Taxa de desocupação no Ceará cai no 3º trimestre de 2017

20 de novembro de 2017 # # #

Ana Clara Braga - Assessora de Comunicação do IDT
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No Ceará, a taxa de desocupação registrou a segunda queda consecutiva, no fim do terceiro trimestre desse ano (11,8%), após registrar taxas de 14,3% e 13,2%, no primeiro e segundo trimestres de 2017, respectivamente, bem como é menor que a do mesmo trimestre de 2016 (13,1%), sinalizando que o atual nível de desocupação da força de trabalho estadual está ligeiramente abaixo do observado no terceiro trimestre do ano passado.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os números dos mercados de trabalho estaduais do terceiro trimestre do ano, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

A queda da desocupação ocorreu basicamente entre as mulheres (de 14,6% para 11,7%), pois houve relativa estabilidade da desocupação masculina (12,2% para 11,9%). No recorte por idade, o indicador decresceu em todas as faixas e, uma vez mais, fica evidente a problemática da desocupação juvenil na medida em que a taxa entre os jovens de 18 a 24 anos de idade diminuiu de 28,1% para 26,4%, entre o segundo e o terceiro trimestres de 2017, apontando que mais de ¼ dos jovens cearenses, de 18 a 24 anos, estava desocupado.

A redução da taxa de desocupação favoreceu a saída de 54 mil pessoas da condição de desocupados, posto que este contingente decresceu de 520 para 466 mil desempregados, na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano. Esta evolução refletiu o crescimento do nível de ocupação, que foi estimado em 48,1% das pessoas de 14 anos ou mais de idade, o equivalente a 3,5 mil ocupados, 87 mil a mais que no trimestre anterior, em número maior do que o de pessoas que entraram no mercado de trabalho (mais 33 mil). “O grande problema é que a atual elevação das oportunidades de trabalho está concentrada no mercado de trabalho informal, dada a estabilidade do emprego com carteira assinada, por exemplo (908 mil)”, observa o analista do Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Mardônio Costa.

Seguindo o comportamento nacional, cresceu o emprego no setor privado sem carteira de trabalho assinada (7,1%, ou mais 45 mil) e o número de trabalhadores autônomos foi estimado em 972 mil (2,7%, ou mais 26 mil), equivalente ao número de autônomos do terceiro trimestre de 2016 (980 mil).

Por grupamentos de atividade, no trimestre terminado em setembro de 2017 ante o trimestre anterior, cresceu o número de ocupados na construção (16,7%, ou mais 37 mil) e no ramo de alojamento e alimentação (14,5%, ou mais 30 mil) e declinou no setor primário (-11,8%, ou menos 46 mil), ficando relativamente estável nos demais.

Remuneração permanece estável
Considerando a remuneração de todos os trabalhos, o rendimento médio real do trabalhador cearense foi estimado em R$ 1.383, estável diante do trimestre anterior (R$ 1.356) e 6,7% mais elevado que os R$ 1.297 do trimestre encerrado em setembro de 2016.

Oportuno destacar que as formas de inserção em alta (emprego sem carteira assinada e trabalho autônomo) são de remuneração relativamente menor, com rendimentos médios reais de R$ 811 e R$ 897, em julho – setembro do corrente ano. Ainda assim, a massa de rendimento real no estado alcançou a marca de quase R$ 4,7 bilhões, com crescimento nas duas bases de comparação (trimestre anterior e mesmo trimestre do ano anterior) de 4,8% e 8,7%, respectivamente, no primeiro caso, fruto do crescimento do nível ocupacional e, no segundo, devido ao aumento do rendimento médio real.

No país

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), revelou ainda que a taxa de desocupação apresentou queda na maioria das unidades federativas, sendo as mais elevadas as taxas de desocupação apresentadas nos estados de Pernambuco (17,9%), Bahia (16,7%) e Amapá (16,6%) e no Amazonas (16,0%), denunciando que as Regiões Norte e Nordeste do País são as que mais sofrem com a problemática do desemprego.​