia brasileira”.

Alguns fatores conjunturais importantes, observa, ajudam a explicar esse desempenho, como a inflação baixa, juros reduzidos e desemprego em baixa, “todos eles impulsionando o ritmo de consumo das famílias, bem como melhorando as expectativas empresariais, que vão ajudar na retomada dos investimentos privados. A recuperação da indústria cearense pode ser constatada no gráfico (abaixo), quando se observa que as variações acumuladas de 12 meses da produção física da indústria, a partir de agosto de 2016, revelaram uma trajetória ascendente, chegando a registrar, em agosto de 2017, um leve crescimento de 0,4 por cento, significativamente melhor do que a queda de 17,6 por cento registrada no acumulado até agosto de 2016.

Na análise desagregada da indústria, observa-se que o crescimento de 1,4% da produção física industrial cearense, no período de janeiro a agosto de 2017, relativamente ao mesmo período do ano anterior, foi influenciado principalmente pela expansão das atividades nos segmentos de Metalurgia (crescimento de 51,2%), Textil (12,1%), Química (8,7%) e Couros e Calçados (8,0%). Os segmentos de bebidas, Minerais não Metálicos, Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos apresentaram desempenho negativo ao longo do ano.