Arte sobre o semiárido: Galeria do Palácio da Abolição expõe mostra “Mato Branco”

23 de novembro de 2017 # # # # #

André Victor Rodrigues - Repórter
Davi Pinheiro - Fotógrafo

Até o dia 20 de janeiro de 2018, a Galeria do Palácio da Abolição recebe a exposição “Mato Branco”, do artista plástico cearense Roberto Galvão. A mostra envolve cerca de 100 obras – entre pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras, esculturas – que marcam os 50 anos de carreira do pintor, com ênfase na última década de produção sobre a temática do semiárido. A solenidade de abertura ocorreu na noite da última quarta-feira (22). Estiveram presentes a governadora em exercício, Izolda Cela, a secretária-adjunta da Cultura, Suzete Nunes, além do próprio expositor, junto a familiares.

Izolda Cela destaca que a arte é fundamental para nos inspirar e refletirmos em busca por uma sociedade melhor. “As pessoas precisam de arte. Por isso é fundamental que o Governo do Ceará abra esse espaço, trabalhando para levar o conhecimento para o máximo de pessoas possível. Fazendo com que circulem por aqui crianças, jovens, adultos. Uma indução para a presença dessas pessoas, pois isso é feito para elas. Nos empenhamos em oferecer reflexões e obras construtivas”, diz.

A obra de Roberto Galvão propõe uma imersão nos sertões do Ceará, por meio de paisagem numa linguagem plástica, ressaltando as suas riquezas, qualidades estéticas e força dramática. O artista plástico defende que “havia uma beleza agreste que deveria ser processada artisticamente e levada ao público”, por isso investiu nesta produção.

Durante a abertura da mostra no Palácio da Abolição, Galvão agradeceu o apoio recebido por sua equipe, curadores e poder público, afirmando não ser simples a busca por espaços de qualidade para expor obras de arte. “É senso comum não se saber e como é complexo se fazer uma exposição. Ela requer desde materiais a comerciantes, organizadores. É preciso ter técnicos de qualidade para produzir cada peça. A gente precisa de uma indústria que produza a prensa de gravuras. Falo isso para que todos vejam como é amplo esse universo”, pontua.

Visitação

A mostra segue à disposição do público, sempre das 8h às 17h30, de segunda às sextas-feiras, e das 8h às 12h, aos sábados.

A Galeria do A Galeria do Palácio da Abolição foi reaberta no último mês de outubro, ao receber a Exposição “Do Crepúsculo ao Noturno”, com cerca de 100 obras do cearense Antônio Bandeira.

Roberto Galvão

Roberto Galvão nasceu em Fortaleza, em 1950. Bacharel em História, com mestrado em História Social, na UFC, foi aluno do primeiro curso de Educação Artística/Artes Plásticas realizado no Nordeste, na UFPB. Tem obras nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo; no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará; no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro; e no Museo Nacional del Grabado, da Argentina, em Buenos Aires, entre outros.

Além de artista plástico, realizou diversas curadorias e escreveu livros e artigos sempre sobre o viés artístico, entre vários cargos ocupados na área da cultura. Foi um dos criadores, nos anos 1990, para o Centro de Dirigentes Lojistas de Fortaleza, com José Mesquita, do “Parque das Esculturas” e do Prêmio CDL de Artes Plásticas. Atuou ainda como professor universitário e presidiu, de janeiro 2010 a fevereiro de 2017, o Instituto Escola de Comunicação, Cultura, Ofícios e Artes (ECOA), em Sobral, instituição voltada para a formação, capacitação, incentivo à produção e pesquisa no campo da cultura.